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Bola diz ser inocente e acusa delegado de querer incriminá-lo

Bola diz ser inocente e acusa delegado de querer incriminá-lo

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O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado pela Polícia Civil de Minas Gerais de ter executado Eliza Samudio, declarou nesta quarta-feira (13) em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte) ser inocente de crimes atribuídos a ele e ainda revelou não ter sido mentor de plano para matar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, responsável pelo caso.

Bola acusou o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações de Minas Gerais e um dos responsáveis pelas investigações sobre a ex-amante do goleiro Bruno Souza, de querer incriminá-lo em crimes que ele não teria cometido. Além de ser réu no processo de Eliza Samudio, ele é apontado por participação em mais quatro homicídios.

“O Edson Moreira declinou para mim que todo cachorro morto que viesse rolando ele iria jogar tudo nas minhas costas. Isso, na gíria policial, significa pessoa que morreu (assassinada) sem (que a) autoria (consiga ser determinada)”, disse Santos, liberado pela magistrada para dar declarações à imprensa após encerramento de sessão de processo de instrução sobre morte de um carcereiro, em 2000, em que ele é réu.

O ex-policial seria ouvido na tarde de hoje, mas a magistrada encerrou a audiência antes de interrogá-lo porque testemunhas não foram localizadas para prestar depoimento. Marixa Rodrigues determinou que a sessão seja retomada no dia 12 de agosto deste ano.

Procurado pela reportagem do UOL Notícias, o delegado Edson Moreira afirmou que não foi o responsável pelo inquérito sobre a morte do carcereiro. “Ele (Bola) estava passando batido em muitos casos. Mas com a exposição na mídia por causa do caso da Eliza Samudio, ele ficou conhecido no Brasil inteiro. Aí, testemunhas começaram a reconhecê-lo.”

Bola aproveitou a oportunidade dada pela juíza e negou que tenha tido envolvimento na morte de Eliza Samudio. Ele ainda afirmou não ter tido contato antes do sumiço da moça com o goleiro Bruno e com seu “braço direito”, Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

“Eu sou inocente, venho sofrendo há 400 dias. (...) Nunca conheci Bruno nem Macarrão. Eu espero que vocês repórteres coloquem isso (na imprensa). Eu estou preso por causa de uma, duas ou três ligações”, afirmou Bola, aludindo ao inquérito que apontou ligações entre os réus no processo no dia indicado pela polícia como sendo o da morte de Eliza (10 de junho do ano passado).

Conversa com juíza

Após a audiência, Bola pediu para se aproximar da magistrada, que também cuidou do processo sobre o sumiço de Eliza Samudio, e afirmou não ter partido dele a ordem para matá-la. Ele acusou o colega de cela, que fez a denúncia, como um “sociopata”. Santos disse ser a acusação “infundada” e teria nomes de testemunhas que poderiam provar o teor do relato feito a Marixa Fabiane.

“Nunca passou pela minha cabeça essas mentiras que foram faladas”, afirmou. Por sua vez, a magistrada disse que não tomaria nenhuma atitude contra ele nem ouviria os nomes que poderiam ser indicados por Bola.

“Eu não tenho nada contra o senhor. Mas o senhor está preso por outros motivos. Eu não vou tomar nenhuma providência contra o senhor. Não vou levar isso à frente nem vou ouvir essas pessoas porque estou ouvindo o senhor informalmente”, declarou a juíza, que desde abril é escoltada por policiais militares depois que o suposto plano para matá-la veio à tona.

Ameaças de morte

Bola afirmou ter sido ameaçado de morte no tempo em que passou na penitenciária de segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem. Segundo ele, foi jurado por outros presos confinados no local.

“(As ameaças) eram gritadas. (Diziam a mim:) você vai morrer lá fora ou vai morrer aqui dentro”, afirmou o acusado. O advogado de Bola disse que vai pedir investigações sobre o caso. “Ele já foi transferido desde que as ameaças foram feitas”, disse Fernando Magalhães.

Bola está desde abril deste ano em um presido na cidade de São Joaquim de Bicas, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

meio ambiente

Após operar 56 meses sem licença, estação de esgoto vira alvo de investigação

MPE instaurou inquérito após receber reclamação sobre emissão de gases tóxicos e despejo de rejeitos sem o devido tratamento no Rio Anhanduí

04/03/2024 13h16

Anexo do inquérito mostra despejo de rejeitos. Denúncia diz que falta o devido tratamento faz 15 anos e que órgãos de fiscalização "fecham os olhos"

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Depois de operar durante quatro anos e oito meses sem licença, a maior estação de tratamento de esgoto de Campo Grande virou alvo de inquérito civil do Ministério Público Estadual, que quer apurar “a regularidade do tratamento e disposição final do esgoto coletado e levado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto "Los Angeles", o forte odor sentido pela população circunvizinha e a possível emissão de gases tóxicos nocivos à saúde”. 

O aviso de abertura do inquérito foi publicado no diário oficial do MPE desta segunda-feira (4), mas bem antes disso já foram adotadas uma série de medidas para apurar as reclamações de moradores das imediações

Em maio do ano passado, após solicitação do próprio MPE, duas auditoras-fiscais da Semadur fizeram uma vistoria  no local e em seu relatório informaram que o sistema de queima de gases estava funcionando normalmente.

Ao mesmo tempo, porém, deixaram claro que a conclusão de que o sistema de emissão dos invisíveis gases estava funcionando corretamente foi com base do “olhometro". No relatório disseram explicitamente que “o corpo de fiscalização desta SEMADUR não dispõe de equipamentos para este exame/análise investigação in loco”. 

