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No Centro

Casa histórica da Capital pode ser demolida para dar lugar
a estacionamento

Imóvel pertenceu ao ex-prefeito de Campo Grande Vespasiano Martins

ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS

24/01/2016 - 14h15
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Uma construção antiga e que conta parte da história de Campo Grande pode estar prestes a ir para o chão. O endereço é a Rua 15 de Novembro, quase esquina com a Calógeras, e o terreno, que já foi propriedade de prefeito da cidade e até pouco tempo atrás abrigava um hotel pousada, pode dar lugar a um estacionamento.

Assim como outros prédios da região, a casa pertenceu ao ex-prefeito de Campo Grande na década de 1940, Vespasiano Martins. Há várias décadas, o imóvel se transformou em um hotel pousada famoso no Centro da cidade.

Histórias que até hoje fazem parte do imaginário de muita gente revelam que a pousada era usada, principalmente na hora do almoço, por homens que queriam se divertir com moças mais jovens, longe da vista das esposas, é claro.

Muito em breve, se as especulações de confirmarem, o prédio pode ser demolido. Atualmente, o terremo pertence a casa de frios Alemão, localizada na Calógeras.

Neste domingo, o Portal Correio do Estado flagrou quatro operários trabalhando no terreno. Eles contaram à reportagem que estão fazendo obras do plano de combate a incêndio do estabelecimento.

Questionados sobre demolição da casa, os trabalhadores não confirmaram, mas também não negaram a situação. “Isso ainda não foi definido”, disseram.

Ao que tudo indica, se a demolição se concretizar, o terreno será usado para expansão do estacionamento da casa de frios. A reportagem procurou o estabelecimento para mais informações, mas nenhum funcionário quis falar sobre o assunto.

Apesar de fazer parte da história de Campo Grande, o prédio não é tombado pela Fundação Municipal de Cultura e pode, portanto, ser demolido.

 

DIOGRANDE

Em meio à 'guerra' do IPTU, Adriane concede isenção à gigante JBS

Executivo da Capital trouxe à público uma isenção da base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano concedida para a gigante JBS por quase uma década

16/01/2026 11h01

Câmara Municipal aprovou em dezembro e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sanciona hoje (16) lei que autoriza a concessão de incentivos à JBS S/A, no âmbito do Prodes

Câmara Municipal aprovou em dezembro e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sanciona hoje (16) lei que autoriza a concessão de incentivos à JBS S/A, no âmbito do Prodes Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Nesta sexta-feira (16) o Executivo da Capital trouxe à público uma isenção da base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano concedida para a gigante JBS por quase uma década, através de publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), enquanto a Cidade Morena vive uma "guerra" do IPTU. 

Conforme o texto publico hoje (16) no Diogrande, a Câmara Municipal aprovou - em dezembro, como bem acompanha o Correio do Estado - e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou a lei que autoriza a concessão de incentivos, com encargos, à empresa JBS S/A, no âmbito do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). 

Vale lembrar que, até agosto de 2024 quase 70% dos trabalhadores da J&F Investimentos trabalhavam nas fábricas da JBS, que leva o nome do fundador José Batista Sobrinho e é considerada a maior empresa de proteínas do mundo. 

Pelo decreto, o Poder Executivo da Capital fica autorizado a conceder incentivos que passam inclusive pela isenção de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza-ISSQN incidente sobre as obras de construção civil do empreendimento incentivado, localizado na Rodovia BR 060, Km 398,94, parcelamento do Bairro Jardim Tarumã. 

Estabelece também a isenção da base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano por nove anos, além de Incentivo adicional de redução de 50% da base de cálculo do IPTU, pelo período de 12 meses, incidente por desenvolver quatro projetos sustentáveis, sendo dois voltados para o desenvolvimento ambiental e dois voltados ao desenvolvimento social.

"Para a efetivação dos incentivos de que trata este artigo, os encargos, principais e acessórios, a serem cumpridos pela beneficiária e pelo Poder Executivo, deverão constar no Termo de Adesão e Compromisso a ser assinado pelos partícipes, tendo os benefícios validade a partir da assinatura do termo e de parecer favorável da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz)", cita o parágrafo único do terceiro artigo do decreto. 

Além disso, a isenção define que a mão de obra contratada seja selecionada com intermédio da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), bem como aderir ao Selo de Compromisso com a Igualdade de Gênero (CIG).

Prodes

O chamado "Prodes" dá sequência a política de instalação, ampliação e modernização de empresas sediadas na Capital, por meio de incentivos de doação de imóveis públicos, com encargo, em especial nos Polos Empresariais Municipais, especialmente criados para tal fim, ou ainda incentivos de natureza fiscais, objetivando o incremento da geração de empregos de forma direta e indireta.

