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Bola diz ser inocente e acusa delegado de querer incriminá-lo

Bola diz ser inocente e acusa delegado de querer incriminá-lo

terra

14/07/2011 - 05h00
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O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado pela Polícia Civil de Minas Gerais de ter executado Eliza Samudio, declarou nesta quarta-feira (13) em Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte) ser inocente de crimes atribuídos a ele e ainda revelou não ter sido mentor de plano para matar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, responsável pelo caso.

Bola acusou o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações de Minas Gerais e um dos responsáveis pelas investigações sobre a ex-amante do goleiro Bruno Souza, de querer incriminá-lo em crimes que ele não teria cometido. Além de ser réu no processo de Eliza Samudio, ele é apontado por participação em mais quatro homicídios.

“O Edson Moreira declinou para mim que todo cachorro morto que viesse rolando ele iria jogar tudo nas minhas costas. Isso, na gíria policial, significa pessoa que morreu (assassinada) sem (que a) autoria (consiga ser determinada)”, disse Santos, liberado pela magistrada para dar declarações à imprensa após encerramento de sessão de processo de instrução sobre morte de um carcereiro, em 2000, em que ele é réu.

O ex-policial seria ouvido na tarde de hoje, mas a magistrada encerrou a audiência antes de interrogá-lo porque testemunhas não foram localizadas para prestar depoimento. Marixa Rodrigues determinou que a sessão seja retomada no dia 12 de agosto deste ano.

Procurado pela reportagem do UOL Notícias, o delegado Edson Moreira afirmou que não foi o responsável pelo inquérito sobre a morte do carcereiro. “Ele (Bola) estava passando batido em muitos casos. Mas com a exposição na mídia por causa do caso da Eliza Samudio, ele ficou conhecido no Brasil inteiro. Aí, testemunhas começaram a reconhecê-lo.”

Bola aproveitou a oportunidade dada pela juíza e negou que tenha tido envolvimento na morte de Eliza Samudio. Ele ainda afirmou não ter tido contato antes do sumiço da moça com o goleiro Bruno e com seu “braço direito”, Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

“Eu sou inocente, venho sofrendo há 400 dias. (...) Nunca conheci Bruno nem Macarrão. Eu espero que vocês repórteres coloquem isso (na imprensa). Eu estou preso por causa de uma, duas ou três ligações”, afirmou Bola, aludindo ao inquérito que apontou ligações entre os réus no processo no dia indicado pela polícia como sendo o da morte de Eliza (10 de junho do ano passado).

Conversa com juíza

Após a audiência, Bola pediu para se aproximar da magistrada, que também cuidou do processo sobre o sumiço de Eliza Samudio, e afirmou não ter partido dele a ordem para matá-la. Ele acusou o colega de cela, que fez a denúncia, como um “sociopata”. Santos disse ser a acusação “infundada” e teria nomes de testemunhas que poderiam provar o teor do relato feito a Marixa Fabiane.

“Nunca passou pela minha cabeça essas mentiras que foram faladas”, afirmou. Por sua vez, a magistrada disse que não tomaria nenhuma atitude contra ele nem ouviria os nomes que poderiam ser indicados por Bola.

“Eu não tenho nada contra o senhor. Mas o senhor está preso por outros motivos. Eu não vou tomar nenhuma providência contra o senhor. Não vou levar isso à frente nem vou ouvir essas pessoas porque estou ouvindo o senhor informalmente”, declarou a juíza, que desde abril é escoltada por policiais militares depois que o suposto plano para matá-la veio à tona.

Ameaças de morte

Bola afirmou ter sido ameaçado de morte no tempo em que passou na penitenciária de segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem. Segundo ele, foi jurado por outros presos confinados no local.

“(As ameaças) eram gritadas. (Diziam a mim:) você vai morrer lá fora ou vai morrer aqui dentro”, afirmou o acusado. O advogado de Bola disse que vai pedir investigações sobre o caso. “Ele já foi transferido desde que as ameaças foram feitas”, disse Fernando Magalhães.

Bola está desde abril deste ano em um presido na cidade de São Joaquim de Bicas, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Polícia

Jovem é investigado por gravar mulheres sem consentimento

Polícia apreendeu celulares, tablets e notebook durante cumprimento de mandado em Ponta Porã

22/09/2026 14h30

Reprodução/Polícia Civil

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A Polícia Civil apreendeu celulares, tablets e um notebook de um homem de 21 anos investigado por registrar e divulgar imagens íntimas de mulheres sem autorização. O mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta terça-feira (22), em Ponta Porã, durante uma investigação conduzida pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande.

A investigação começou após uma mulher de 21 anos procurar a polícia, em novembro de 2025, e relatar que havia mantido um relacionamento com o investigado por cerca de seis meses. Segundo o depoimento, após o término, ela descobriu que o homem mantinha armazenados vídeos e fotografias íntimas em que ela aparecia, inclusive registros de relações sexuais que, conforme relatou, teriam sido feitos sem seu conhecimento e consentimento.

Os investigadores também reuniram relatos de outras pessoas que afirmaram ter visto imagens de mulheres no celular do suspeito. Uma testemunha contou à polícia que, em agosto de 2025, viu no aparelho vídeos de relações sexuais com diferentes mulheres. Segundo o relato, entre os arquivos havia um vídeo que aparentava mostrar a então companheira do investigado.

Em outubro do mesmo ano, outra mulher, que tinha mantido um relacionamento informal com o homem, relatou ter visto fotografias e vídeos de diversas mulheres armazenados no celular dele. Ela afirmou ainda ter identificado imagens próprias e disse que não sabia que havia sido fotografada nas situações registradas.

Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça a apreensão de aparelhos eletrônicos e dispositivos de armazenamento que pudessem conter provas dos crimes investigados.

Além dos celulares, foram apreendidos tablets e um notebook. Os equipamentos serão submetidos a perícia para análise dos dados armazenados, incluindo aplicativos de mensagens e serviços de armazenamento em nuvem.

O homem é investigado pelos crimes de registro não autorizado da intimidade sexual e de divulgação, disponibilização ou exposição de cena de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima.

A ação foi realizada no âmbito da Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em Campo Grande

Curso gratuito de manutenção de computadores abre inscrições para jovens

Iniciativa é voltada a jovens a partir de 15 anos e será realizada entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro

22/09/2026 13h45

Curso de graça

Curso de graça Foto: Divulgação

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A Secretaria Executiva da Juventude (Sejuv) está com inscrições abertas para um curso gratuito de manutenção de computadores voltado a jovens a partir dos 15 anos, em Campo Grande. As vagas são limitadas à capacidade da turma e o cadastro deve ser feito exclusivamente pela internet, no site oficial da secretaria.

As aulas serão realizadas entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, das 19h às 21h30, na sede da Sejuv, localizada na Avenida Afonso Pena, nº 3.128.

Durante a capacitação, os participantes terão contato com conteúdos relacionados à manutenção física dos computadores e aos cuidados necessários para o funcionamento dos equipamentos. A proposta é preparar os alunos para identificar e solucionar problemas técnicos comuns e também oferecer conhecimentos básicos para quem pretende ingressar na área de suporte técnico.

Ao final do curso, os participantes que concluírem a capacitação receberão certificado com carga horária de 20 horas.

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