Cidades

Pressa

Carvoaria vai à Justiça para conseguir licença antes que Lei do Pantanal passe a valer

Plano dos empreendedores é instalar 40 fornos na zona rural de Aquidauana; legislação atual permite atividade, mas Lei do Pantanal irá proibir

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Mesmo antes de entrar em vigor, a Lei do Pantanal já começa a produzir seu primeiro efeito: uma carvoaria, que pretende se instalar em Aquidauana, ingressou com mandado de segurança na Justiça, para dar seguimento ao processo em que pede licença ambiental para a atividade.

A empresa Anderson Albuquerque Cânepa ME. tem pressa, pois no próprio mandado de segurança, alegam que após o dia 18 de fevereiro, quando a Lei do Pantanal entrar em vigor, a concessão de permissão para a atividade não será mais permitida. 

O mandado de segurança é contra o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), e a reclamação dos autores do mandado é que o órgão governamental libere a emissão das guias de pagamento para dar início ao processo de licença ambiental.

No processo, a advogada Aline Cânepa, autora do mandado, cita um e-mail recebido do Imasul, onde informa que desde o dia 18 deste mês, até 18 de fevereiro, onde descreve uma orientação recebida no sentido de não se emitir mais guias até o próximo dia 18 de fevereiro, quando a Lei do Pantanal passará a ter validade, e uma nova regulamentação dos procedimentos de licença ambiental será publicada. 

“A única justificativa apresentada foi que a inércia das atividades aconteceu após uma reunião no dia 18/01/2024, na SEMADESC, com o Secretário de Estado do Meio Ambiente e a equipe do setor da Diretoria Florestal. Sendo que, um acordo verbal em reunião não tem o condão de substituir o que está disposto em lei”, informa a advogada ao juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande.

Ainda não há decisão sobre o pedido, em que a segurança é solicitada por meio de liminar, feito pelos proprietários da carvoaria. 

A carvoaria

O projeto de licença ambiental protocolado no Imasul prevê a instalação da carvoaria na Fazenda Pontal e na parte 2 da Fazenda Santa Tereza.

As áreas dos 40 fornos e do alojamento terão, ao todo, 4 hectares, e a lenha utilizada para a fazer o carvão virá de materiais lenhosos licenciados pelo Imasul das próprias fazendas e de propriedades vizinhas. 

O objetivo é o de produzir 1.657 m³ por mês, 19,9 mil ³ de carvão por ano. O empreendimento, quando pronto, irá gerar aproximadamente 20 empregos.

O carvão vegetal deve ser usado em siderúrgicas da região. 

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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