Cidades

TRAGÉDIA

Colisão envolvendo caminhão e ônibus deixa cinco mortos na BR-163

Colisão envolvendo caminhão e ônibus deixa cinco mortos na BR-163

VÂNYA SANTOS E CAMILA MORTARI

30/07/2014 - 06h45
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Cinco pessoas morreram e aproximadamente 20 ficaram feridas num acidente de trânsito na madrugada desta quarta-feira (30), envolvendo um ônibus da empresa Eucatur e um caminhão. O fato ocorreu na BR-163, em Douradina (MS).

De acordo com informações do site de notícias 94 FM Dourados, as vítimas são os condutores do caminhão e do ônibus, além de duas mulheres e uma outra pessoa. Apenas o condutor do ônibus foi identificado. Trata-se de Alex Sandro Pereira Mourão, de 31 anos.

Ainda segundo informações, o caminhão estava carregado com couro e colidiu de fronte com o ônibus, que saiu de Porto Alegre (RS) com destino a Alta Floresta (MT).

Um dos passageiros do ônibus relatou ter visto o caminhão invadindo a pista e provocando o acidente. Testemunhas também disseram ter visto o caminhão trafegando em zigue-zague.

Educação

Rede Estadual de Ensino efetiva mais 17 professores aprovados em concurso

Desde a realização do concurso, já foram chamados 1.190 profissionais

01/03/2026 09h00

Profissionais passam a integrar a Rede Estadual de Ensino

Profissionais passam a integrar a Rede Estadual de Ensino FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Rede Estadual de Ensino (REE/MS) integrou mais 17 novos professores aprovados no Concurso Público para efetivação na rede. 

Os novos profissionais passam a integrar o time de mais de 1,1 mil professores efetivados nos últimos quatro anos, que atuam nas 352 unidades escolares de Mato Grosso do Sul. 

Entre as áreas, estão profissionais de Biologia, Educação Física, História, Língua Inglesa entre outras. 

Primeiramente, o número de vagas previsto na abertura do concurso em 2022 era de 722, mas foi ampliada devido a grande demanda nas unidades escolares da rede estadual, chegando a 1.190 professores aprovados e efetivados até fevereiro de 2026. 

A validade inicial também foi prorrogada, passando de dois anos para mais dois, finalizando em junho deste ano. 

Para a coordenadora pedagógica da REE, Sergia Cristina de Arruda, cada nomeação representa um ganho em estrutura e condições de trabalho. 

“Vivenciamos cada nomeação como uma grande conquista para o professor e para as escolas”, ressaltou. 

O secretário de Estado de Educação, Hélio Daher, ressalta que a chamada dos aprovados representa um “esforço” na equipe da Rede Estadual. 

"A ampliação do quadro efetivo, com a chamada dos aprovados no último concurso, foi um compromisso firmado e cumprido pela atual gestão. "É garantia de continuidade no trabalho realizado pela REE com qualidade, fruto de um planejamento de longo prazo, focado no atendimento aos estudantes da nossa Rede". 

O anúncio da chamada de mais profissionais aprovados no concurso já havia sido feita pelo governador do Estado, Eduardo Riedel, durante reunião com a direção da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) no mês de janeiro. 

Na época, Riedel firmou o compromisso de chamar, de forma imediata, mais 28 aprovados no certame para atender às necessidades da Rede Estadual. 

Durante a reunião, o secretário Daher também confirmou uma nova reunião para discutir a chamada de mais candidatos “remanescentes”, ou seja, que estão na lista de espera, e que esperam ser convocados ao longo do primeiro semestre do ano. 

Concurso

O Concurso para recrutamento de novos professores para atender às demandas da Rede Estadual de Ensino foi realizado em 2022, com validade até junho de 2024, mas foi prorrogado por mais dois anos. 

O certame foi destinado ao cargo de Professor na Carreira Profissional da Educação Básica, e já convocou 1.060 professores de um total de 1.936 aprovados. 

A Secretaria Estadual de Educação tem o prazo de até junho de 2026 para concluir as nomeações para os quadros docentes das escolas estaduais. 

Em janeiro de 2025, foram publicadas mais 142 vagas, ampliando a oferta oferecida pelo concurso, que era de 722. 

