Fundação Pio XII, que enfrenta déficit mensal de R$ 44 milhões, ajuíza ação monitória de R$ 11 mil contra ex-prefeito de Vicentina
O Hospital de Amor de Barretos, referência nacional no tratamento oncológico, recorreu à Justiça de Mato Grosso do Sul para cobrar uma dívida de R$ 11.037,58 de Marcos Benedetti Hermenegildo, o ex-prefeito de Vicentina, Marquinhos do Dedé (PSDB).
O valor é referente a um cheque de R$ 8.100,00, emitido em outubro de 2023, que foi devolvido duas vezes por falta de fundos.
Na ação, a Fundação Pio XII, mantenedora do hospital, destaca a importância do valor para a continuidade dos tratamentos, que são 100% gratuitos, e revela operar com um déficit mensal que beira os R$ 45 milhões.
De acordo com a Ação Monitória protocolada na Vara Cível de Fátima do Sul, Marquinhos do Dedé arrematou prendas no "5º Leilão Direito de Viver", um evento beneficente realizado em Fátima do Sul e Vicentina no dia 16 de outubro de 2023 para arrecadar fundos para o hospital.
Como forma de pagamento, ele emitiu um cheque do Banco Sicredi no valor de R$ 8.100,00, datado de 25 de novembro de 2023.
No entanto, ao ser depositado, o cheque foi devolvido por insuficiência de fundos. O setor de cobranças do Hospital de Amor tentou receber o valor administrativamente por "reiteradas vezes", mas não obteve sucesso.
"Insta salientar que fora concedido considerável prazo para pagamento, porém, o Requerido permaneceu silente e não quitou o que devia. Assim, o objetivo é senão outro o recebimento destes valores para fins de dar continuidade ao tratamento de milhares pessoas", afirma a petição.
Na petição, o hospital faz um apelo ao Judiciário, expondo sua situação financeira para justificar a necessidade do recebimento.
De acordo com o hospital, em 2023, a instituição realizou mais de 1,7 milhão de atendimentos a quase 570 mil pacientes de 2.581 municípios, o que representa 46,3% das cidades do Brasil.
O Hospital de Amor pede que o ex-prefeito seja citado para pagar, em até 15 dias, o valor de R$ 11.037,58, que já inclui correção monetária, juros e 5% de honorários advocatícios. O caso agora aguarda a decisão do juiz da Vara Cível de Fátima do Sul para a citação do ex-prefeito.
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