Cidades

Descanso Merecido

Cavalos utilizados na segurança tiram recesso em Campo Grande

Equinos da Cavalaria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul tiram férias em uma chácara para recuperar energia antes de retornar às suas atividades

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Após auxiliar na segurança pública, os cavalos utilizados pelo Esquadrão Independente da Polícia Militar Montada (EIPMMont) tiraram alguns dias de férias entre os meses de dezembro e janeiro, em uma chácara localizada na saída para Cuiabá, em Campo Grande.

Em conversa com o Correio do Estado, o subcomandante da Cavalaria, major Nickolas Peralta Araújo, contou que o pelotão, popularmente conhecido como Cavalaria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, possui atualmente 46 militares lotados, além de 55 cavalos destinados ao policiamento montado.

Os equinos ainda prestam um importante serviço de equoterapia, atendendo crianças de diversas entidades e oferecendo uma escola de equitação social. Além disso, o grupamento conta com cavalos aposentados que já cumpriram seu tempo de carreira.

Atuação

Os cavalos do Esquadrão da Polícia Militar Montada, conforme explicou o subcomandante, têm como missão atuar em ações que envolvam grande concentração de público, especialmente no controle de eventuais distúrbios civis.

Eles também atuam em eventos esportivos e atividades culturais, auxiliando na preservação da ordem pública, além de cumprirem atividades de policiamento ostensivo preventivo.

“Por suas características, o cavalo pode se locomover nos mais variados terrenos. Ao passo, pode percorrer, com rapidez, uma grande área de policiamento e, havendo necessidade, pode utilizar as andaduras trote ou galope, caso o terreno ou as circunstâncias o exijam”, disse o subcomandante.

Além disso, os cavalos desempenham outro papel importante na sociedade por meio da equoterapia, atendendo crianças da Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC), idosos de asilos e outras instituições.

Em setembro de 2002, o Centro de Equoterapia da PMMS começou a oferecer essa prática terapêutica, que auxilia em diversas questões de saúde, como postura, coordenação motora, controle de tronco e cervical, além de fortalecimento muscular.

 

 

 

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em março de 2023, cerca de 464 pacientes foram beneficiados pelo projeto, que atua nos municípios de Aquidauana, Corumbá, Dourados, Nova Andradina e Sidrolândia.

Imagem Divulgação PMMS

Dias de descanso

Com a intensa rotina de trabalho, a saúde e o bem-estar dos animais também são priorizados. Por isso, eles tiram alguns dias de descanso entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 em instalações que prezam pelo conforto e pela qualidade de vida dos cavalos.

“Dentro desse planejamento que temos para o treinamento e o emprego dos cavalos em diversas atividades, sempre incluímos, nesse período do ano, no final de dezembro e início de janeiro, um descanso. Fazemos uma rotatividade com os cavalos, levando-os para a chácara, que é um habitat mais natural, com pastagem abundante. Lá, eles ficam por um período de 15, 20 ou até 30 dias, para recuperar as energias e retornar com força máxima às nossas atividades”, explicou o subcomandante.

Nesse espaço, onde os animais podem correr livremente e aproveitar o ambiente aberto, é realizado um revezamento seguindo orientações da equipe veterinária, que sempre busca oferecer o que há de melhor para a qualidade de vida dos cavalos.

 

 

 

Trato e rotina

Cabe ressaltar que, entre as atividades desenvolvidas pela Cavalaria da PM, o treinamento é realizado semanalmente, seguindo um cronograma rigorosamente planejado, com foco na capacitação dos militares e dos animais.

“Para que eles se tornem mais dóceis e possam enfrentar as diversas missões para as quais são rotineiramente empregados.”

Com instalações modernas, o grupamento garante a melhor alimentação possível para os cavalos. Além disso, a rotina busca fortalecer a conexão entre o militar e o animal, promovendo o melhor desenvolvimento nas ações de segurança pública.

“São cavalos muito bem cuidados e que têm uma longevidade considerável, mesmo com o emprego diário”, pontuou o subcomandante.

 

 

 

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Fiscalização

Clínica de depilação a laser é interditada em Campo Grande

Com diversas irregularidades, como a falta de licença sanitária e o não atendimento aos clientes, o espaço que funcionava no bairro Santa Fé foi fechado nesta sexta-feira (4) pelo Procon-MS

04/04/2025 18h13

Crédito FreePik

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Após várias denúncias, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MS) interditou uma clínica de depilação a laser nesta sexta-feira (4), no bairro Santa Fé, em Campo Grande.

Além de não possuir licença sanitária e estar com o alvará de localização e funcionamento vencido desde 2023, a empresa não atendia os clientes que contratavam o serviço, alegando não haver datas disponíveis para agendamento do procedimento.

A clínica também firmava contratos com os clientes e os direcionava a um salão de beleza terceirizado para a realização dos procedimentos.

Irregularidades


Durante a fiscalização, os agentes constataram que a empresa descumpria cláusulas contratuais, o que dificultava o acesso dos consumidores aos serviços contratados.

Outro ponto identificado foi a terceirização de um salão de beleza utilizado para realizar os procedimentos de depilação a laser. Conforme apuração da reportagem do Correio do Estado para ter acesso ao espaço - distinto de onde fechou o contrato - o consumidor percorria cerca de 700 metros de carro. 

O Procon também identificou cláusulas consideradas abusivas, como o fato de a sede da empresa estar localizada em São José do Rio Preto (SP), o que gera transtornos aos consumidores no momento de rescindir o contrato ou buscar um acordo.

