Cidades

GOVERNO MS

Campanha do agasalho entrega 80 mil cobertores para interior

Além disso mais de 31 mil peças de roupa serão entregues

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Em cerimônia realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, na tarde desta quinta-feira (11), o Executivo estadual entregou 80 mil cobertores para serem distribuídos nos 79 municípios do Estado.

As doações são resultado do projeto social "Aqueça uma Vida", realizado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast).

O evento contou com a participação do governador, Reinaldo Azambuja (PSDB) e a primeira-dama, Fátima Azambuja, que há cinco anos é madrinha desse e de outros projetos sociais, como o Dia D, no qual foram arrecadados mais de 31 mil peças de roupas (agasalhos) para o período de inverno. O diferencial é que o montante foi doado pelos servidores estaduais que literalmente "abraçaram" a causa.

"É muito satisfatório verificar que todos participaram, independente da quantidade. O importante é observar em cada doação o sentimento de solidariedade, e isso nos estimula a continuar promovendo as campanhas e contribuir com as prefeituras de nosso Estado", pontua a primeira-dama. 

O governador, Reinaldo Azambuja, revela que com a entrega feita hoje (11), são 250 mil cobertores doados em três anos de campanha. E o melhor é que nesta edição ainda terão agasalhos para complementar a contribuição. 

"Para muitos pode parecer pouco, mas, para quem recebe é muito importante. Nosso sentimento é de trabalho em equipe com as prefeituras, que complementam as doações, a fim de alcançarem mais famílias", observa. 

REPRESENTAÇÃO MUNICÍPIOS

A prefeita de Corguinho, Marcela Lopes (PSDB), lembrou que na primeira edição da campanha também esteve presente no evento e recebeu a doação simbólica.

"Vivemos uma mudança no governo federal que impactou todo o país, em todos os setores. A questão econômica foi a mais difícil, porque alterou o repasse enviado a muitos municípios que não têm condições de arcar com projetos como esse", reforça.

Marcela revelou que o município receberá 333 cobertores da campanha, os quais serão priorizados para as famílias que moram em quatro assentamentos rurais da região.

"Podem ter certeza que as doações farão uma diferença muito grande para as famílias de nosso município", conclui.

Para a titular da Sedhast, Elisa Cléa Nobre, o empenho da administração estadual e dos servidores estaduais foram os diferenciais no resultado deste ano.

"Cada cobertor será muito útil para os beneficiados. Tenho certeza que por intermédio de parcerias atenderemos cada vez mais pessoas em situação de vulnerabilidade social", declara. 

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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