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Calorão gera fila de até 15 dias para serviços de ar condicionado

Houve aumento das vendas e instalações dos aparelhos novos, porém empresário do setor relatam não conseguir atender todos os chamados

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A onda de calor que passa pelo Estado também tem gerado mudanças no setor de serviços de venda, instalação e manutenção de ar condicionado. Uma empresa de Campo Grande relata que há fila de 15 dias e que até parou de aceitar novos atendimentos momentaneamente. 

Segundo Carlos José Borro de Oliveira, dono da Alto Controle MS, empresa que oferece esses serviços, o setor está sobrecarregado de demandas. 

“Tivemos um aumento exponencial na última semana, provocado pela forte onda de calor, na maioria chamados para manutenção, equipamento perdendo eficiência”, relata. 

O especialista explica que esse tipo de perda poderia ser evitada com plano de manutenção preventiva, mas durante o inverno o equipamento fica esquecido e acaba acumulando sujeira, comprometendo o aparelho. 

Em função disso, quando o calor retorna, há alta demanda e fica quase impossível atender a todos os clientes. 

“Também aumentou as vendas dos aparelhos novos e instalações novas, porém não conseguimos atender todos os chamados, com agendamento médio para 15 dias e não estamos mais aceitando novos agendamentos, enquanto não finalizar ou diminuir a espera, a fim de evitar mau estar com clientes”, disse. 

O empresário conta que os clientes antigos são compreensíveis, os quais também ganham prioridade em razão da fidelidade. 

“Ao longo dos anos estamos passando o conceito para os clientes que ar condicionado é item de engenharia, não eletrodomésticos, requer instalação com capacitação técnica, ferramentas específicas, treinamento e conhecimento para manter o equipamento dentro do que foi projetado, o ideal é consultar um especialista antes de comprar, para evitar transtornos como, comprar marcas ruins, capacidade que não condiz com o ambiente, falhas de segurança nas instalações entre outras”, explicou. 

Preços 

Carlos conta, ainda, que priorizou manter os valores cobrados, mesmo com aumento da demanda, mas muitas empresas não fazem o mesmo. 

Leitores do Correio do Estado relatam já ter pagado o dobro de um preço comum por serviços do gênero nesses últimos dias. 

“Tem muito oportunista nessa época, fazem de qualquer jeito, depois somem, prejudica a categoria e as empresas sérias”, diz o empresário. 

Segundo ele, aparelhos novos tiveram um aumento de até 15%, dependendo do modelo, e os estoques estão sem reposição. 

Além disso, o empresário conta que a baixa dos rios da bacia amazônica está prejudicando o escoamento da produção na zona franca de Manaus, o que prejudica ainda mais a reposição dos estoques. 

Picos de energia 

O aumento do uso de aparelhos de ar condicionado reflete, inclusive, em apagões recorrentes nos últimos dias, após picos no período noturno. 

Na noite de segunda-feira (25), segundo a Energisa, em Campo Grande, foram 11 bairros afetados: Parque Residencial Rita Vieira; Pioneiros; Monte Castelo; Vila Vilas Boas; Jardim Los Angeles; Universitário; Jardim Parati; Jardim Centenário; Santo Amaro; Jardim TV Morena; e Carandá Bosque.

Em Dourados, três bairros ficaram sem energia: Parque Alvorada; Cachoeirinha; e Água Boa. A última cidade afetada foi Itaporã, que registrou queda de energia na Vila Pioneira e na Vila Cristo Rei.

Na noite desta terça-feira (26), houve apagões novamente em bairros de Campo Grande, conforme relatos de moradores da Capital. 

A Energisa informa que com as temperaturas chegando a 42°C e com a demanda de energia atingindo nova máxima histórica, os clientes devem declarar a carga utilizada para cálculo de demanda por localidades. 

LICITAÇÃO HOMOLOGADA

Obra no estacionamento do Bioparque terá custo de R$ 3 milhões

A empresa campo-grandense KM Engenharia Ltda venceu a licitação e

08/09/2026 10h15

Bioparque Pantanal receberá obras de pavimentação asfáltica e drenagem de água pluviais

Bioparque Pantanal receberá obras de pavimentação asfáltica e drenagem de água pluviais Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, publicou a homologação da licitação referente às obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no estacionamento do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A empresa vencedora do processo licitatório é a KM Engenharia Ltda, que possui sede na própria Capital

A reforma no maior aquário de água doce do mundo custará R$ 3.094.130,18 aos cofres públicos. Quando o Governo do Estado abriu a licitação, em julho deste ano, o custo estimado da compra era de R$ 3.109.662,64. O desconto readequado teve um percentual médio de aproximadamente 0,5%, o que equivale a R$ 15.532,46 a menos em relação ao valor inicial.

A empresa campo-grandense terá o prazo de 180 dias para concluir as obras. Os custos envolvem: 

  • remoções, demolições e supressões;
  • microdrenagem - terraplanagem; 
  • microdrenagem - galerias; 
  • microdrenagem - dispositivos estruturais; 
  • implantação asfáltica; 
  • terraplanagem;
  • pavimentação; 
  • sinalização viária; 
  • passeio com acessibilidade; 
  • administração local de obra.

O Bioparque Pantanal possui uma estrutura de 21 mil metros quadrados de área construída e conta com 5 milhões de litros de água. Desde sua abertura, o espaço já recebeu mais de 1 milhão de visitantes, segundo o próprio portal de informações. Além disso, há 239 tanques (31 exposições, 168 pesquisa, 38 quarentena, 1 abastecimento e 1 reúso) com 458 espécies.

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MPMS

Investigado por feminicídio tem prisão preventiva decretada

MPMS obtém restabelecimento da prisão de investigado por morte da ex-companheira

08/09/2026 10h00

Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) atuou no restabelecimento da prisão preventiva de um investigado por feminicídio em Campo Grande. A decisão foi proferida pelo desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

A prisão preventiva foi decretada após novos desdobramentos nas investigações sobre a morte da ex-companheira do investigado. Inicialmente, o caso havia sido registrado como suicídio. No entanto, ao longo da apuração, novos elementos técnicos apresentaram uma perspectiva diferente para o caso.

Em sua argumentação, o MPMS utilizou um laudo pericial produzido posteriormente. O documento afastou a hipótese inicial de suicídio e apontou que a morte ocorreu em um contexto de violência de gênero.

O laudo também apontou alterações na cena do crime, incluindo a retirada de armas e munições do local antes da chegada das autoridades. De acordo com o Ministério Público, diante do novo contexto e da gravidade dos fatos, as medidas cautelares impostas anteriormente não seriam suficientes.

O desembargador reconsiderou a decisão anterior e confirmou a prisão do investigado. Segundo ele, os novos fatos e as provas apresentadas demonstram que a prisão é necessária. Dessa forma, a prisão preventiva foi restabelecida.

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