Cidades

Evento internacional

Aproximadamente 3 mil visitantes de 130 países virão para a Capital, com gasto médio diário de R$ 68

Aproximadamente 3 mil visitantes de 130 países virão para a Capital, com gasto médio diário de R$ 684 por pessoa, durante sete dias de evento

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Aproximadamente três mil pessoas, de 130 países, devem comparecer na 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15), entre 23 e 29 de março de 2026, em Campo Grande, cidade que vai sediar o evento.

A COP15 é um evento da Organização das Nações Unidas (ONU) destinado à vida silvestre, que discute a proteção de animais.

O slogan é "conectando a natureza para sustentar a vida". O tema deste ano é "espécies migratórias".

O Pantanal será centro do debate global sobre migração de espécies durante a COP15. "Será um grande momento para Mato Grosso do Sul apresentar o Pantanal para o mundo", afirmou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.

A conferência deve custar R$ 10 milhões aos cofres do Governo de MS, referente à contratação da empresa Soluction Logística e Eventos LTDA ME, responsável pela instalação da estrutura, que envolve a montagem de tendas.

O evento promete movimentar R$ 684 por visitante/dia na Capital, nos ramos de bares, restaurantes, hotéis, comércio, lojas, serviços e turismo.

"A equipe da Semades, em conjunto com outras secretarias, mantém diálogo com o setor hoteleiro e gastronômico para garantir estrutura adequada às delegações estrangeiras", pontuou o o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), Ademar Silva Júnior.

O evento põe a capital sul-mato-grossense como centro das discussões globais sobre conservação da vida silvestre e desenvolvimento sustentável.

COP15

15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP15) é um evento da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne dezenas de países em combate ao aquecimento global e mudanças climáticas.

A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) é um tratado ambiental que estabelece uma plataforma global para a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento ao longo de toda a sua área de distribuição.

Neste ano, a COP15 discutirá a proteção de animais que cruzam fronteiras, como aves e peixes, focando em conectividade ecológica e combate à perda de habitats.

O evento reunirá governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e representantes da sociedade civil de todo o mundo para enfrentar os desafios urgentes de conservação que afetam milhares de espécies de animais silvestres que cruzam fronteiras internacionais.

A conferência ocorre a cada três anos. Em 2019, ocorreu na China. Em 2022, foi sediada em Montreal, Canadá.

Em 2026, será sediada em Campo Grande, Brasil. O evento ocorre de 23 a 29 de março de 2026 em quatro locais de Campo Grande (MS):

  • Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês
  • Bioparque Pantanal
  • Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas
  • Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo

Promete reunir três mil visitantes de delegações de 133 países na capital sul-mato-grossese.

Neste ano, o evento está focado em estratégias e medidas para ampliar e aprimorar a proteção às espécies migratórias.

Além disso, o Pantanal será centro do debate global sobre migração de espécies durante a COP15.

Campo Grande é morada e espaço de passagem de um bom número de espécies de aves e peixes migratórios. Esse é um dos pontos que contribuíram para a votação e aprovação da Capital como sede da 15ª edição do evento.

Saúde

Telediagnóstico já identificou 357 casos de câncer de pele em MS

O serviço está presente em 28 municípios e ajuda a identificar lesões em estágio inicial, ampliando o atendimento, diagnóstico e tratamento

01/03/2026 12h00

Telediagnóstico ajuda a ampliar o atendimento e tratamento de pacientes com câncer de pele

Telediagnóstico ajuda a ampliar o atendimento e tratamento de pacientes com câncer de pele Divulgação

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O telediagnóstico em dermatologia já identificou 357 casos de melanoma e câncer de pele não melanoma em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul desde a implantação do serviço em 2019. 

O serviço está presente em 28 municípios do Estado, com 43 pontos de atendimento, aderidos à oferta de telediagnóstico em dermatologia. Os pacientes passam por especialistas à longa distância, que avaliam as lesões de pele sem precisarem, inicialmente, sair do município de origem. 

Além de ampliar o acesso, a ferramenta é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma estratégia capaz de aumentar a resolutividade da Atenção Primária à Saúde (APS), podendo solucionar cerca de 70% dos casos sem a necessidade de consulta presencial com um dermatologista. O objetivo principal é melhorar o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade em dermatologia. 

O sistema integra o Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) e é ofertada nacionalmente pelo Telessaúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Central Estadual de Telemedicina de Santa Catarina, que é referência no País. 

O fluxo

O processo de atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (USB), onde o médcio identifica uma lesão suspeita e solicita o exame pelo STT, responsável pela triagem e decisão clínica. 

Em seguida, é feito o registro fotográfico da lesão, o que é decisivo para a qualidade do diagnóstico, que pode ser feita por um profissional capacitado ou pelo próprio médico. 

