Cidades

DROGAS

Cinco bolivianos são presos com cogumelos alucinógenos em Corumbá

Receita e Polícia Federal apreenderam drogas sintéticas durante ações de fiscalização no município

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A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal apreenderam drogas sintéticas em centros de distribuição de remessas em Corumbá, durante ações de fiscalização realizadas nesta semana. Cinco bolivianos foram presos e encaminhados à Delegacia da PF do município para seguimento nas investigações.

O cão farejador da Receita Federal indicou a presença de entorpecentes em algumas remessas. Após trabalho de inteligência das instituições, foram abordados dois veículos. Ambos carregavam os entorpecentes ilícitos.

Ao todo, foram apreendidas três remessas contendo drogas sintéticas, entre elas: MDMA, ecstasy, frascos contendo substâncias líquidas possivelmente classificadas como GHB e sacos compactados com material identificado como cogumelos alucinógenos, ou seja, fungos que contêm substâncias psicoativas, principalmente psilocibina e psilocina.

A ação integra as atividades da Força Especial de Repressão Aduaneira (FERA) Nacional, programa voltado à intensificação de operações de vigilância, repressão e apoio à fiscalização em regiões de fronteira.

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PESQUISA

MS teve alta de 51,8% na área desmatada entre 2019 e 2025

Dados do MapBiomas divulgados ontem são alerta sobre os riscos da baixa cobertura nativa do solo e dos efeitos do El Niño

13/08/2026 07h50

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Os alertas de desmatamento em todo o território de Mato Grosso do Sul vêm mostrando oscilações ao longo dos anos, com quedas mais acentuadas em 2022 e 2024, enquanto em 2020 e 2023 houve saltos de detecções. Dentro desse contexto, entre 2019 e 2025, o crescimento dos alertas de desmatamento ficou em mais de 51,8%.

Essas informações constam nos estudos analisados pelo MapBiomas, que divulgou novos balanços para alertar sobre os riscos de falta de cobertura nativa no solo e os efeitos que isso pode ter com o El Niño trazendo severas alterações, com aumento de temperatura e estiagem severa, que podem contribuir com incêndios florestais, por exemplo.

Com relação ao Estado, outro detalhe que o MapBiomas ressalta é que há mais de um bioma presente, neste caso, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Em cada um deles, um cenário acaba sendo identificado de forma particularizada.

Além disso, o uso do solo nesses três biomas encontrados em Mato Grosso do Sul tem diferentes fins.

O Cerrado ocupa 62% de MS, e os dados analisados apontaram que ele é o bioma mais pressionado, já que, em 2025, o desmatamento ocorrido em sua área foi de 71,3%.

A Mata Atlântica está em 10% do território e sua porcentagem de supressão ficou abaixo de 0,5%. O Pantanal é o terceiro bioma no Estado, ocupando 27% do território. Na comparação com toda a supressão ocorrida em MS, o território pantaneiro foi responsável por 28,6%.

Analisar esses dados históricos e a presença de cobertura vegetal nativa, conforme o MapBiomas, é um trabalho que deve ser levado em consideração para compreender como uma região vai estar mais ou menos preparada para enfrentar os efeitos que o El Niño pode gerar.

“Os dados históricos de precipitação mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade, como o que se espera em 2026. A comparação dos dados da série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas com as anomalias de precipitação (mm) entre os meses de setembro e novembro durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/1998, 2015/2016, 2023/2024) revela que a redução de chuvas vem se agravando, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica, onde há um aumento da precipitação”, alertou o MapBiomas, em divulgação feita ontem.

Cobertura nativa em MS teve queda entre 2019 e 2025, diz pesquisa - Foto: Rodolfo César

O que o MapBiomas pontuou com relação a Mato Grosso do Sul é que a concessão de autorizações para que ocorra desmatamento vem aumentando, uma condição que também ocorreu no ano passado em Tocantins. 

