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Carros do MPMS serão mais blindados que viaturas policiais

Segundo Diário Oficial do órgão, oito caminhonetes Trailblazer, da Chevrolet, foram adquiridas, sendo quatro delas com blindagem completa nível III-A

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), via Diário Oficial, anunciou a compra de oito caminhonetes Trailblazer, da Chevrolet, do qual quatro delas irão receber blindagem completa nível III-A.

Segundo o documento, as quatro que não serão blindadas custarão ao órgão cerca de R$ 304 mil por carro, ou seja, um total de R$ 1.212.000,00. Enquanto isso, os quatro blindados sairão por R$ 163.950 a mais cada unidade, resultando num total de R$ 1.871.800,00. Somando os oito carros, o gasto do MPMS com os veículos será de R$ 3.083.800,00.

Porém, o mais curioso não são os valores, e sim a blindagem, já que metade dessas oito Trailblazer receberão blindagem mais completa do que a encontrada nos veículos da Polícia Militar. Os carros da PM são protegidos somente nas portas e vidro da parte dianteira, enquanto os carros da MPMS serão completamente blindados.

De acordo com a descrição, o nível da blindagem é a III-A, ou seja, resistente a todos os calibres de armas de mão, inclusive submetralhadoras 9mm e o calibre .44 Magnum, além de ser colocada como “ideal para ataque, tentativa de sequestro e roubo”. Esta é a blindagem mais comum no Brasil e autorizada pelo Exército Brasileiro.

Ao todo, existem quatro níveis de blindagem: I, II, III e IV. Obviamente, quanto maior o nível, mais caro e mais protegido é o serviço. Porém, o nível IV é restrito às Forças Armadas e empresas de transporte de valores, sendo proibida para uso civil.

Encolheu?

No dia 09 de dezembro do ano passado, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) ganhou 70 novas viaturas para reforçar a ronda, policiamento ostensivo/preventivo e patrulhamento em todas as regiões do Estado.

A frota vai comportar grande parte dos 479 novos militares que ingressaram na corporação em 18 de setembro deste ano. Portanto, com mais policiais, faz-se necessário mais viaturas.

A novidade, desta vez, é que as viaturas mudaram de modelo, marca e tamanho.

A PMMS atua, desde 2021, com a Chevrolet Trailblazer, SUV robusto e versátil, de dimensões 4.887 mm C x 1.902 mm L x 1.834 mm A, com tração nas quatro rodas, cinco portas, capacidade para sete lugares, peso 1.359–1.470 kg e avaliada em, no mínimo, R$ 380 mil.

Antigamente, em 2019, antes da Blazer, a frota da PMMS era composta pela Mitsubishi L200, caminhonete de cabine dupla, com quatro portas, dimensões de 5.115 mm C x 1.800 mm L x 1.780 mm A, peso 2.950 KG, tanque 90 litros, capacidade para cinco lugares, consumo de 9,8km/l na cidade e 14,0 km/l na estrada e avaliada em, no mínimo, R$ 245 mil.

Mas, em 2024, a frota da corporação diminuiu de tamanho e valor.

O governo de Mato Grosso do Sul comprou 70 novas viaturas Renault Duster, veículo que irá compor a nova frota da PMMS.

Renault Duster é um SUV de dimensões 4.376 mm C x 1.832 mm L x 1.693 mm A, potência 120 – 170 HP, com cinco portas, capacidade para cinco lugares e avaliado em, no mínimo, R$ 130 mil.

O modelo também é utilizado pela frota da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande, Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Militar de São Paulo (PMSP), entre outras polícias de outros estados brasileiros.

*Colaborou Naiara Camargo

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EM CAMPO GRANDE

Homem é preso por estupro de vulnerável e mãe de vítima é investigada

Suspeita é de que a mulher recebia dinheiro para permitir que a filha dormisse fora de casa e era a favor do crime

20/03/2026 09h45

Divulgação

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Durante a manhã da última quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) prendeu um homem de 43 anos por estupro de vulnerável. A mãe da vítima também está sendo investigada por suspeita de cumplicidade no crime.

Segundo as informações, o homem manteve uma relação violenta com a adolescente de 13 anos, de setembro de 2025 à fevereiro de 2026, o que se enquadra como estupro de vulnerável. A investigação iniciou a partir do boletim de ocorrência registrado em dezembro do ano passado.

Com a apuração, a polícia identificou indícios de que a mãe da vítima era conivente com o 'relacionamento' e ainda facilitava para que o crime continuasse. Conforme as informações, a mulher autorizava que a filha pernoitasse na casa do criminoso, e vendia a menina ao trocar a 'permissão' dela por valores financeiros.

Foi apontado ainda que a mãe expressava a vontade própria de mentir para às autoridades na tentativa de acobertar o crime.

Devido a gravidade do caso, não apenas por a adolescente ser vítima e encarar o crime como um 'relacionamento', mas também pelo agravante da participação da mãe, foi determinada prisão preventiva do estuprador.

A prisão aconteceu no bairro Vila Carvalho, em Campo Grande, no local de trabalho do homem, e foi apreendido o celular, encaminhado para a perícia para complementar as provas.

Conduzido à sede da DEPCA, o envolvido foi indiciado nos termos do Artigo 217-A do Código Penal, por estupro de vulnerável, e com a causa de aumento de pena prevista no Artigo 226, inciso II.

A mãe também envolvida no caso segue em investigação.

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CAMPO GRANDE

PRF realiza mobilização por criação de fundo nacional de segurança

Ato reforça mobilização nacional pelo FUNCOC, que destina bens do crime organizado para a segurança pública

20/03/2026 09h15

A mobilização desta sexta amplia uma agenda que já vinha sendo construída no Estado

A mobilização desta sexta amplia uma agenda que já vinha sendo construída no Estado Divulgação

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Policiais rodoviários federais realizaram, na manhã desta sexta-feira (20), uma mobilização em frente à Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, em Campo Grande, em apoio à criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

O ato integra um movimento nacional que reúne diferentes categorias da segurança pública e busca pressionar pela aprovação definitiva da proposta no Congresso Nacional. A iniciativa prevê a destinação de bens e valores apreendidos de organizações criminosas para o financiamento de ações de combate ao crime, com investimento em tecnologia, equipamentos e efetivo.

A mobilização desta sexta amplia uma agenda que já vinha sendo construída no Estado. No último dia 10, policiais penais federais também se reuniram em frente ao Presídio Federal da Capital, em manifestação organizada pelo Sindicato dos Policiais Penais Federais em Mato Grosso do Sul (SINPPF-MS), com a mesma pauta.

A proposta de criação do fundo está vinculada à chamada PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado Federal. O texto prevê mudanças estruturais no sistema de segurança, incluindo maior integração entre as forças, fortalecimento do sistema penitenciário e novas fontes de financiamento para o setor.

Entre os principais pontos, está a criação de mecanismos para reaproveitamento de recursos oriundos do crime organizado, além da implementação de tecnologias para integração de dados e atuação conjunta entre diferentes instituições, incluindo forças federais, estaduais e guardas municipais.

Outro eixo da proposta trata do endurecimento de regras para crimes relacionados a facções, com restrições a benefícios como progressão de regime, saídas temporárias e remição de pena.

A mobilização nacional ocorre após aprovação expressiva da proposta na Câmara, onde obteve ampla maioria de votos favoráveis, incluindo apoio unânime da bancada federal de Mato Grosso do Sul. Agora, a expectativa das categorias é de que o Senado avance na análise do texto e consolide a criação do fundo como instrumento permanente de financiamento da segurança pública.

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