Cidades

Crescimento Populacional

Campo Grande chega a 970 mil habitantes e se aproxima de 1 milhão

Cidade ganhou quase 8 mil moradores em um ano, supera capitais como Teresina e Cuiabá e se aproxima da marca de 1 milhão.

Continue lendo...

Campo Grande chegou a 970.843 habitantes em 2026 e ficou mais próxima de alcançar a marca de 1 milhão de moradores. A nova estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a Capital ganhou 7.960 habitantes em relação ao ano passado.

Em 2025, Campo Grande possuía população estimada em 962.883 pessoas. O aumento registrado em um ano foi de 0,83%, percentual superior ao crescimento de Mato Grosso do Sul, de 0,74%, e mais que o dobro da média nacional, de 0,37%.

Com o novo resultado, faltam 29.157 habitantes para Campo Grande alcançar oficialmente a marca de 1 milhão. A Capital também se consolidou como a 15ª mais populosa do Brasil e o 17º maior município do País, quando o ranking inclui cidades que não são capitais.

Campo Grande continua sendo, com ampla diferença, o município mais populoso de Mato Grosso do Sul. Sozinha, reúne 32,95% dos 2.946.317 habitantes do Estado. Isso significa que praticamente um em cada três sul-mato-grossenses vive na Capital.

Mais de 106 mil habitantes em dez anos

A comparação com 2016 revela uma expansão ainda mais expressiva. Naquele ano, Campo Grande possuía população estimada em 863.982 habitantes. Em uma década, a cidade ganhou 106.861 moradores e cresceu 12,37%.

O aumento equivale à incorporação de uma população superior à registrada atualmente em Ponta Porã, quarta maior cidade de Mato Grosso do Sul, com 99.572 habitantes.

Em média, a estimativa populacional da Capital aumentou em aproximadamente 10,6 mil moradores por ano ao longo da última década.

O resultado, entretanto, não significa necessariamente a chegada direta desse número de pessoas por ano, pois os cálculos também consideram nascimentos, mortes, migrações e revisões demográficas.

O crescimento de Campo Grande ficou acima do registrado pelo Estado no mesmo período. Mato Grosso do Sul passou de 2.682.386 habitantes, em 2016, para 2.946.317 em 2026, aumento de 9,84%. Na Capital, a expansão foi de 12,37%.

Capital concentra crescimento de MS

Dos 21.686 habitantes acrescentados à população de Mato Grosso do Sul entre 2025 e 2026, 7.960 estão em Campo Grande. A Capital respondeu, portanto, por aproximadamente 36,7% de todo o crescimento populacional estimado no Estado durante o período.

Na análise de dez anos, a concentração é ainda mais evidente. Mato Grosso do Sul ganhou 263.931 habitantes desde 2016, enquanto Campo Grande incorporou 106.861 pessoas. Isso significa que a Capital concentrou cerca de 40,5% de todo o aumento populacional estadual na década.

A população campo-grandense também supera a soma dos moradores de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Naviraí e Nova Andradina, as seis cidades que aparecem logo depois no ranking estadual.

Juntas, essas cidades possuem 812.758 habitantes, contingente 158.085 pessoas menor que o registrado em Campo Grande.

Campo Grande é a 15ª maior capital do Brasil

Com 970.843 habitantes, Campo Grande ocupa a 15ª posição no ranking das capitais brasileiras. A cidade aparece logo abaixo de Maceió, que possui 995.134 moradores, e acima de Teresina, com 908.012.

A diferença entre Campo Grande e Maceió é de 24.291 habitantes. Já na comparação com Teresina, a Capital sul-mato-grossense possui 62.831 moradores a mais.

A lista é liderada por São Paulo, com 11.911.337 habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6.731.133, e por Brasília, com 3.009.996. Fortaleza, com 2.582.360, e Salvador, com 2.559.945, completam as cinco primeiras posições.

Campo Grande possui população maior que 12 capitais: Teresina, João Pessoa, Natal, Cuiabá, Aracaju, Florianópolis, Porto Velho, Boa Vista, Macapá, Rio Branco, Vitória e Palmas.

É o 17º maior município do País

Quando a comparação considera todos os municípios brasileiros, incluindo capitais e cidades do interior, Campo Grande ocupa a 17ª posição.

A Capital está logo abaixo de Maceió e acima de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que possui 959.977 habitantes. A diferença entre Campo Grande e a cidade fluminense é de 10.866 pessoas.

Campo Grande também possui população superior à de Teresina, João Pessoa, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Bernardo do Campo.

Apenas duas cidades que não são capitais aparecem à frente de Campo Grande no ranking nacional: Guarulhos, com 1.351.284 habitantes, e Campinas, com 1.189.761. Ambas estão localizadas no estado de São Paulo.

Terceira maior cidade do Centro-Oeste

No Centro-Oeste, Campo Grande é o terceiro município mais populoso. A Capital fica atrás de Brasília, com 3.009.996 habitantes, e Goiânia, com 1.511.709.

Campo Grande supera Cuiabá, que possui 698.917 moradores, em 271.926 habitantes. A população campo-grandense também é maior que a de Aparecida de Goiânia, com 560.996, e de Anápolis, com 424.647.