“Tocantins e Mato Grosso do Sul registraram as maiores proporções de área desmatada com sobreposição a autorizações no Brasil nos últimos sete anos: 68,6% no Tocantins (580.465 ha) e 75,2% em Mato Grosso do Sul (277.357 ha)”, informou o grupo de estudo.

HISTÓRICO

Dentro de um período de 41 anos, Mato Grosso do Sul tem mostrado também variações sobre o seu uso do solo. Os dados consolidados do MapBiomas divulgados ontem indicaram que a agropecuária saiu de 36,5% de ocupação do solo, em 1985, para 58,6%, no ano passado.

A formação florestal nativa caiu de 43,1% no início do período estudado para 23,7%.

Com relação ao Pantanal, os dados mostram uma grande área antes ocupada pela água sendo usada para outros fins.

Em 1985, a superfície de água ou corpo d’água estava em 7,9% da cobertura do território sul-mato-grossense, caindo para 2,3% no ano passado. O bioma vem enfrentando um período de estiagem que começou em 2019 e já persiste há oito anos.

“No Pantanal, o último El Niño teve efeito pronunciado na redução das precipitações, sendo 2024 o ano mais seco da série histórica mapeada. O encolhimento de 4 milhões de hectares de superfícies de água e campos alagados é acompanhado pela inclusão, na Coleção 11, de uma nova classe de mapeamento: a savana alagada, caracterizada por espécies arbóreas distribuídas de forma esparsa em meio à vegetação arbustiva e herbácea ao longo de cursos d’água e planícies de inundação. Essa classe sofreu uma redução de 84% no Pantanal, caindo de 1,1 milhão de hectares em 1985 para 174 mil hectares em 2025”, identificou o
MapBiomas.

O que o grupo de estudos ponderou foi que, em 2025, a Amazônia e o Pantanal permaneceram como os biomas com maior proporção de vegetação nativa, ambos com mais de 80% de seu território ocupado por cobertura nativa.

*SAIBA

Os dados do MapBiomas indicaram que a agropecuária saiu de 36,5% de ocupação do solo, em 1985, para 58,6%, em 2025. A formação florestal nativa caiu de 43,1% para 23,7% no período estudado.

Colaborou Rodolfo César

Mudança na Regra

Doação de sangue: espera para quem fez tatuagem e piercing será menor

Candidatos com mais de 70 anos poderão continuar a doar

12/08/2026 22h00

Divulgação/PGE MS

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A partir de outubro, entram em vigor novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das mudanças é a redução do prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos (aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento).

Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em locais em conformidade com as normas de segurança. Se não for possível a avaliação de segurança do local, o prazo sobe para quatro meses.

Para aqueles que têm piercing na boca ou na região genital, a doação de sangue poderá ser feita quatro meses depois da retirada.

O prazo ficará menor também para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, cai de seis para quatro meses. 

O novo regulamento foi estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos critérios reforçam "a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual", protegendo quem doa e quem recebe as transfusões.  

A pasta cita a adoção do exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária nas bolsas e amostras de sangue. Com a triagem da malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar em 30 dias, sem necessidade de esperar até um ano, como é atualmente. 

As bolsas e amostras serão identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que possibilita a rastreabilidade em todas as etapas (coleta, transfusão e envio do plasma para produção de remédios) e diminui o risco de erros de identificação. 

Os concentrados de plaquetas terão validade prorrogada para até sete dias, e não mais cinco dias, o que permitirá o uso por mais pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes. 

Doadores com mais de 70 anos

Idosos com ou mais de 70 anos poderão doar sangue. Atualmente, essa é a idade limite. 

O novo regulamento permite aos doadores regulares realizarem a doação ao completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e intervalos da faixa etária e estejam aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia. 

Como doar sangue? 

>> Veja quais são os critérios para doar sangue: 

Ter pelo menos 18 anos (adolescentes de 16 anos precisam ter consentimento formal do responsável legal).

Apresentar documento de identificação com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe). São aceitos documentos digitais com foto.

  • Pesar no mínimo 50 kg
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.

Basta procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. É preciso passar pela triagem que irá avaliar se o candidato está apto para doar. 

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