A área com maior número de vagas foi na disciplina de História, com 54 oportunidades distribuídas no Estado, sendo 6 vagas somente em Três Lagoas. 

Em Campo Grande, a maior demanda é pela área de Sociologia, com 17 vagas, sendo 13 para ampla concorrência, 3 para cotistas negros e 2 para cotistas PcD. A Língua Inglesa tem 4 vagas, sendo 3 para ampla concorrência e 1 para cotistas negros. 

A carga horária prevista é de 20 horas/aula, com salário inicial variando conforme a titulação do candidato: R$ 4.190,82 para graduação; R$ 4.470,20 para pós graduação; e R$ 4.609,89 para mestrado ou doutorado. 

Pesquisa

Brasileiro acha que o governo gasta muito, mas defende benefícios atrelados ao mínimo

Para a maioria dos entrevistados, o governo deve investir mais, mas não querem pagar mais impostos

01/03/2026 08h30

A pesquisa aconteceu em dezembro de 2025 em todas as regiões do País

A pesquisa aconteceu em dezembro de 2025 em todas as regiões do País FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A maioria da população avalia que a gestão do Orçamento público é um problema grave e que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gasta mais do que pode. Por outro lado, grande parte dos brasileiros defende o pagamento de benefícios atrelados ao salário mínimo e a manutenção dos pisos de Saúde e Educação, que pressionam as contas públicas.

Também há a percepção de que o governo deveria cortar as emendas parlamentares e os supersalários do funcionalismo público.

Os dados são de pesquisa do Instituto Ideia, antigo Ideia Big Data, encomendada pelo Movimento Orçamento Bem Gasto e obtida pelo Estadão.

O movimento lançou, no ano passado, um manifesto em defesa de mudanças nas contas públicas. Entre os signatários estão os economistas Persio Arida, Edmar Bacha, Arminio Fraga, Henrique Meirelles, Mailson da Nóbrega, Elena Landau, Felipe Salto e Fabio Giambiagi.

Procurado, o governo não se manifestou.

A pesquisa ouviu 1.518 pessoas entre 3 e 8 de dezembro de 2025, em todas as regiões do País. A margem de erro estimada é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Seis em cada dez brasileiros consideram que a gestão do Orçamento público é um problema grave para a sociedade. Para 55% dos entrevistados, o governo federal gasta atualmente mais do que pode.

A corrupção é apontada como o principal problema do País por 31% dos brasileiros. A economia - com temas como inflação, desemprego, aumento de impostos e pobreza - aparece em segundo lugar, com 17%.

No campo das contas públicas, a corrupção também lidera (39%), seguida de má gestão e desperdício (19%), gastos excessivos (15%), dívida pública elevada (8%) e arrecadação insuficiente (4%).

A dívida do governo federal, que atingiu 78,7% do PIB em 2025 e deve se aproximar de 84% do PIB em 2026, é considerada um problema muito grave por 58% dos entrevistados.

Sete em cada dez apoiam total ou parcialmente a criação de uma regra para controlar o crescimento dos gastos públicos. Atualmente, o governo adota o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, mas muitos economistas avaliam que a regra se sustenta apenas até 2027, sendo necessária, depois disso, uma mudança ou um ajuste fiscal mais robusto.

Para 78% dos entrevistados, os benefícios pagos pelo governo deveriam ser reajustados anualmente de acordo com o salário mínimo. Benefícios previdenciários, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o seguro-desemprego e o abono salarial são vinculados ao mínimo e estão entre as despesas que mais crescem no Orçamento.

Apesar do apoio majoritário à vinculação, 31% defendem totalmente uma mudança na regra para organizar as contas públicas, e outros 31% apoiam parcialmente.

Em 2024, o governo propôs, e o Congresso aprovou, uma regra que mantém a vinculação ao salário mínimo, mas limita o crescimento real (acima da inflação) a 2,5% ao ano - o mesmo teto previsto no arcabouço fiscal.

Situação semelhante ocorre com os pisos constitucionais de Saúde e Educação, que vinculam os gastos à arrecadação e crescem acima de outras despesas submetidas ao arcabouço, reduzindo o espaço para demais gastos.

