Cidades

APARECIDA DO TABOADO

Casal morre vítima de descuido e negligência de lenhador

Dono de sítio cortava árvores de eucaliptos, uma caiu sobre a rede de energia, a fiação caiu e energizou uma cerca de arame. Ele deixou o local sem alertar os vizinhos

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Uma mulher de 42 anos e um homem de 36 morreram eletrocutados nesta segunda-feira (16) em um sítio na área rural de Aparecida do Taboado, região leste do Estado, na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo e Minas Gerais. Até a manhã desta terça-feira a identidade das vítimas não havia sido revelada, mas os dois estavam ajudando a combater um incêndio em uma pastagem. 

Conforme o boletim de ocorrência registrado na delegacia, as mortes aconteceram depois da queda de uma árvore de eucaliptos sobre a fiação da rede de energia elétrica, que rompeu dois fios e energizou uma cerca de arame. O proprietário do sítio havia vendido a plantação e estava fazendo o corte, quando os galhos de uma delas atingiu a fiação. 

E, em vez de acionar a Energisa e alertar moradores próximos sobre o risco de alguém sofrer uma descarga elétrica, abandonou o local, segundo relato de bombeiros feitos à polícia. Os bombeiros foram ao local para combater um incêndio na pastagem e nem mesmo tinham conhecimento sobre a morte do casal ou a queda da fiação.

Depois que conseguiram controlar o fogo, com ajuda de voluntários, descobriram que o fogo havia sido provocado justamente pelas faíscas procedentes da fiação que havia sido rompida pelos galhos da árvore de eucaliptos. 

Ainda de acordo com o relato dos bombeiros à polícia, o casal morreu ao encostar em uma cerca de arame. O homem teria tentado cruzar a cerca e sofreu a descarga. A mulher tentou ajudar e também acabou sofrendo a descarga elétrica. O casal teria ido ao local para ajudar a combater o incêndio. 

Conforme o relato de um dos bombeiros à polícia, “a mulher estava com um corte enorme no pescoço e se encontrava sobre o rapaz que estava parcialmente carbonizado”. 

Ao perceber o perigo, o bombeiro emitiu um alerta a todos que estavam nas imediações e acionou técnicos da Energisa, que finalmente desativaram a fiação. O galho que havia atingido a rede de energia estava inclusive bloqueando a entrada do sítio. 

Questionado pelos bombeiros, o responsável pelo corte das árvores, que estava recebendo R$ 85 por metro cúbico de eucaliptos, alegou que não havia reparado que fora ele o responsável pelo incêndio na vegetação, embora tivesse percebido o surgimento do fogo antes de deixar o local. 

E, mesmo alertado para que preservasse o local até que a perícia fizesse os levantamentos, o proprietário do imóvel, identificado apenas como Roberval Claudino, utilizou um trator para arrastar o galho e desobstruir o acesso. 

NOTA DA ENERGISA

 Em tese, a fiação de energia deveria desligar automaticamente, mas nem sempre isso ocorre. Por isso, concessionária de energia emitiu uma nota de alerta. 

 “a Energisa se coloca à disposição das autoridades para contribuir na apuração das causas do acidente. A concessionária reforça a importância de um profissional habilitado para a atuação do serviço de poda de árvores com o uso indispensável dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). E reforça que, em casos onde haja proximidade ou contato com a rede elétrica, não faça a poda da árvore, entre em contato com a Energisa.

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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