Cidades

Balanço anual

Bonito fecha 2025 com 293 mil turistas, 1% a mais que 2024

Maioria dos turistas brasileiros que visitaram o município são de SP, PR, RJ, SC e MS

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Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 293.712 turistas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

O número é 1% maior em relação a 2024, quando recebeu 290.806 turistas. Os dados do ano passado representam a manutenção do crescimento do fluxo turístico no município.

Conforme o levantamento, a maioria dos turistas brasileiros que visitaram Bonito são dos estados de São Paulo (34,95%), Paraná (9,09%), Rio de Janeiro (7,82%), Santa Catarina (7,56%) e Mato Grosso do Sul (6,52%).

As regiões do Brasil que mais visitaram a cidade são Sudeste (55,85%), Sul (25,96%), Centro-Oeste (10,92%), Nordeste (6,01%) e Norte (1,25%).

Já os turistas estrangeiros que visitaram o município são dos países do Paraguai (1,50%), Holanda (1,49%), EUA (1%) e Alemanha (0,96%).

Confira o número detalhado de visitantes, por mês, em 2025:

MÊS - 2025 Nº DE TURISTAS
Janeiro 36.858
Fevereiro 17.017
Março 25.849
Abril 25.478
Maio 22.977
Junho 14.675
Julho 25.849
Agosto 24.413
Setembro 27.127
Outubro 26.806
Novembro 21.772
Dezembro 24.891

Confira o número de visitantes que Bonito recebeu nos anos de 2025, 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016 e 2015:

ANO

NÚMERO DE TURISTAS

2015

204.298

2016

212.817

2017

201.219

2018

201.215

2019

209.568

2020

145.219

2021

205.460

2022

280.391

2023

313.116

2024

290.806

2025 293.712

Números indicam que os atrativos turísticos do município receberam 855.610 visitas em 2025, frente a 861.735 do ano anterior.

Os passeios variam de balneários a trilhas, cachoeiras, cavernas/grutas secas e alagadas e flutuação e mergulho em rios, praias de água doce, boia cross.

A taxa média anual de ocupação dos hotéis ficou em 53% e de visitação da Gruta do Lago Azul em 66%.

Em 2025, o aeroporto de Bonito registrou 36.388 desembarques, um crescimento expressivo de 34,67% em relação a 2024, quando 27.019 passageiros desembarcaram no local.

"Apesar dessas oscilações pontuais, os números confirmam a estabilidade do turismo de Bonito e região, que se mantém como um dos principais destinos de ecoturismo do país", indicou o OTEB.

BONITO

Bonito é o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A cidade é conhecida popularmente como Capital do Ecoturismo.

Está localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 297 quilômetros de Campo Grande. Foi fundada em 2 de outubro de 1948 e completou 77 anos em 2025.

A partir de dezembro de 2025, viajar para Bonito ficou mais caro: a Prefeitura Municipal de Bonito anunciou a cobrança de Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de R$ 15 por pessoa. 

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Três linhas aéreas operam em Bonito: Gol, Latam e Azul.

O município recebeu esse nome por herança da Fazenda Rincão Bonito, de onde o distrito foi desmembrado.

Foi fundada em 1927 e com a criação do território Federal de Ponta Porã, pelo Decreto-Lei nº 5.839, de 21 de setembro de 1943, é lhe anexado como Distrito de Paz de Miranda.

Mas, tornou-se município apenas em 2 de outubro de 1948, ainda pertencente ao estado de Mato Grosso. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, após divisão do território.

PASSEIOS

Bonito-Serra da Bodoquena possuem diversos passeios para todas as idades, gostos e bolsos.

A cidade possui rios de águas cristalinas, cavernas/grutas secas e alagadas, cachoeiras, trilhas, balneários, observatórios naturais, flutuação e mergulho em rios, praias de água doce, boia cross e aquários.