Além disso, em caso de rescisão contratual, o cliente não poderia solicitar o cancelamento, mesmo que a clínica não realizasse o serviço ou o prestasse com baixa qualidade.

A ação foi realizada em conjunto pelo Procon-MS vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) e pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon).

A clínica ficará impedida de oferecer o serviço até que todas as pendências sejam regularizadas. A empresa tem o prazo de 20 dias para apresentar defesa ao Procon-MS.

Fique atento



Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há uma percepção de aumento dos relatos de eventos adversos graves entre 2024 e o início deste ano, inclusive relatados na mídia, decorrentes de procedimentos de estética e embelezamento.

Além disso, de 2018 a 2023, os serviços de estética e embelezamento figuraram como os mais denunciados junto à Anvisa dentre os “serviços de interesse à saúde”, categoria que inclui também serviços de hotelaria, estúdios de tatuagem e instituições de longa permanência para idosos, por exemplo.

Os dados fazem parte de relatórios anuais disponibilizados pela Agência.

O relatório com dados de 2023 demonstra que 61,3% das denúncias estavam relacionadas a serviços de estética e embelezamento e sinaliza que a grande quantidade de estabelecimentos disponíveis e a diversidade de técnicas e procedimentos estão relacionadas ao número elevado de relatos de irregularidades.

Nesse contexto, é importante desconfiar de promessas milagrosas ou que garantam resultados, bem como de preços praticados muito abaixo do preço médio de mercado.

Vale lembrar que é importante consultar, junto à Vigilância Sanitária da sua cidade, se o estabelecimento possui alvará/licença sanitária válida, bem como conferir nos conselhos profissionais as credenciais dos profissionais que atuam no estabelecimento.

Outra dica é sempre perguntar quais produtos estão sendo aplicados e, com os dados em mãos, conferir a regularidade dos produtos em https://consultas.anvisa.gov.br/#/.

O consumidor pode consultar também o site Reclame Aqui por meio do link https://www.reclameaqui.com.br/, basta inserir o nome da empresa que deseja obter informações e verificar se existem reclamações registradas por outros usuários referentes aos serviços prestados pelo estabelecimento.

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Violência Doméstica

Agressor que quebrou nariz de jornalista é solto com tornozeleira eletrônica

O músico Philipe Eugenio Calazans de Sales conseguiu, na semana passada, uma liminar e foi solto com tornozeleira eletrônica.

04/04/2025 17h42

Philipe conseguiu liminar e foi solto com tornozeleira eletrônica

Philipe conseguiu liminar e foi solto com tornozeleira eletrônica Arquivo pessoal

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Acusado de violência doméstica e preso desde o dia 17 de março, o músico Philipe Eugenio Calazans de Sales conseguiu, na semana passada, uma liminar e foi solto com tornozeleira eletrônica. 

Ele foi denunciado pela então namorada, a jornalista Nathália Barros Corrêa, ao ter o nariz quebrado e aparecer em vídeo sangrando e com a filha no colo no dia 3 de março. 

Phillipe chegou a ser preso em flagrante, recorrendo à Justiça e conseguindo liberdade provisória, mas teve o mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e optou por entregar-se na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no último mês. 

A decisão de conceder parcialmente a liminar e substituir a prisão preventiva de Phillipe foi assinada pelo desembargador Fernando Paes de Campos e publicada no Diário Oficial da Justiça no dia 28 de março

Segundo o texto do processo, além do uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, o músico não pode aproximar-se a menos de 300 metros da vítima, de qualquer familiar dela e de qualquer testemunha da ação penal e deve, obrigatoriamente, comparecer à comarca sem autorização prévia do juízo e de todos os atos do inquérito e da ação penal. Caso não cumpra as medidas cautelares, poderá ser preso novamente. Logo a seguir, foi expedido o alvará de soltura do rapaz. A determinação atende o habeas corpus requerido pela defesa.

Philipe deve manter a tornozeleira funcionando a todo momento, bem como atentar-se à bateria, aos sinais sonoros e luminosos do equipamento e não poderá aproximar-se do endereço de Nathália. 

O processo segue em sigilo. 

Relembre outros casos de feminicídios no estado

O primeiro caso de 2025 foi a morte de Karina Corin, de 29 anos, nos primeiros dias de fevereiro,  baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. 

Já o segundo feminicídio de 2025 em Mato Grosso do Sul foi justmente a morte de Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos, por Caio Nascimento, criminoso com passagens por roubo, tentativa de suicídio, ameaça, além de outros casos de violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

O último caso registrado foi o de Giseli Cristina Oliskowiski, morta aos 40 anos, encontrada carbonizada em um poço no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

Os outros feminicídios de 2025 vitimaram: 

Lei do feminicídio

Em 2015, entrava em vigor no país a Lei 13.104/15, a Lei do Feminicídio, onde era considerado feminicídio quando o assassinato envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima. Esta lei completou 10 anos no último mês. 

Em outubro de 2024, foi implementada a Lei 14.994/2024 que tornou o feminicídio um crime autônomo e estabeleceu outras medidas para prevenir e coibir a violência contra mulher. Ela eleva a pena para o crime contra a mulher para até 40 anos de reclusão.

Segundo dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, lançado pelo Ministério das Mulheres em março, apontam que, em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos (com a intenção de matar) de mulheres e lesões corporais seguidas de morte.
 

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