Cidades

Vila do Natal

Centro vira palco de festa e reúne dez mil em abertura do Natal de Campo Grande

Festividades continuam até o dia 31 de dezembro

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Pelo menos dez mil pessoas estiveram na abertura oficial do Natal em Campo Grande na noite deste sábado (29). É o que diz o levantamento da Prefeitura Municipal. 

A chegada oficial do Natal na cidade teve programação especial em frente ao Pátio Central, o shopping localizado no centro, com participação da atração nacional Bento e Totó, com o sucesso “Funk do Patinho”, levantando a energia e colocando crianças e adultos para dançar no palco Mamãe Noel. 

Também marcaram presença a família de renas e outros personagens da Parada Natalina, além da Capi, a mascote da Prefeitura. 

O circo do Natal dos Sonhos também realizou sua primeira apresentação na abertura do evento. O palco foi montado na Praça do Rádio com entrada gratuita, levando cerca de 300 pessoas ao show. 

O espetáculo segue com apresentações de quarta-feira à sábado até o dia 25 de dezembro. Os ingressos devem ser retirados na unidade do Sesc no Pátio Central, das 10h às 14h30 e das 15h30 às 19h.

A edição deste ano contará com 33 dias de atividades espalhadas pela Rua 14 de Julho, Praça Ary Coelho, Praça do Rádio, Morada dos Baís, Mercado Municipal, Feira Central e Camelódromo. 

A agenda musical vai seguir variada ao longo de toda a programação. No dia 12 de dezembro, o público poderá acompanhar o show da cantora Ana Paula Valadão. Já no dia 19 de dezembro, a festa ficará por conta do DJ Jiraya Uai. Fechando as atrações nacionais, Di Ferrero sobe ao palco no dia 26 de dezembro. 

Ao longo de todo o mês, também estão previstas apresentações de artistas regionais, valorizando talentos locais e mantendo o Centro movimentado durante o período natalino. 

A próxima apresentação da Parada Natalina acontece na terça-feira (2). A partir do dia 6 de dezembro, a Praça Ary Coelho se torna, oficialmente, o ponto central da Vila do Natal, com a abertura da Casa do Papai Noel, iluminação especial, cenários temáticos e praça de alimentação. 

Além do Centro, bairros da Capital também terão um natal especial. O Natal nos Bairros irá percorrer sete regiões urbanas da Capital, além dos distritos de Anhanduí e Rochedinho, de acordo com o calendário abaixo: 

  • 02/12 - Moreninhas
  • 03/12 - CRAS Vida Nova
  • 04/12 - Distrito de Anhanduí
  • 06/12- Distrito de Rochedinho
  • 08/12 - CRAS Noroeste
  • 09/12 - CRAS Vila Popular 
  • 10/12 - CRAS São Conrado

O evento é promovido pela Prefeitura Municipal em parceria com o Sistema Comércio MS e da Águas Guariroba. O evento conta com patrocínio da Energisa, Velutex, MRV, Engepar, Tecol, Fast Empreendimentos, Morada dos Sábias, Luiz Rosa Empreendimentos, Gusso Martins Construtora, ConsVanm Construtora e Clik Imóveis, além do apoio do Senar.

“Estamos unindo esforços para fazer do Natal de Campo Grande um momento de oportunidade e esperança. Nesta edição, além da programação natalina que vai encantar toda a família, teremos o sorteio de apartamentos e o 10º Feirão Habita CG, que vai facilitar o acesso e a realização do sonho da casa própria. Integrar lazer e política pública, vai garantir que essa data seja lembrada também pela transformação real na vida das pessoas”, afirmou o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA). 


 

Investimento

Governo entrega pacotão de obras no interior, com investimentos de mais de R$ 150 milhões

Obras em Antônio João abrangem infraestrutura, saneamento e pavimentação

15/03/2026 08h30

Inauguração da obra de pavimentação e drenagem em trechos do município

Inauguração da obra de pavimentação e drenagem em trechos do município Álvaro Rezende/Secom

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O Governo de Mato Grosso do Sul entregou na última semana um pacote de obras voltadas à infraestrutura urbana, rodovias, saneamento e educação no município de Antônio João, a aproximadamente 250 quilômetros de Campo Grande, com investimentos que somam em torno de R$ 151,7 milhões.

Uma das entregas foi a restauração e drenagem da rodovia MS-384, com um investimento de R$ 134,1 milhões e extensão de 67,6 quilômetros. 

A obra abrange trechos estratégicos na região da fronteira, interligando a região Sul do Estado com o Paraguai, permitindo mais fluidez e melhoria na capacidade do tráfego de veículos pesados, comum na região pelo escoamento de produção agropecuária. 

Além disso, a rodovia contribui com a Rota Bioceânica, ligando o município à cidade de Bela Vista. De acordo com o governo, um dos grandes projetos futuros é fazer a ligação de Mato Grosso do Sul às saídas ao Oceano Pacífico. 