Para complementar, deixaram claro que possíveis irregularidades na emissão de gases prejudiciais à saúde seriam analisadas durante o processão de licenciamento, que estava em curso. Cerca de cinco meses depois, em outubro do ano passado, esta licença de operação foi renovada. 

Ela estava vencida desde janeiro de 2019, segundo a promotora Adreia Cristina Peres da Silva, que comanda a investigação. Por isso, escreve ela, “há que se apurar o motivo na demora da análise vez que a ETE LOS ANGELES operou por mais de quatro anos com a licença vencida e em processo de renovação que se estendeu mais que o prazo de validade da licença atualmente concedida.”  A nova licença vale até 2027 e, em tese, se ela foi concedida é porque tudo funciona regularmente. 

Para justificar a abertura do inquérito, a promotora diz que “Jaqueline Monteiro do Nascimento afirmou que devido o tratamento inadequado do esgoto a ETE Los Angeles acaba liberando um gás que enferruja tela e suporte de lâmpadas, além de gerar um odor desagradável provocando dores de cabeça. Alegou que não aguenta mais os prejuízos causados pelos gases tóxicos liberados pela estação e que sua saúde e de sua família estão em risco.”

“É sabido que os maus odores de estações de tratamento de esgoto são causados pelo gás sulfídrico (H²S), principal componente dos gases emanados pelo esgoto. O gás sulfídrico é altamente tóxico e irritante, atuando sobre o sistema nervoso, olhos e vias respiratórias. Os riscos para a população advindos da liberação do referido gás à saúde humana constituem em: percepção do odor; irritação ocular; conjuntivite; perda do olfato; inconsciência, hipotensão, edema pulmonar; convulsão, tontura, desorientação e até mesmo morte”.  

Logo em seguida deixa claro que a emissão dos gases não é o único responsável pelos fortes odores da região. A suspeita é de que os rejeitos despejados no Rio Anhanduizinho não recebem o devido tratamento, já que alteram por completo a coloração da água a partir do ponto de despejo. 

“O reclamante afirma que essa situação é decorrente do processo de tratamento anaeróbio utilizado pela concessionária responsável. Segundo a reclamação, esse tipo de tratamento não está removendo o lodo gerado, que acaba sendo lançado no córrego próximo à estação. Além disso, ressaltou que uma centrífuga foi instalada na ETE há cerca de 15 anos, mas até recentemente não estava sendo utilizada.”

O autor desta denúncia, cujo nome não foi divulgado pelo MPE, não só reclama da concessionária, mas de todos os órgão ambientais. “Ontem foi 5 de junho, dia do meio ambiente, e em Campo Grande pouco ou nada a comemorar ao ver esse total descaso com o Rio Anhaduí onde  a concessionária dos serviços de água e esgoto Águas Guariroba finge que trata o esgoto e os Órgãos Ambientais do Município, do Estado e da União, assim como a Agência de Regulação do Município, que fecham os olhos para todo esse descaso. O Rio Anhanduí, após o lançamento da da ETE Los Ângeles, é um rio literalmente morto”, escreve o autor da denúncia entregue ao MPE. 

A reportagem do Correio do Estado procurou a assessoria da concessionária em busca de informações sobre explicações relativas às reclamações de moradores e sobre a investigação do MPE, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. 

previsão da semana

Nem previsão de frente fria leva calorão embora de MS

As temperaturas devem cair em Mato Grosso do Sul, mas o calor ainda permanecerá com máximas de 30ºC e 38ºC

04/03/2024 12h30

Foto: Gerson Oliveira

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Após uma semana de calor intenso, as temperaturas devem cair em Mato Grosso do Sul, mas o calor ainda permanecerá, mostra a previsão do tempo divulgada hoje (4) pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec). 

Nesta segunda (4) e terça-feira (5), em grande parte do Estado, as temperaturas podem atingir valores de até 30-33°C. Porém nas regiões leste e bolsão ainda há previsão de altas temperaturas com valores de 36-38°C.

Nesses dias, a previsão indica, ainda, tempo instável com probabilidade para chuvas de intensidade fraca a moderada e, localmente, chuvas de intensidade forte com tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento. 

Tais instabilidades atmosféricas ocorrem devido a combinação de calor e umidade, aliado ao avanço de uma frente fria. 

São esperados acumulados de chuvas acima de 50m/24h, principalmente nas regiões sul, sudoeste e pantaneira. 

As temperaturas mínimas devem ficar entre 22-24°C e máximas de até 30-33°C nas regiões sul e norte. 

Para as regiões sudoeste e pantaneira, mínimas entre 23-26°C e máximas de até 33-37°C. 

Para as regiões leste/sudeste e bolsão esperam-se mínimas entre 22-25°C e máximas de até 36-39°C. Em Campo Grande, são esperadas mínimas entre 23-24°C e máximas de até 31°C. 

Para a quarta (6) e quinta-feira (7), deve ocorrer o avanço de frente fria pelo estado, com probabilidade de chuvas, mas sem quedas significativas da temperatura. 

Chuva 

Correspondendo ao esperado, com o aumento da chance de chuvas, apenas na manhã de hoje (4) já foram registrados 20 mm de chuvas na Capital, informou o meteorologista da Uniderp, Natálio Abraão. 

Já conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet, no domingo (3), Cassilândia, no interior do Estado, foi uma das cidades com maior precipitação no ranking nacional, com chuva de 43 mm. 

Sobretudo, o Inmet publicou alerta de perigo para tempestades em Mato Grosso do Sul, que podem ocorrer em quase todo o estado, até amanhã (5). 

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