O programa é instituído pela Lei Complementar Municipal n. 418, de 15 de outubro de 2021, sendo regulamentada pelo Decreto n. 15.081, de 4 de fevereiro de 2022. 

A Lei Complementar n. 418/21 estabelece em seu artigo 1º que o Prodes tem como finalidade impulsionar o desenvolvimento econômico, social, turístico, cultural e tecnológico do Município, de forma sustentável, mediante concessão de incentivos fiscais e extrafiscais para pessoas jurídicas e empresários individuais que, registrados nos órgãos competentes, preencherem os requisitos previstos em seu texto.

Gigante em MS

Posse da família Batista que controla empreendimentos que vão do ramo de celulose à mineração, a JBS faz parte da 'holding' brasileira criada em 1953 que comanda a Eldorado Celulose; a Âmbar Energia, para geração, transmissão e comercialização desse produto e outros tantos negócios.

Cabe citar que, em sua carta de empresas, o grupo traz ainda a plataforma de informações do "agro", Canal Rural, e também o ecossistema financeiro da PicPay; além de tocar em Mato Grosso do Sul também a LHG Mining, com sede em Corumbá. 

Até o levantamento repassado ao Correio do Estado em agosto de 2024, o grupo J&F já somava 24.850 "colaboradores sul-mato-grossenses", dos quais cerca de 69,6% desses funcionários estariam concentrados nas 25 fábricas de bovinos, frangos e suínos localizadas em Mato Grosso do Sul. 

Ou seja, considerada um dos maiores empregadores de Mato Grosso do Sul pelo menos desde 2021, quando respondia por mais de 7% dos empregos diretos gerados no Estado (107.090 em números totais à época), a empresa usa das mais variadas estratégias de persuasão, como a possibilidade de seletiva no período noturno para o proletariado buscar uma fonte de renda no contraturno. 

Guerra do IPTU

Ainda em meados de novembro - como bem acompanha o Correio do Estado - a Prefeitura de Campo Grande reduziu pela metade (de 20 para 10%) o desconto de quem paga o IPTU à vista, mas as alterações que incidem sobre os valores desse imposto não iriam parar aí. 

Nos carnês deste 2026, se considerado apenas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), haveria somente a correção no valor do IPTU em Campo Grande conforme o chamado IPCA-E, que para esse exercício seria de 5,32%. 

O titular Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, pontuou há cerca de uma semana a cobrança que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional que, para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos (iluminação pública, escola, água, luz, etc.), por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional. 

Justamente esse "tarifaço sobre os terrenos baldios", como bem abordado no Correio do Estado, é o que ajuda a explicar a "chiadeira" sobre o IPTU neste começo de 2026.

Em outras palavras, até o ano passado os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", disse o próprio secretário de relação há exatamente uma semana (07). 

Alegando que ficou de fora dos debates referentes ao aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração. 

Instituída a Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, foram necessários alguns posicionamentos da Câmara e demais entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul (OAB-MS) para que os prazos do IPTU fossem alterados, e até uma sessão extraordinária na Câmara de Campo Grande na noite de segunda-feira (12), suspendendo cobrança da taxa de coleta de lixo que vem embutida no carnê do IPTU.

Menos de um dia depois, o Adriane Lopes decidiu pelo veto total ao projeto de Lei Complementar n. 1.016/2026 da Câmara Municipal, alegando entre outros pontos que o Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) trata-se de um instrumento técnico-cadastral que depende de atualização e operacionalização administrativa. 

Ao Correio do Estado, o procurador da Casa de Leis, Dr. Gustavo Lazzari esclareceu que a Câmara Municipal têm cerca de um mês para decidir se acatam ou derrubam o veto. Ou seja, se for publicada e promulgada ela passará a valer, só podendo ser derrubada através de ordem judicial ou por meio de um outro projeto de lei.

"Para derrubar o veto precisa de maioria, que nesse caso são 15 votos. É que está em recesso e por ser essa situação de emergência convocaram uma extraordinária, para tentar de alguma forma amenizar essa situação urgente. O que não é comum", disse. 

 

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Balanço anual

Bonito fecha 2025 com 293 mil turistas, 1% a mais que 2024

Maioria dos turistas brasileiros que visitaram o município são de SP, PR, RJ, SC e MS

16/01/2026 10h45

Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito (MS)

Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito (MS) Daiany Albulquerque

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Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 293.712 turistas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

O número é 1% maior em relação a 2024, quando recebeu 290.806 turistas. Os dados do ano passado representam a manutenção do crescimento do fluxo turístico no município.

