Cidades

Transporte

Campo Grande terá ônibus gratuito no dia das eleições

Prefeitura decretou gratuidade no transporte público para os dias 6 e 27 de outubro, em caso de segundo turno

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Neste domingo (6), data em que será realizado o primeiro turno das Eleições Municipais de 2024, Campo Grande terá transporte público gratuito.

O decreto, publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quinta-feira (3), também prevê a gratuidade para o dia 27 de outubro, em caso de segundo turno.

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, o serviço vai operar com frequência, itinerários e frota habitualmente ofertados nos dias úteis.

Serão mantidos dois veículos extras nos terminais Bandeirantes, Aero Rancho, Guaicurus, General Osório, Júlio de Castilho, Morenão, Hércules Maymone e Nova Bahia, e um no terminal Moreninhas, para atender eventuais demandas de passageiros, das 8h às 17h.

As linhas 230 (Parque dos Poderes/Nova Bahia) e 521 (Parque dos Poderes/Centro) irão operar com o plano funcional de dias úteis no domingo. 

Confira as linhas que irão operar com o plano funcional de sábado:

  • 061 (Moreninhas/Shopping Campo Grande);
  • 063 (Terminal Moreninhas/Terminal Aero Rancho);
  • 064 (Terminal Guaicurus/Shopping Norte Sul);
  • 070 (Terminal General Osório/Terminal Bandeirantes);
  • 071 (Terminal Bandeirantes/Terminal Júlio de Castilhos);
  • 072 (Terminal Nova Bahia/Terminal Morenão);
  • 073 (Terminal Nova Bahia/Terminal Júlio de Castilho);
  • 080 (Terminal Aero Rancho/Terminal General Osório);
  • 081 (Terminal Nova Bahia/Terminal Bandeirantes);
  • 082 (Terminal Aero Rancho/ Shopping Campo Grande);
  • 085 (Terminal Morenão/Júlio de Castilho);
  • 086 (Terminal Júlio de Castilho/Shopping Campo Grande);
  • 087 (Terminal Guaicurus/General Osório);
  • 110 (Parque do Sol);
  • 222 (UCDB/Terminal General Osório);
  • 302 (Caiobá);
  • 319 (Dom Antônio/Lageado);
  • 474 (UCDB/Terminal Júlio de Castilho);
  • 508 (Terminal Guaicurus/Centro - via Coopharádio).

Consulta ao local de votação

A consulta ao local de votação pode ser feita através do Autoatendimento Eleitoral, no site do Tribunal Superior Eleitoral. Confira o passo a passo:

  • No site, selecione o item "8. Onde Votar" da lista de serviços;
  • Forneça as informações de identificação: nome ou número do título, data de nascimento e nome da mãe;
  • Clique em "Entrar"
  • Pronto, seus dados eleitorais já estão disponíveis.

Horário de votação

Em Campo Grande, o horário da votação será das 7 às 16h.

Colaborou: Alicia Miyashiro

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Saúde

Na Capital, pacientes do SUS poderão realizar procedimentos em unidade particular

São 624 vagas com investimento de R$ 715,9 mil pelo programa "Agora Tem Especialistas"

07/09/2026 17h15

Arquivo

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Na Capital, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular. Os atendimentos serão feitos no Instituto da Visão de MS, em Campo Grande, por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas", com investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.

Do total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto outros 168 são cirúrgicos. A estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.

Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.

As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento. A proposta do Ministério da Saúde é reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.

Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. A previsão é realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros.

Entre os procedimentos previstos estão atendimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.

A oftalmologia concentra a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano. Depois aparecem cardiologia, com 133 mil, ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.

Atendimentos

A utilização de unidades particulares pelo SUS faz parte da estratégia do Agora Tem Especialistas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada.

O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), utilizada por pacientes que precisam de hemodiálise. Ao todo, 136 instituições estão vinculadas à modalidade, com R$ 350 milhões destinados aos contratos e previsão de atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.

 

Alternativa

Juíza propõe política integrada entre Brasil e Paraguai contra feminicídios na fronteira

Alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande

07/09/2026 16h00

Ao centro, delegada Thielly Dias de Alencar

Ao centro, delegada Thielly Dias de Alencar Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Na tentativa de frear o alto índice de feminicídios e violência contra as mulheres na região de fronteira, Thielly Dias de Alencar Pitthan, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ponta Porã sugeriu que autoridades brasileiras e paraguaias criem um mecanismo integrado de proteção às vítimas. 

A alternativa foi proposta pela magistrada durante a 20ª Jornada Lei Maria da Penha, realizada em Campo Grande no fim de agosto último. Ao Correio do Estado, destacou que a principal questão sobre o tema é retirar a invisibilidade característica da população fronteiriça. 

"O primeiro [ponto] é retirar a questão fronteiriça da invisibilidade, porque normalmente só as pessoas que trabalham e lidam diariamente com os desafios da fronteira se preocupam com isso. Talvez uma política pública integrada com o Pedro Juan Caballero, por exemplo, talvez esse seja a alternativa", frisou a delegada.

Para Thielly Dias de Alencar, construir uma política pública integrada para essa população exige mais recursos humanos, mais estrutura e um olhar interseccional que seja capaz de acolher as diferenças e riquezas culturais que permeiam o território fronteiriço. 

"A desembargadora Jaceguara Dantas está trabalhando, em fase de estudos, um protocolo interseccional, onde o objetivo é atender a mulher em uma perspectiva de prevenção da violência e atendimento rápido das vítimas de violência, mas também numa perspectiva de promoção de direitos, que vai atingir não apenas as mulheres, mas outros grupos vulneráveis, como por exemplo as próprias crianças, uma vez que a violência contra as mulheres e a violência contra as crianças são fenômenos que caminham juntos", destacou.

Segundo a delegada, o entendimento de mulheres fronteiriças sobre segurança pública é carregado por fatores muito negativos, sobretudo quanto à facilidade de fuga por parte dos agressores. 

"Estar em região de fronteira trabalha duas questões muito negativas: a possibilidade de fuga fácil e, portanto a impunidade. Há possibilidade constante [do agressor] se esquivar da aplicação da lei penal, aliada a sensação negativa de temor e de desconfiança e descrença das vítimas na própria lei, porque muitas vezes elas não acreditam que serão efetivamente protegidas", disse.

Questionada sobre meios práticos que viabilizariam uma política pública integrada, disse que, certamente o mecanismo, seja qual for, terá de levar em consideração a complexidade dos dados já disponíveis no judiciário brasileiro.

"O que a gente sabe é que o judiciário, assim como os outros órgãos, estão passando por um movimento constante de digitalização, tem a Justiça 4.0 e diversos programas do Conselho Nacional de Justiça nesse sentido, então certamente a questão informatizada será levada em consideração, o que vai atingir não apenas o Judiciário, porque é um protocolo intersetorial, mas os demais agentes da rede de proteção também", finalizou.

Violência e mortes

Neste ano, 14 dos 25 feminicídios catalogados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ocorreram na faixa de fronteira. Desde o início da série histórica iniciada em 2016, foram registrados 13 feminicidios em Ponta Porã.

Ao longo dos últimos 10 anos, 379 mulheres fora vítimas deste tipo de crime em Mato Grosso do Sul. Dentro desse universo, 163 mulheres foram mortas em cidades fronteiriças. 

Dentro deste universo, o judiciário sul-mato-grossense concedeu 11.458 medidas protetivas de urgência desde o início do ano, 1,4 mil por mês, 47 todos os dias. 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

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