Entre as quatro capitais do Centro-Oeste, Campo Grande também ocupa a terceira posição. Brasília lidera o ranking regional, seguida por Goiânia, Campo Grande e Cuiabá.

Quando Campo Grande pode chegar a 1 milhão?

Caso repetisse anualmente o aumento registrado entre 2025 e 2026, de 7.960 habitantes, Campo Grande levaria pouco menos de quatro anos para superar a marca de 1 milhão.

Nesse cenário matemático, o patamar poderia ser alcançado por volta de 2030. O cálculo, contudo, não representa uma previsão oficial do IBGE, porque o ritmo de crescimento pode acelerar ou diminuir nos próximos anos.

Considerando a média da última década, de aproximadamente 10,6 mil habitantes adicionais por ano, a Capital poderia alcançar 1 milhão antes desse período. Novamente, trata-se apenas de uma projeção linear, que não considera eventuais mudanças demográficas ou metodológicas.

Crescimento pressiona serviços públicos

A aproximação da marca de 1 milhão de habitantes amplia os desafios relacionados à infraestrutura urbana e à prestação de serviços públicos.

Uma população maior demanda mais vagas em escolas e creches, unidades de saúde, moradias, transporte coletivo, redes de água e esgoto, drenagem e programas de assistência social.

O aumento populacional também interfere no trânsito e na ocupação urbana. À medida que a cidade cresce, aumenta a necessidade de planejamento para evitar uma expansão desordenada, reduzir os deslocamentos entre os bairros e garantir que novos empreendimentos sejam acompanhados de infraestrutura adequada.

Na saúde, o crescimento pressiona unidades básicas, centros especializados, hospitais e serviços de urgência. Na educação, exige o acompanhamento constante da demanda por vagas, principalmente nas regiões que concentram novos loteamentos e empreendimentos imobiliários.

A expansão também influencia a procura por imóveis, terrenos e programas habitacionais, além de interferir no preço dos aluguéis e no surgimento de novos bairros.

População influencia recursos e investimentos

As estimativas populacionais são utilizadas pelo poder público para orientar políticas e dimensionar investimentos. Os dados ajudam no cálculo de indicadores sociais, econômicos e de saúde, além de servirem de referência para a distribuição de recursos públicos.

Os números produzidos pelo IBGE são encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e considerados no cálculo das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

No caso das capitais, a definição dos coeficientes também considera fatores relacionados à população e à renda per capita estadual.

Para o setor privado, a proximidade de 1 milhão de habitantes pode influenciar decisões sobre a instalação de empresas, indústrias, lojas, hospitais, escolas e empreendimentos imobiliários.

Uma cidade com mercado consumidor maior tende a atrair novos investimentos. Ao mesmo tempo, precisa garantir que sua infraestrutura acompanhe o aumento da população e da demanda por serviços.

Como é feita a estimativa

As estimativas populacionais de 2026 têm como referência 1º de julho e foram calculadas pelo IBGE a partir das projeções populacionais revisadas em 2024 e dos dados dos Censos Demográficos de 2010 e 2022.

Para os municípios, o instituto utiliza o Método de Tendência do Crescimento Populacional (AiBi), que considera a trajetória de crescimento de cada cidade entre os dois censos em relação à evolução da população do respectivo Estado.

Os dados censitários também passam por ajustes para garantir comparabilidade, e o cálculo incorpora informações da Pesquisa de Pós-Enumeração do Censo 2022 e eventuais alterações nos limites territoriais dos municípios.

Estimativa não é contagem direta

A população divulgada anualmente não resulta de uma contagem individual dos moradores, como ocorre no Censo Demográfico. O IBGE calcula as estimativas com base nos resultados censitários, nas projeções populacionais e em informações relacionadas a nascimentos, mortes e migrações.

Por isso, o número de 970.843 habitantes representa a estimativa oficial da população residente em Campo Grande em 1º de julho de 2026, e não uma contagem realizada de casa em casa.

Ainda assim, o levantamento constitui a principal referência populacional nos períodos entre os censos. Os números são fundamentais para o planejamento público, a distribuição de recursos e a compreensão da expansão urbana de uma Capital cada vez mais próxima de ultrapassar a marca de 1 milhão de habitantes.

POLÍCIA FEDERAL

Operação em MS encontra comércio ilegal de ouro

Investigação identificou negociação de aproximadamente 17,3 quilos de ouro e uma rede formada por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores

28/08/2026 09h00

Agentes da Polícia Federal cumprem 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas durante a Operação Arcanjo

Agentes da Polícia Federal cumprem 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas durante a Operação Arcanjo Reprodução

Continue Lendo...

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), uma operação contra um esquema suspeito de movimentar ouro de origem ilegal entre Mato Grosso e São Paulo. A ofensiva também chegou a Campo Grande, onde é cumprido mandado de busca e apreensão. 

Batizada de Operação Arcanjo, a ação mobiliza agentes para o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas. As ordens judiciais são executadas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, além da capital sul-mato-grossense e de São José do Rio Preto (SP).

