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COVID-19

Colapso na saúde de Dourados é iminente, alertam promotores

A cidade já acumula 20 mortes e mais de 2.3 mil infectados
27/06/2020 07:37 - Da Redação


Em carta aberta à população, os ministérios públicos estaduais, do trabalho e federal, alertam para o iminente colapso na saúde pública de Dourados. Epicentro da pandemia em Mato Grosso do Sul, a maior cidade do interior já acumula 20 mortes e mais de 2,3 mil infectados.  

De acordo com o documento, dados obtidos nesta sexta-feira (26/6) revelam que 78% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto para tratamento da Covid-19, já estão ocupados. Ao todo são 40 macas equipadas com respiradores e outros aparelhos essenciais.

Conforme boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Dourados, apenas 5 seguem livres para internação de pacientes. Dos 35 ocupados, 12 são da rede pública e 8 em hospitais privados.

“O Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho, cumprindo o dever de transparência, vêm a público informar e alertar à população de Dourados que o sistema de saúde local não está preparado para enfrentar surto elevado de Covid-19”, afirma trecho do comunicado.

Os órgãos de defesa dos direitos dos cidadãos e fiscalização do poder público, destaca ainda que Dourados é porta aberta na saúde para mais de 35 municípios da macrorregião. Além disso, o documento ressalta o déficit de profissionais provocado por infecção entre os agentes que estão na linha de frente da pandemia.

“Além disso, nos últimos dias tivemos casos de contaminação de profissionais da saúde que estavam na linha de frente dos atendimentos nas unidades de saúde, havendo dificuldade de se conseguir os profissionais de saúde necessários para montar outros leitos de UTI no Município. Por tudo isso, alertamos e conclamamos que a população de Dourados intensifique as medidas de prevenção”, pede os promotores.

O comunicado tem o objetivo de alertar a população para a promoção do isolamento social, principal ferramenta de prevenção ao contágio acelerado da Covid-19. Dourados ainda não conseguiu atingir o índice necessário, ficando em média com apenas 40% de população em casa.  

Para conter a circulação popular, a administração local fechou igrejas e determinou a suspensão do funcionamento das igrejas. No entanto, as medidas ainda não provaram ser eficazes.  

Hoje Dourados atingiu a marca dos 20 mortos. Antes mesmo que o dia clareasse, projeto voluntário montou memorial com cruzes que representam as vidas perdidas para o novo coronavírus. Esse memorial consta apenas os douradenses residentes na cidade. Caso fossem contabilizados o número de mortos de outras localidades, esse número seria ainda maior.  

Já existem casos de infecção dentro das próprias unidades de saúde. Inclusive, uma das vítimas mais jovem, Renata Recalde Belisário de 32 anos, teria sido internada no Hospital da Vida após acidente de trânsito. O caso dela era delicado e ficou ainda pior com a infecção ao vírus. Renata não resistiu ao agravamento da infecção e morreu. Ela não possuía nenhuma comorbidade.

Outro paciente com registro de infecção dentro de unidade hospitalar é o douradense Bento Pereira de Souza, de 76 anos. Segundo o site Ligado na Notícia, uma filha do idoso relatou que o pai sofria de enfisema pulmonar e precisou de atendimento após sentir falta de ar. Quando chegou na unidade em 1° de junho, o teste para coronavírus deu negativo. O paciente ficou internado, quando dividiu quarto com outro idoso infectado pelo vírus. Dias depois o companheiro veio a óbito e Bento passou a ter piora no quadro. Nesta sexta-feira ele faleceu com quadro grave da Covid-19.  

Desde o domingo (21) a cidade registra óbitos pela doença. 

 

Felpuda


Exonerações ocorridas recentemente teriam deixado o clima pesado que só em certa secretaria do Parque dos Poderes. 

Há quem garanta que os resultados das urnas em importante cidade de MS teriam motivado a “canetada”. Outros, porém, preferem acreditar que a história é bem diferente. 

Como a dinâmica e a fome de poder que movem a política fogem à lógica e ao bom senso, chuvas e trovoadas futuras não estão descartadas. E dê-lhe!