Conforme o levantamento, a maioria dos turistas brasileiros que visitaram Bonito são dos estados de São Paulo (34,95%), Paraná (9,09%), Rio de Janeiro (7,82%), Santa Catarina (7,56%) e Mato Grosso do Sul (6,52%).

As regiões do Brasil que mais visitaram a cidade são Sudeste (55,85%), Sul (25,96%), Centro-Oeste (10,92%), Nordeste (6,01%) e Norte (1,25%).

Já os turistas estrangeiros que visitaram o município são dos países do Paraguai (1,50%), Holanda (1,49%), EUA (1%) e Alemanha (0,96%).

Confira o número detalhado de visitantes, por mês, em 2025:

MÊS - 2025 Nº DE TURISTAS
Janeiro 36.858
Fevereiro 17.017
Março 25.849
Abril 25.478
Maio 22.977
Junho 14.675
Julho 25.849
Agosto 24.413
Setembro 27.127
Outubro 26.806
Novembro 21.772
Dezembro 24.891

Confira o número de visitantes que Bonito recebeu nos anos de 2025, 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016 e 2015:

ANO

NÚMERO DE TURISTAS

2015

204.298

2016

212.817

2017

201.219

2018

201.215

2019

209.568

2020

145.219

2021

205.460

2022

280.391

2023

313.116

2024

290.806

2025 293.712

Números indicam que os atrativos turísticos do município receberam 855.610 visitas em 2025, frente a 861.735 do ano anterior.

Os passeios variam de balneários a trilhas, cachoeiras, cavernas/grutas secas e alagadas e flutuação e mergulho em rios, praias de água doce, boia cross.

A taxa média anual de ocupação dos hotéis ficou em 53% e de visitação da Gruta do Lago Azul em 66%.

Em 2025, o aeroporto de Bonito registrou 36.388 desembarques, um crescimento expressivo de 34,67% em relação a 2024, quando 27.019 passageiros desembarcaram no local.

"Apesar dessas oscilações pontuais, os números confirmam a estabilidade do turismo de Bonito e região, que se mantém como um dos principais destinos de ecoturismo do país", indicou o OTEB.

BONITO

Bonito é o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A cidade é conhecida popularmente como Capital do Ecoturismo.

Está localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 297 quilômetros de Campo Grande. Foi fundada em 2 de outubro de 1948 e completou 77 anos em 2025.

A partir de dezembro de 2025, viajar para Bonito ficou mais caro: a Prefeitura Municipal de Bonito anunciou a cobrança de Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de R$ 15 por pessoa. 

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Três linhas aéreas operam em Bonito: Gol, Latam e Azul.

O município recebeu esse nome por herança da Fazenda Rincão Bonito, de onde o distrito foi desmembrado.

Foi fundada em 1927 e com a criação do território Federal de Ponta Porã, pelo Decreto-Lei nº 5.839, de 21 de setembro de 1943, é lhe anexado como Distrito de Paz de Miranda.

Mas, tornou-se município apenas em 2 de outubro de 1948, ainda pertencente ao estado de Mato Grosso. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, após divisão do território.

PASSEIOS

Bonito-Serra da Bodoquena possuem diversos passeios para todas as idades, gostos e bolsos.

A cidade possui rios de águas cristalinas, cavernas/grutas secas e alagadas, cachoeiras, trilhas, balneários, observatórios naturais, flutuação e mergulho em rios, praias de água doce, boia cross e aquários.

Os passeios variam de R$90,00 a R$1.900,00. Confira:

  • Gruta do Lago Azul - cartão postal da cidade
  • Grutas de São Miguel
  • Grita São Mateus
  • Gruta Catedral
  • Gruta do Mimoso 
  • Abismo Anhumas
  • Nascente Azul
  • Lagoa Misteriosa
  • Rio Sucuri
  • Rio da Prata Recanto Ecológico
  • Rio Formoso
  • Aquário Natural
  • Estância Mimosa
  • Boca da Onça
  • Cachoeiras da Serra da Bodoquena
  • Balneário do Sol
  • Balneário Bosque das Águas
  • Balneário Municipal
  • Eco Park Porto da Ilha
  • Eco Serrana Park
  • Recanto das Águas
  • Cânion do Rio Salobra
  • Fazenda Ceita Corê
  • Buraco das Araras
  • Buraco do Macaco
  • Praia da Figueira
  • Projeto Jiboia
  • Biopark

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