Entre os entrevistados, 63% defendem a existência de um valor mínimo obrigatório de investimento. Ao mesmo tempo, 60% apoiam total ou parcialmente mudanças que deem mais liberdade ao governo para remanejar esses recursos.

'Conta não fecha'

Para o economista Fabio Giambiagi, pesquisador associado do FGV/Ibre, a pesquisa evidencia a necessidade de o governo explicar à população as medidas necessárias, inclusive durante as eleições.

"Se você perguntar para qualquer pessoa: você quer pagar mais ou menos imposto? Ela vai dizer: vou querer pagar menos. Você quer que o governo gaste mais ou menos com Saúde e Educação? Ela vai dizer: que gaste mais. Quando você coloca tudo isso no conjunto, a conta não fecha", afirma Giambiagi.

Recentemente, ele elaborou um estudo propondo um ajuste no resultado primário - saldo entre receitas e despesas, sem contar os juros da dívida - de 1,3% do PIB no próximo mandato presidencial (2027-2030) e de 2,5% do PIB até 2035.

O plano prevê crescimento real zero do gasto público no primeiro ano do próximo governo, eliminação de despesas "extrateto", redução do limite de crescimento do arcabouço de 2,5% para 2% e do piso, de 0,6% para 0%.

Despesa obrigatória

Além disso, o economista defende alterar a regra de vinculação da despesa obrigatória em Saúde, para que o gasto passe a seguir o teto do arcabouço, e promover a estabilização real da despesa com pessoal e dos repasses ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que passariam a ser corrigidos apenas pela inflação.

"O governante tem o papel pedagógico de expor essas questões à sociedade, definir a agenda e estabelecer prioridades. Não será o Legislativo que vai pautar essa agenda. Isso começa por tratar as pessoas, o eleitor e o cidadão como adultos capazes de perceber as contradições e a necessidade de fazer escolhas", diz.

Emendas e supersalários

Na pesquisa, 76% dos brasileiros disseram apoiar total ou parcialmente a redução do valor das emendas parlamentares. O Congresso aprovou R$ 62 bilhões para 2026, mas o presidente Lula vetou uma parte e bloqueou outra para recompor o caixa dos ministérios.

O Orçamento prevê R$ 50 bilhões em emendas diretamente controladas pelos congressistas em 2026, ano eleitoral. Elas representam cerca de 20% das despesas discricionárias do Executivo federal.

Outro gasto sob questionamento são os supersalários pagos acima do teto constitucional do funcionalismo público. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o fim dos chamados "penduricalhos" - verbas que ultrapassam o limite - e discute com o Congresso uma transição para implementar a medida.

Mais da metade da população (55%) apoiaria totalmente a criação de uma lei para limitar os supersalários. Considerando também os que apoiariam parcialmente, o porcentual chega a 73%.

Segundo Giambiagi, as emendas têm peso relevante nas despesas e precisam ser revistas. Já os supersalários têm impacto menor no Orçamento, mas sua limitação é importante para conferir legitimidade a outras medidas.

"Cortar os supersalários não será a solução para o desequilíbrio fiscal. Porém, do ponto de vista da legitimidade das propostas, é impossível mexer em temas controversos sem tratar dessa questão", afirma o economista. "O trabalhador que ganha um salário mínimo, e que, segundo alguns de nós, não pode ter reajustes na velocidade atual, vai questionar: 'Vocês insistem para que eu não receba R$ 20 a mais por ano, mas por que não vão atrás de quem recebe metade do rendimento fora do contracheque?' "

Tarifa zero

Outro tema abordado foi a possibilidade de o governo financiar a gratuidade do transporte coletivo em todo o País. O presidente Lula encomendou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um estudo sobre a medida.

Especialistas estimam custo superior a R$ 90 bilhões para os cofres públicos. A Secretaria de Política Econômica do ministério emitiu parecer favorável a um projeto que abre caminho para o benefício, mas ressaltou que não há posição oficial da pasta sobre o tema.

A tarifa zero conta com apoio de 73% dos brasileiros, entre favoráveis e muito favoráveis. Ainda assim, 40% não aceitariam pagar mais impostos para financiar a medida. Outros 24% aceitariam se fosse comprovado que a iniciativa melhora a cidade, e 17% concordariam desde que o valor adicional fosse pequeno.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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