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Chuva não barra incêndios na Capital, que triplicaram neste ano

Especialista afirma que o aumento dos focos de incêndio está diretamente ligado à piora da qualidade do ar e, consequentemente, à piora da saúde das pessoas

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Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que houve um aumento de 200% nos focos de queimadas em Campo Grande, de janeiro a 22 de maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2022, foram quatro focos na Capital, enquanto em 2023 já foram 12 focos, o triplo do registrado anteriormente. Durante todo o ano passado, foram 28 focos de incêndio. 

O coordenador da Estação de Monitoramento da Qualidade do Ar (EMQAR), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Widinei Alves Fernandes, alerta que o aumento dos focos está diretamente ligado à piora da qualidade do ar e, consequentemente, causa prejuízos à saúde das pessoas. 

"As queimadas lançam na atmosfera vários poluentes, principalmente partículas muito finas, que podem ser inaladas, também monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, então todos esses são poluentes que, quando inalados, podem agravar problemas de saúde ou iniciar outros problemas", comenta o coordenador da EMQAR. 

Os efeitos das queimadas podem ser sentidos a grandes distâncias. Ou seja, uma queimada que ocorre em Mato Grosso, no pantanal sul-mato-grossense ou até mesmo na Amazônia pode diminuir a qualidade do ar de outros locais, fenômeno que já foi visto em Campo Grande e outras cidades brasileiras. 

Apesar do aumento dos focos de incêndio, a estação de monitoramento da UFMS aponta que a qualidade do ar em Campo Grande, às 18h desta segunda-feira, estava em 13, um índice considerado bom. De 0 a 40, é considerado um bom índice de qualidade do ar; de 40 a 80, moderado; de 81 a 120, ruim; de 121 a 200, muito ruim; e de 201 a 400, um péssimo índice. 

O monitoramento visa facilitar a divulgação dos dados de monitoramento da qualidade do ar a curto prazo e leva em consideração diversos poluentes presentes na atmosfera, como ozônio (O3), monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO2), dióxido de enxofre (SO2), material particulado (MP10) e material particulado (MP2,5). 

CHUVAS 

O aumento da ocorrência de chuvas neste ano é um dos fatores que colaboram para uma melhora da qualidade do ar.

Em 2023, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 923,6 mm de janeiro a maio, enquanto no mesmo período do ano passado foram 545,6 mm acumulados. 

"Como houve chuvas, elas [as queimadas] ainda não impactaram tanto a nossa qualidade do ar, mas ela [a qualidade do ar] tende a piorar nos próximos dias, justamente com o aumento das queimadas e o aumento de dias sem chuva, que acaba tendo o solo mais seco, um acúmulo constante na atmosfera também", alerta o professor. 

O meteorologista Vinicius Sperling, do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), comenta que o Estado ainda não está no período mais seco do ano, o qual, historicamente, ocorre nos meses de junho, julho e agosto, sendo o mês de julho o mais seco do ano. 
"A chuva excessiva deste ano aumentou muito a biomassa e isso pode ser um fator de risco com a chegada do período mais seco", alerta Sperling. 

Além disso, o meteorologista também aponta que os meses mais secos do ano, ou seja, que têm índices muito baixos de umidade relativa do ar e elevadas amplitudes térmicas, são a "combinação perfeita" para o ambiente atmosférico propício para a ocorrência de incêndios florestais. 

A previsão do Cemtec-MS para esta semana é de "tempo estável, com sol e variação de nebulosidade, em razão da massa de ar que favorece o tempo seco no Estado". 

As diferenças de temperaturas durante o dia seguem acentuadas, e em Campo Grande os termômetros devem marcar de 18°C a 30°C. A umidade relativa deve ficar entre 20% e 40%, o que é considerado baixo. 
 

SAIBA

A Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605, de 1998, prevê como crime o ato de causar poluição, de qualquer forma, que coloque em risco a saúde humana, a segurança dos animais ou destrua a flora, mesmo que em local privado.

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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