As imagens são enviadas pela plataforma juntamente com as avaliações clínicas, e são avaliadas por dermatologistas especializados. O laudo, classificação de risco e conduta indicada são enviadas em até 72 horas para a unidade solicitante. 

O suspeito atende casos suspeitos de câncer de pele como melanoma e não melanoma e outras dermatoses. Grande parte das situações são resolvidas na própria Atenção Primária, o que evita encaminhamentos desnecessários e efetiva a fila para o atendimento presencial. 

“Além de ampliar o acesso ao especialista, o sistema estratifica o risco e prioriza quem realmente precisa de atendimento presencial. É tecnologia aplicada à gestão do cuidado, com impacto direto na eficiência da rede”, pontuou a superintendente de Saúde Digital da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Marcia Tomasi. 

Os casos identificados nas macrorregiões do Estado foram:

Melanoma

  • Centro: 5 casos (3 municípios)
  • Pantanal: 33 casos (2 municípios)
  • Cone Sul: 4 casos (2 municípios)
  • Costa Leste: 13 casos (7 municípios)

Não melanoma

  • Centro: 32 casos (4 municípios)
  • Pantanal: 125 casos (2 municípios)
  • Cone Sul: 42 casos (7 municípios)
  • Costa Leste: 103 casos (7 municípios)

Segundo a SES, os números reforçam a importância da detecção precoce, especialmente no caso do melanoma, que é mais grave. A lesão identificada em estágio inicial juntamente com o encaminhamento rápido para confirmação e tratamento, as chances de cura e controle da doença aumentam significativamente. 

Implantação 

Para a implantação do serviço, o município deve formalizar a adesão ao Telessaúde e adquirir o Kit de Dermatologia, composto por dermatoscópio, adaptador e equipamento de captura de imagem (smartphone ou câmera digital), seguindo especificações técnicas mínimas de qualidade. 

Para a habilitação, é necessário completar o cadastro no sistema, capacitação para a realização do registro fotográfico da lesão e cumprimento dos protocolos de segurança. 

Nos casos graves e pacientes sintomáticos, não é necessário aguardar o laudo do sistema. Devem ser encaminhados imediatamente para a rede de urgência e emergência. 
 

Previsão

Semana inicia com alerta de tempestade e chuva intensa em MS, mas temperaturas ficam altas

As condições aparecem junto a uma onda de calor, com máximas até 38ºC

01/03/2026 10h30

As chuvas não descartam calorão na próxima semana

As chuvas não descartam calorão na próxima semana FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul dá as boas-vindas ao mês de março com alerta de tempestades e chuvas intensas em mais da metade do território. 

Fazendo jus às "águas de março fechando o verão", a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica tempo com sol e céu nebuloso durante o dia, mas com chuvas entre a tarde e a noite. De forma pontual, são esperadas tempestades, especialmente nas regiões centro-sul do Estado. 

Os volumes de chuva podem variar entre 40 e 60 milímetros até o final da manhã desta segunda-feira (2), com a possibilidade de rajadas de ventos superiores a 60 km/h em trechos isolados, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na região Pantaneira e Sudoeste, o calor vem forte, com máximas chegando a 38ºC neste início de semana. 

Nas regiões do Bolsão, Norte e Leste do Estado, as mínimas podem chegar a 17ºC, mas as máximas atingem 36ºC. 

No Sul e Grande Dourados, também faz calor, com máximas variando entre 32ºC e 38ºC na região da Fronteira com o Paraguai. 

Em Campo Grande, faz sol durante o dia com nuvens e chance de chuva durante a noite. As mínimas esperadas ficam entre 21ºC e 23ºC e as máximas podem chegar a 34ºC. 

Trimestre quente e seco

Mato Grosso do Sul deve passar pelo próximo trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. Essa condição, além de trazer riscos à saúde devido a variação de temperatura, acende alerta para o setor agropecuário, podendo impactar a produção agrícola. 

A tendência climática para os meses de março, abril e maio de 2026 aponta para volumes de chuva abaixo do normal em grande parte do Estado e altas temperaturas, segundo a previsão meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec). 

Historicamente, o trimestre registra entre 200 e 400 milímetros de chuva na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a até 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a tendência predominante é de volumes inferiores à média e com distribuição irregular, aumentando o risco de períodos secos prolongados. 

A redução das chuvas deve vir acompanhada de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que, normalmente, varia entre 22ºC e 26ºC. 

A combinação de calor e déficit hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir os níveis de rios e reservatórios. 

O trimestre mais quente e seco tende a elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade do ar. 

Além disso, há a possibilidade de efeitos sobre a saúde pública, com o aumento de chance de doenças respiratórias associadas ao tempo seco. 

Alguns cuidados indicados para os efeitos da baixa umidade do ar separados pelo Correio do Estado são:

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

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