“Demos continuidade nas obras e investimentos na cidade, com uma gestão que pensa nas pessoas e leva investimentos aos municípios. Recapeando ruas, levando pavimentação e obras em rodovias. Nosso objetivo é atender o que a população precisa e Antônio João faz parte deste projeto”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Na região urbana, foram entregues obras de pavimentação e drenagem nas Vilas Penzo, Guarany e Pôr do Sol, com investimentos de R$ 14,5 milhões. 

Serão 25 ruas pavimentadas no total ao final da obra. Também foram restauradas 12 ruas do município, com investimentos de R$ 3,1 milhões, através do programa MS Ativo. 

Foram entregues, ainda, obras de perfuração e ativação do poço tubular profundo para o saneamento da cidade, bem como a execução de 4.538 metros de rede coletora de esgoto e a ligação domiciliar em 254 residências. 

Educação

Na área da educação, o Governo entregou a reforma geral da Escola Estadual Pantaleão Coelho Xavier, que atende 497 estudantes desde o 6º ano do Ensino Fundamental (fundamental 2) até o 3º ano do Ensino Médio.

Também foi inaugurada a reforma da Escola Estadual Aral Moreira, que tem 359 alunos matriculados. A reforma modernizou a estrutura, gerando melhora no ambiente acadêmico. 

“Isto representa a união em torno de um propósito. Estamos entregando no Estado uma obra em escola a cada seis dias. Um processo contínuo que valoriza a educação”, disse Riedel.

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DEMARCAÇÃO

Justiça Federal revê decisão e nega ação que tenta tirar povo de terra indígena em MS

Acórdão reconhece que processo de demarcação possui natureza declaratória, ou seja, apenas reconhece um direito originário preexistente

14/03/2026 18h15

Retomada da Terra Indígena Cachoeirinha, em 2013

Retomada da Terra Indígena Cachoeirinha, em 2013 Foto: Ruy Sposati/Cimi

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve a decisão de primeira instância que extinguiu uma ação de reintegração de posse movida por detentores do título de propriedade na área da Terra Indígena (T.I) Cachoeirinha, em Miranda, município localizado a cerca de 203 km de Campo Grande.

O acórdão acolheu a prova de que a demarcação da T.I já estava em estágio avançado, com cerca de 610 hectares da fazenda incidindo sobre a área indígena identificada e declarada pela Portaria MJ nº 791/2007.

No entendimento do TRF3 e do Ministério Público Federal (MPF), "não é possível ingressar com ações de reintegração de posse contra terras indígenas em processo de demarcação, não sendo necessário para isso que a demarcação esteja concluída ou homologada. Basta que o processo administrativo de demarcação esteja em curso, com atos como a publicação do relatório técnico e da portaria declaratória, para que a proibição presente na Lei nº 6.001/73 (Estatuto do Índio) tenha efeitos". 

A decisão validou o argumento de que o procedimento demarcatório possui natureza declaratória, ou seja, ele apenas reconhece um direito originário preexistente das comunidades indígenas sobre suas terras tradicionais, conforme o artigo 231 da Constituição Federal.

O TRF3 reconheceu ainda que os proprietários deveriam buscar a tutela jurisdicional apenas através de ações petitórias ou demarcatórias, onde discutem quem é o verdadeiro dono e onde ficam os limites exatos da propriedade, e não  a posse em si.

O processo

A ação foi movida por proprietários quee pediam a reintegração na posse do imóvel rural, sob a alegação de que a área teria sido invadida por integrantes da Comunidade Indígena Terena. A Justiça Federal extinguiu o processo sem julgamento do mérito, levando os autores a moverem o recurso ao tribunal.

O TRF3, em acórdão anterior, deu provimento ao recurso, determinando que, enquanto não houvesse a demarcação definitiva, a área não deveria ser ocupada por indígenas. O MPF recorreu ao próprio tribunal com embargos e, depois de negado o recurso, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em seu recurso especial, o procurador regional da República Robério Nunes dos Anjos Filho defendeu que a ação possessória realmente devia ser extinta sem julgamento de mérito.

O procurador ainda ressaltou que “não é possível na temática indígena aplicar o direito civil de maneira ortodoxa, pois a posse indígena é um instituto heterodoxo, inteiramente regido pelo microssistema constitucional estabelecido nos artigos 231 e 232 da Lei Maior.”

O STJ, acolhendo o recurso, determinou que o TRF3 voltasse a julgar os embargos do MPF, para suprimir a omissão sobre o afastamento da vedação de ações possessórias previsto no artigo 19, parágrafo 2º, da Lei nº 6.001/73

Com isso, o processo voltou ao TRF3. Ao julgar novamente os embargos do MPF, o tribunal atribuiu excepcionais efeitos infringentes ao julgamento – quando, ao corrigir uma omissão na decisão anterior, o embargo acaba por alterar seu resultado – e negou provimento ao recurso dos autores, mantendo a sentença que extinguiu a ação de reintegração de posse sem resolução de mérito, devido à impossibilidade jurídica do pedido.

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