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NO MEIO DA PANDEMIA

Com 15 mortes por Covid-19, chefe do distrito de saúde indígena é exonerado

Segundo a secretaria de Saúde Indígena, 672 índios contraíram a doença em Mato Grosso do Sul
10/08/2020 11:18 - Adriel Mattos


O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei-MS), Eldo Elcidio Moro, foi exonerado pelo ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello. 

A portaria foi publicada na edição desta segunda-feira (10) do Diário Oficial da União (DOU).

A demissão acontece no momento em que a Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) já levou à morte de 15 indígenas, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.

Ainda conforme o boletim da Sesai, 672 índios já contraíram a doença, sendo 393 ainda em tratamento e 264 já considerados recuperados.

Não foi indicado um sucessor para Moro.

 
 

JUDICIALIZAÇÃO

Em maio, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública pedindo que a União seja obrigada a estruturar o Dsei-MS para combater a pandemia.

A ação quer que o governo adquira e distribua equipamentos de proteção individual (EPIs) ao Dsei-MS.  

A ação lista também demandas como a instituição e disponibilização de equipes de resposta rápida para a investigação dos casos confirmados de coronavírus, o abastecimento do estoque de insumos e medicamentos para atendimento de pacientes nos polos base do Dsei, além da avaliação de estratégias de isolamento fora das comunidades e em locais adequados.

Segundo o órgão, os pedidos têm a finalidade de garantir a “efetividade dos planos de contingência do coronavírus em povos indígenas, formulados ao nível estadual e nacional”.  

“Atualmente, a população indígena de Mato Grosso do Sul é de 80 mil pessoas, divididas em oito etnias e 78 aldeias. O Dsei responsável pelo atendimento médico dessa população manifestou ao MPF a preocupação com a quantidade ínfima de EPIs disponível para realizar atendimentos relativos à saúde indígena”.

AÇÕES

No mês de julho, o Governo do Estado e a Prefeitura de Aquidauana decidiram ampliar o atendimento médico nas aldeias do Distrito de Taunay, onde diversos indígenas foram infectados pela Covid-19.

Além de um médico, foram enviados para a cidade um dentista e um técnico de enfermagem. Já o município contribuiu com o reforço nos serviços de saúde enviando três médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.  

No mesmo mês, kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), testes rápidos e frascos de álcool 70% foram distribuídos para as sete aldeias indígenas de Aquidauana.

O governo ainda destinou um total de 4,3 mil máscaras para famílias de indígenas e quilombolas do município de Nioaque. Foram quatro mil unidades, que beneficiaram as aldeias, Água Branca, Brejão, Taboquinha e Cabeceira.

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!