De acordo com a investigação, o grupo teria estruturado uma rede para adquirir, transportar e comercializar ouro de procedência ilícita, além de utilizar mecanismos para dificultar a identificaçção da origem dos recursos envolvidos nas negociações. 

O levantamento financeiro realizado durante as apurações aponta movimentação superior a R$ 5,2 milhões vinculada às operações investigadas. A Polícia Federal também identificou a negociação de aproximadamente 17,3 quilos de ouro. 

As apurações permitiram identificar diferentes funções dentro da estrutura investigada. Entre os envolvidos estariam fornecedores do minério, operadores financeiros, intermediários, responsáveis pelo transporte e compradores.

Conforme a PF, parte do esquema começava na região de Poconé, município conhecido pela atividade de mineração. De lá, o ouro seguia até São José do Rio Preto. 

Na cidade paulistana, o minério seria recebido e permaneceria em um estabelecimento utilizado tanto para depósito quanto para comercialização.

Os investigadores também identificaram operações financeiras que teriam sido utilizadas para ocultar ou dissimular valores provenientes das negociações.

Os fatos podem configurar crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Fronteira de MS

PF combate esquema milionário de contrabando de peças de carros de luxo

Grupo é suspeito de trazer do Paraguai, a partir de Ponta Porã, peças de carros importados para serem revendidas em SP

28/08/2026 08h10

Policiais federais em um dos depósitos de peças de carros importados contrabandeadas distribuídas a partir da fronteira

Policiais federais em um dos depósitos de peças de carros importados contrabandeadas distribuídas a partir da fronteira Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Uma quadrilha especializada na aquisição e no comércio irregular de autopeças de carros de luxo, com braços nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, foi desmantelada depois de investigação da Polícia Federal (PF) apontar movimentação de R$ 146 milhões em cinco anos, além de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.

Ontem, agentes da PF e da Receita Federal deflagraram a Operação Peça-Chave, com cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Ponta Porã, São Paulo (SP), Santo André (SP) e São Bernardo do Campo (SP). 

De acordo com o delegado Cléber Campos da Silva, a investigação começou há cinco anos, “a partir da análise de informações financeiras e do cruzamento de dados bancários, fiscais e empresariais, que apontaram movimentações suspeitas e incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos”.

“O grupo seria responsável pela introdução e a comercialização de peças automotivas de origem estrangeira no País, com indícios da utilização de documentação fiscal fraudulenta para conferir aparência de legalidade às mercadorias. Também são apurados possíveis crimes de lavagem de dinheiro relacionados às atividades investigadas”, disse.

Em imagens feitas pela Receita Federal em um dos galpões da organização criminosa, é possível observar um depósito lotado de autopeças dos mais variados tipos. Por exemplo, destaca-se um acessório automotivo dos modelos Classe A, CLA e GLA, de 2012 a 2018, da Mercedes-Benz.

Segundo a Tabela Fipe (principal índice oficial de preços médios de veículos), esses modelos de carros variam de R$ 68.000 a R$ 153.000, a depender do ano, da motorização (1.6 ou 2.0 turbo) e do estado de conservação, mas o custo da manutenção é similar ao dos veículos novos, avaliados em mais de R$ 500 mil.

No mercado oficial, algumas peças custam mais de R$ 10 mil, mas do outro lado da fronteira peças para veículos desse porte chegam a ser vendidas pela metade do preço, em comparação com uma loja autorizada e legalizada.

Vale destacar que essas autopeças não são proibidas no Brasil, porém, por serem importadas, é preciso que sejam efetuados os pagamentos de impostos ou taxas pela entrada, saída ou utilização dessas mercadorias.

Quanto a isso, a investigação da Polícia Federal indicou que a quadrilha conseguia fraudar os documentos dos produtos, conseguindo introduzi-los no País sem “barreira”.

“Foram identificados indícios de utilização de documentos fiscais emitidos por empresas sem estrutura operacional compatível, além de documentos com informações genéricas ou valores que não correspondiam às características das mercadorias transportadas”, afirmou o delegado responsável pela operação em Ponta Porã.

Parte dos documentos, segundo a investigação, seria emitida por empresas conhecidas como “noteiras”, criadas ou utilizadas principalmente para fornecer documentação fiscal a terceiros.

A análise feita pela Receita Federal apontou que os investigados movimentaram mais de R$ 146 milhões entre 2018 e 2023. Conforme os levantamentos, não foi encontrada documentação contábil e fiscal suficiente que justificasse a origem e o destino de parte desses recursos.

Além de documentos, equipamentos e outros materiais que possam contribuir para a investigação, a decisão da Justiça Federal autorizou a apreensão de bens que eventualmente estejam relacionados aos recursos de origem ilícita.

A medida abrange joias, obras de arte e outros itens de alto valor, além de armas e drogas encontradas. Também foi apreendido dinheiro em espécie, em quantia superior a R$ 5 mil. Os investigados poderão responder por descaminho, lavagem de capitais e associação ou organização criminosa.

Detalhes

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), foram registradas 20 ocorrências de descaminho no Estado este ano. O número é significativamente menor do que o registrado no mesmo período de 2025, quando MS já contabilizava 40 crimes do tipo.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).