Cidades

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Canários-da-terra apreendidos em Brasílai serão trazidos para o Cras

Canários-da-terra apreendidos em Brasílai serão trazidos para o Cras

Redação

23/10/2009 - 19h30
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Na próxima semana, chegam ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) os 600 canários-da-terra que foram apreendidos, no início do mês, na BR-060, próximo a Brasília (DF). No total, o casal de Campo Grande estava transportando ilegalmente 1000 aves, mas 400 acabaram morrendo. ?Como os animais eram daqui, serão encaminhados ao Cras e, posteriormente, soltos em seu habitat natural?,explica o biólogo e o coordenador do Cras, Élson Borges.

 

A apreensão é resultado de uma ação conjunta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com informações do Ibama, o casal prestou depoimento na Polícia Civil e acompanhou os fiscais até o Cetas/Ibama para a lavratura de auto de infração e aplicação de multa por transporte ilegal de animal silvestre.

 

 

VENEZUELA

Prisão de Maduro completa uma semana e venezuelanos dizem que é cedo para voltar ao país

Moradores de Campo Grande, o povo refugiado ainda espera a transição de governo para retornar a terra natal

10/01/2026 16h45

Aos gritos de

Aos gritos de "Venezuela Libre", grupo se reúne para celebrar prisão de Maduro Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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No último sábado (3), a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte das tropas dos Estados Unidos movimentou o noticiário internacional. Em Mato Grosso do Sul, o fato surgiu como uma esperança para a população migrante que mora no Estado.

Após este episódio, os membros da Associação de Venezuelanos de Campo Grande se reuniram na Praça do Rádio, no centro da Capital. De acordo com a presidente Mirtha Carpio, o grupo estava celebrando a transição para liberdade do país.

Apesar de ter passado uma semana da prisão de Maduro, o povo ainda resiste em voltar à Venezuela, pois afirmam que este foi apenas o primeiro passo para uma mudança maior, e que os aliados do ditador ainda estão ocupando cargos importantes no país. 

Com a esperança de retornarem um dia para sua terra natal, o povo venezuelano segue vivendo e trabalhando em Campo Grande para garantir uma vida mais tranquila do que aquela que tinham na Venezuela.

Rosa Lourdes Montilla é uma destas pessoas. Em 2018, ela vendeu seu carro para poder sair da Venezuela, pois passava muita fome. Hoje, ela vive na Cidade Morena, onde se mudou com seus três filhos adultos e está há, pelo menos, três anos.  

Aos gritos de "Venezuela Libre", grupo se reúne para celebrar prisão de Maduro
Rosa Lourdes divide sua rotina entre o trabalho no Consórcio Guaicurus e o estudos de Serviços Socias, na Uniasselvi / Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Quando emigrou da sua terra natal, seu primeiro destino foi morar no Peru, onde passou cinco anos. Mas, diz preferir o Brasil, devido a receptividade e a semelhança com o povo venezuelano.

A funcionária do Consórcio Guaicurus e estudante de servicos sociais tem a esperança de ver a Venezuela "livre da ditadura". A mulher relata que, embora muitos venezuelanos tenham construído raízes no exterior, ela planeja retornar ao país daqui aproximadamente dois anos, especificamente para cidade de Barinas, onde reside sua família e amigos.

"Estamos em Campo Grande para fugir da ditadura"

Francisco José Mota também se refugiou no Brasil, após deixar o país em 2018, impulsionado pela crise humanitária, falta de comida, emprego, segurança e liberdade. Morando em Campo Grande Campo Grande, ele conta que foi acolhido pela comunidade e hoje mantém dois empregos, promotor de vendas em um supermercado e trabalho de logística para o Mercado Livre, o que possibilitou a estabilidade financeira nos últimos sete anos.

Aos gritos de "Venezuela Libre", grupo se reúne para celebrar prisão de Maduro
Francisco com sua neta no colo, filha e genro na celebração que reuniu os venezuelanos na Praça do Rádio / Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Com imensa gratidão ao povo de Campo Grande, Francisco se mudou para o Brasil junto com sua esposa, filha, neta e genro para fugir da ditadura de Nicolás Maduro.

"Nós estamos hoje aqui em Campo Grande para fugir da mesma ditadura, a gente teve que sair da Venezuela pela situação econômica. Lá não tem liberdade de expressão para você falar, não tem aquela democracia que muitas pessoas falam que a Venezuela tem".

A principal expectativa de Francisco é que a "cúpula" do governo de Maduro, que ainda permanece na Venezuela saia do poder, sem impor condições que permitam a continuidade do sistema atual.

"O primeiro passo foi tirar o ditador, mas ainda estamos esperando por uma nova etapa onde o sistema todo tem que sair de Venezuela, tem que passar o poder para o nosso presidente eleito lá na Venezuela, que está lá fora, esperando só ajeitar o caminho certo para ele voltar e assumir a transição democrática".


 

TRÁFICO DE DROGAS

Mais de 370 kg de drogas são apreendidos em caminhão no interior de MS

Motorista foi preso em flagrante, com carregamento de maconha e cocaína no veículo

10/01/2026 15h38

Carga apreendida estava entre produtos de fertilizantes

Carga apreendida estava entre produtos de fertilizantes Divulgação: Polícia Federal

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Em Corumbá, município do interior de Mato Grosso do Sul, a Polícia Federal prendeu, na noite desta sexta-feira (9), um motorista que carregava maconha e cocaína em seu caminhão.

No interior do veículo, que transportava carga de borato, foram localizados 359,8 kg de maconha e 12,6 kg de cocaína. O motorista foi conduzido à Delegacia de Polícia Federal no município de Corumbá, autuado em flagrante e poderá responder pelo crime de tráfico de drogas.

O borato (ou borato de sódio) é um composto químico versátil usado em produtos de limpeza (detergentes, desinfetantes), na indústria (vidros, cerâmicas, metais) e na agricultura (fertilizantes). A carga que o caminhoneiro carregava estava com dezenas de sacos de fertilizantes, cada um pesando cerca de uma tonelada. As drogas foram encontradas no meio destas cargas, embaladas em um plástico preto. 

Balanço da SEJUSP

Em 2025, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp) registrou 4976 apreensões de drogas. Totalizando a carga apreendida no ano passado, o número chega a 553.781,459 quilos, com a maconha sendo a droga mais traficada em todo o Estado.

As estatísticas no site da Sejusp apontam que, no ano passado, foram feitas 3051 apreensões apenas de maconha. Ao todo, foram contabilizados mais de 538.750 quilos da droga, o que equivale a 97% do total apreendido.

Já a cocaína, foram feitas um total de 1873 apreensões, com carga de 14.651,711 quilos, equivalente a apenas 2,6% da carga total presa em Mato Grosso do Sul.

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