Os passeios variam de R$90,00 a R$1.900,00. Confira:

  • Gruta do Lago Azul - cartão postal da cidade
  • Grutas de São Miguel
  • Grita São Mateus
  • Gruta Catedral
  • Gruta do Mimoso 
  • Abismo Anhumas
  • Nascente Azul
  • Lagoa Misteriosa
  • Rio Sucuri
  • Rio da Prata Recanto Ecológico
  • Rio Formoso
  • Aquário Natural
  • Estância Mimosa
  • Boca da Onça
  • Cachoeiras da Serra da Bodoquena
  • Balneário do Sol
  • Balneário Bosque das Águas
  • Balneário Municipal
  • Eco Park Porto da Ilha
  • Eco Serrana Park
  • Recanto das Águas
  • Cânion do Rio Salobra
  • Fazenda Ceita Corê
  • Buraco das Araras
  • Buraco do Macaco
  • Praia da Figueira
  • Projeto Jiboia
  • Biopark

se a moda pega

Buraqueira causa acidente com 4 veículos e seguradora aciona a Agesul

Acidente aconeceu em outubro de 2024 na MS-377, próximo a Inocência. Rodovia está sendo recuperada, mas obras ainda estão no começo

16/01/2026 12h10

Pneu de caminhonte estourou, motorista bateu na lateral de uma carreta e na sequência atingiu outras duas próximo a Inocência

Pneu de caminhonte estourou, motorista bateu na lateral de uma carreta e na sequência atingiu outras duas próximo a Inocência

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A falta de manutenção na MS-377, rodovia que liga Água Clara a Inocência, pode sair caro aos cofres estaduais. É que uma seguradora entreou na Justiça, na última terça-feira, com um pedido de indenização exigindo que a Agesul seja resposabilizada pela prejuízos sofridos por um caminhoneiro que se envolveu em um acidente que ocorreu em decorrência da buraqueia. 

Na ação judicial, a Conecta Trck, uma espécie de cooperativa que de caminhoneiros, alega que o acidente envolvendo seu associado ocorreu única e exclusivamente por conta dos burados e da falta de acostamento na rodovia. 

O acidente ocorreu no dia 18 de outubro de 2024 e conforme o boletim de ocorrência anexado ao processo, os pneus de uma caminhonete Ford Ranger estouraram quando ele passou por um buraco. Por conta disso, o motorista perdeu o controle da direção e bateu na lateral de uma carreta. 

Na sequência, a caminhonete bateu de frente com outra carreta. No mesmo instante, um terceiro caminhão acabou batendo na traseira desta carreta. Os caminhoneiros saíram ilesos, mas o condutor da caminhonete foi inicialmente levado ao hospital de Inocência e depois transferido para a Santa Casa de Campo Grande por conta da gravidade dos ferimentos. 

Agora, pouco mais de um ano depois do acidente, a seguradora exige que a Agesul seja obrigada a pagar os reparos da última carreta que se envolveu no acidente, no valor de R$ 159.019,87, além de juros, correção monetária e custas processuais. Marcas ne frenagem no asfalto mostram que ele tentou parar o veículo a mais de 50 metros antes de colidir, mas não conseguiu. 

Pneu de caminhonte estourou, motorista bateu na lateral de uma carreta e na sequência atingiu outras duas próximo a InocênciaParte frontal da carreta sofreu série de avarias e agora a seguradora exige quase R$ 160 mil da Agesul

A colisão aconteceu na altura do km-123, entre a cidade de Inocência e o local onde está sendo construída a fábrica de celulose da Arauco, região onde o fluxo de veículos disparou em decorrência da obra. Em meados de 2024 o Govendo do Estado chegou a anunciar que cerca de 50 quilômetros da rodovia naquela região seriam refeitos, com a substituição do asfalto tradicional por pavimento de concreto. 

Porém, como a Arauco definiu que transportaria as 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose por ferrovia, a proposta de usar concreto acabou sendo engavetada.

Mas, em julho do ano passado a Agesul concluiu licitação destinando R$ 23,98 milhões para recapeamento de 48 quilômetros na região onde ocorreu o acidente. As obras, porém, estão longe de acabar. 

Pela rodovia trafegam todos os caminhões que levam equipamentos ao canteiro de obras da fábrica da Arauco e todos os trabalhadores que atuam no canteiro de obras. Atualmente são em torno de dez mil que chegam e saem diariamente do local.

Além disso, pela rodovia também passa toda a celulose despachada fa fábrica da Suzano de Ribas do Rio Parado, em torno 180 caminhões diariamente. 

