Cidades

ALERTA

Ciclone extratropical atingirá MS e deve provocar ventania e temporal

Rajadas de vento podem ultrapassar 80 km/h entre esta quarta e quinta-feira no Estado

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A formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico deve provocar vários impactos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, incluindo Mato Grosso do Sul, onde há alerta de ventos fortes e temporal, a partir desta quarta-feira (12).

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma área de baixa pressão continental, posicionada entre o norte da Argentina e o Paraguai, ganha força e deve avançar sobre o sul do Brasil, configurando um novo ciclone extratropical.

Esse ciclone atingirá principalmente a região sul do País, onde os ventos podem chegar a 120 km/h no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As previsões indicam chuva e ventos fortes, que podem ocasionar desastres de inundação, alagamentos e deslizamento em áreas de encosta.

Em coletiva de imprensa, a meteorologista e coordenadora-geral de meteorologia aplicada, desenvolvimento e pesquisa do Inmet, Marcia Seabra, disse que o ciclone ganha intensidade entre a tarde e noite e hoje, se deslocando para o oceano e chegando a outros estados, como Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

“O ciclone vai deslocar para o oceano, mas os ventos continuam fortes e chegam a outros estados. Entre sexta e sábado perde intensidade, mas serão fortes. Além disso, tem previsão de muita chuva", disse a meteorologista.

No Mato Grosso do Sul, o alerta é de perigo potencial para rajadas de vento intensas, de 50 a 80 km/h, principalmente nos municípios do centro-sul e oeste do Estado, além de temporal, com chuva forte, raios e possibilidade de granizo.

As chuvas devem ser mais intensas no sul do Estado, com expectativa de 30 a 20 mm/h. O temporal pode causar alagamentos, queda de árvores e outros estragos.

Em Campo Grande, não há previsão de tempestades ou grande acumulado de chuva, sendo a ventania o maior impacto do ciclone na Capital.

O ciclone extratropical estará associado a uma frente fria que deverá avançar pelo País ao longo da quinta-feira e, com isso, as temperaturas terão queda significativa no Estado.

A previsão indica tendência de queda de 10°C a 12°C com relação às temperaturas observadas na semana em Mato Grosso do Sul, especialmente nas máximas. Há possibilidade de geada em alguns municípios do sul do Estado.

No sábado (15), as condições para geada se mantém no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

A atuação da frente fria será rápida e, a partir da tarde de sábado, as temperaturas entrarão em gradativa elevação.

Além da frente fria, o ciclone também se afasta da costa no sábado e o vento diminui em todas as regiões.

Mapa indica possibilidade de geada no sul de Mato Grosso do SulMapa indica possibilidade de geada no sul de Mato Grosso do Sul (Inmet)

Alerta

Especialmente devido à previsão de ventos fortes, o Inmer alerta para que a população tome algumas medidas de prevenção pessoal.

O coordenador do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Tiago Molina Schnorr, ressaltou que a população se cadastre para receber orientações de órgãos oficiais por SMS.

Para realizar o cadastro, basta mandar uma mensagem com o CEP de residência para o número 40199. Sempre que houver alertas de possíveis desastres, como chuvas fortes, baixa umidade, entre outros, na localidade de residência, a pessoa recebe um alerta com dicas de como agir.

Além de realizar o cadastro, entre as recomendações para Mato Grosso do Sul estão:

  • Em caso de rajadas de vento: não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Dourados tem mais de 5 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Mato Grosso do Sul já registrou 30 mortes causadas pelo vírus da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus

15/08/2026 14h15

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 30 óbitos por chikungunya em 2026. Este já é o ano com mais mortes causadas pelo vírus e é quase o dobro de 2025, quando teve 17 vítimas. Dourados é disparado o município com maior número de casos da doença, com 5.146 registros. Este numeral é 8 vezes maior que os registros em Fátima do Sul, o qual ocupa a segunda posição no ranking com 639 confirmados.

Em Mato Grosso do Sul são 12.520 casos prováveis, sendo que 9.961 foram confirmados. O levantamento é referente à 31ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (18), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2), Nioaque (1) e Corumbá (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Em Corumbá, uma mulher de 62 anos morreu no dia 28 de julho. Este foi o último registro de morte pela arbovirose em MS. No boletim epidemiológico consta que a vítima tinha hipertensão arterial sistêmica (HAS). Apesar do município fronteiriço estar em terceiro no ranking de cidades com mais casos confirmados (542), este foi o único óbito, asssim como Fátima do Sul, que também teve apenas um e está na segunda posição. 

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.551 casos prováveis, sendo 1.933 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e um está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

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