No pedido de indenização, a seguradora alega que "a referida rodovia encontrava-se em estadoabsolutamente precário de conservação, apresentando diversos buracos na pista de rolamento, além da total ausência de acostamento, circunstância esta que, por si só, já representa grave violação ao dever estatal de manutenção e segurança viária"

"O veículo protegido pela Autora, conduzido de forma regular e prudente, acabou por colidir na parte traseira do último veículo da composição à sua frente, não por imprudência ou culpa de seu condutor, mas pela impossibilidade material de evitar o impacto, diante da cadeia de eventos provocada pela deficiente conservação da via pública e pela ausência de acostamento que permitisse qualquer alternativa segura", diz a seguradora.

Apesar de o acidente ter acontecido no município de Inocência, a ação deu entrada na Vara de de Fazenda Pública de Campo Grande, já que a sede da Agesul está na Capital.

Pneu de caminhonte estourou, motorista bateu na lateral de uma carreta e na sequência atingiu outras duas próximo a InocênciaMotorista da caminhonete sofreu ferimentos graves e teve de ser transferido de Inocência para a Santa Casa de Campo Grande

CAMPO GRANDE

Adriane veta isenção de IPTU para casas de até R$ 100 mil

O benefício ampliaria a mudança para beneficiários de programas habitacionais de interesse social, áreas de desfavelamento e loteamentos sociais executados pelo poder público

16/01/2026 11h30

O veto será agora analisado pela Câmara Municipal, que pode mantê-lo ou rejeitá-lo

O veto será agora analisado pela Câmara Municipal, que pode mantê-lo ou rejeitá-lo Divulgação

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 12.179/2025, que modificava a legislação municipal sobre isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para beneficiários de programas habitacionais de interesse social, áreas de desfavelamento e loteamentos sociais executados pelo poder público. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (16).

O projeto alterava a Lei nº 5.680, de 16 de março de 2016, e previa a elevação do teto do valor venal dos imóveis beneficiados pela isenção para R$ 100 mil, além da criação de um mecanismo de atualização anual desse limite com base em índice inflacionário oficial, com efeitos a partir do exercício fiscal de 2026.

Ao justificar o veto total, o Executivo municipal reconhece a relevância social da proposta, mas aponta que a matéria não reúne as condições jurídico-formais necessárias para a sanção. Segundo a prefeitura, a ampliação e a prorrogação automática do benefício fiscal caracterizam renúncia de receita e exigiriam a apresentação prévia de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, o que não ocorreu durante o processo legislativo.

A Procuradoria-Geral do Município manifestou-se pelo veto ao entender que o projeto afronta o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que exige que proposições legislativas que criem ou ampliem despesas obrigatórias ou renúncia de receita sejam acompanhadas da estimativa do impacto financeiro. O parecer também aponta o descumprimento do artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece critérios para a concessão ou ampliação de benefícios tributários.

De acordo com a análise jurídica, a elevação do teto do valor venal e a indexação anual não configuram mero ajuste técnico, mas mecanismo apto a ampliar, de forma continuada, o número de contribuintes contemplados pela isenção, com reflexos diretos sobre a arrecadação do IPTU e sobre o planejamento fiscal do município.

A PGM destaca ainda que o Supremo Tribunal Federal já consolidou entendimento no sentido de que leis que concedem ou ampliam isenções tributárias sem a devida estimativa de impacto orçamentário-financeiro são formalmente inconstitucionais, conforme decisões proferidas em ações que analisaram normas semelhantes em outros entes federativos.

Além do parecer jurídico, a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários também se posicionou pelo veto total. A avaliação técnica da agência indica que o projeto buscava alcançar, de forma indistinta, diferentes frentes da política habitacional municipal, o que poderia comprometer a efetividade da norma e afastá-la do público-alvo prioritário do Programa Minha Casa, Minha Vida na faixa social.

A Secretaria Municipal da Fazenda corroborou o entendimento da Procuradoria-Geral e da EMHA, reforçando que a proposta implicaria renúncia de receita sem a indispensável estimativa de impacto orçamentário-financeiro, em desacordo com a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que poderia comprometer as metas fiscais do município.

Diante das manifestações jurídicas e técnicas, o Executivo concluiu pelo veto total ao projeto de lei, destacando que a ausência de instrução fiscal adequada configura vício formal de inconstitucionalidade no processo legislativo. O veto será agora analisado pela Câmara Municipal, que pode mantê-lo ou rejeitá-lo.

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