Cidades

Investigação

Com irregularidades, resultado de concurso em MS pode ser barrado

Provas, segurança da aplicação e critérios para avaliação de títulos estão entre os pontos questionados pelo Ministério Público

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a suspensão da homologação do concurso público da Câmara Municipal de Ivinhema após identificar possíveis irregularidades em diferentes etapas do certame. A orientação é que o resultado do Concurso Público nº 01/2026 não seja homologado até que os questionamentos sejam investigados e esclarecidos.

A apuração começou após candidatos apresentarem representações ao MPMS. Entre os problemas identificados está a prova para o cargo de Analista de Recursos Humanos, na qual foram encontrados indícios de diferenciação gráfica nas alternativas que correspondiam às respostas corretas da prova de Língua Portuguesa, na versão A.

Segundo o Ministério Público, a diferença foi observada tanto em um caderno original entregue por uma candidata quanto no arquivo oficial encaminhado pela própria banca organizadora.

Também foram levantados questionamentos sobre a segurança durante a aplicação das provas. Os relatos citam possíveis falhas na entrega dos materiais, incluindo ausência de lacre adequado, além de dúvidas sobre os procedimentos utilizados para conferência da identidade dos candidatos.

Outro ponto sob análise é a prova de títulos. O MPMS identificou situações em que cursos de pós-graduação teriam sido considerados incompatíveis com determinados cargos, enquanto títulos de outras áreas foram aceitos em casos semelhantes. Para o órgão, a falta de critérios uniformes pode comprometer a igualdade entre os concorrentes.

A convocação para apresentação dos títulos também foi questionada. Segundo a apuração, apenas os candidatos mais bem colocados na prova objetiva foram chamados para essa etapa, embora outros permanecessem classificados no cadastro de reserva.

Diante dos apontamentos, o MPMS recomendou que a Câmara instaure procedimento administrativo para apurar as possíveis irregularidades, faça uma auditoria na prova objetiva, revise a avaliação de títulos e analise a necessidade de reabrir essa etapa para garantir igualdade de condições aos candidatos.

A recomendação tem caráter preventivo. Caso as medidas não sejam adotadas ou os problemas não sejam esclarecidos, o Ministério Público informou que poderá tomar medidas judiciais para proteger os interesses dos candidatos e o patrimônio público.

Tráfico

"Véio da Havan" quer conhecer empresário que barrou entrada de petistas

Após repercussão de placa em Bonito, Luciano Hang demonstrou interesse em conhecer Marcos Bomtempo, que diz ser fã do empresário

12/08/2026 14h00

Empresário diz ter instalado a placa numa brincadeira

Empresário diz ter instalado a placa numa brincadeira arquivo pessoal

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A placa que proíbe a entrada de petistas em uma empresa de toldos de Bonito ganhou um novo capítulo após repercutir nas redes sociais e ser mencionada pelo ator Paulo Betti. O empresário Luciano Hang, conhecido como “Véio da Havan”, demonstrou interesse em conhecer Marcos Bomtempo, autor da mensagem, que afirma ter instalado a placa como uma brincadeira e diz ser admirador do dono da Havan.

A placa, instalada há cerca de três ou quatro meses, traz a frase: “Proibida a entrada de petistas, inclusive clientes”. O registro feito por Betti durante sua passagem por Bonito viralizou nas redes sociais e levou o episódio para além do município.

Empresário diz ter instalado a placa numa brincadeira

Betti esteve na cidade para participar do Festival de Cinema Bonito Cinesur. Durante entrevista em um Podcast, contou ter se deparado com a mensagem e comentou a situação ao falar sobre o cenário de polarização política no país.

O empresário Marcos Bomtempo, responsável pela instalação da placa, afirmou que a ideia surgiu como uma brincadeira entre amigos. Segundo ele, já havia visto anteriormente manifestações semelhantes em estabelecimentos, mas direcionadas a pessoas de direita. A partir disso, decidiu colocar a própria placa em sua empresa.

A repercussão, no entanto, foi muito maior do que ele esperava. Bomtempo afirma que a exposição trouxe cerca de 30 mil novos seguidores para o perfil da empresa e aumentou a visibilidade do negócio. Ele também avalia que o movimento comercial melhorou após a repercussão.

Encontro com Luciano Hang

A nova movimentação envolve justamente Luciano Hang, empresário que Bomtempo afirma admirar e acompanhar. Segundo ele, a possibilidade de conhecer o dono da Havan é motivo de expectativa.

Hang, que também se tornou uma figura conhecida no debate político brasileiro, demonstrou interesse em conhecer pessoalmente o empresário de Bonito após a repercussão do caso.

Agora a expectativa é que os dois empresários saiam das redes sociais e se encontrem após a repercussão do caso.

Corumbá

PRF apreende quase 200kg de cocaína em caminhão de boi na fronteira com a Bolívia

Inspeção realizada na BR-262 foi indicada através de análise de risco da inteligência

12/08/2026 13h30

Agentes desconfiaram do nervosismo do motorista, vistoriaram o veículo e encontraram a droga em um compartimento oculto na carroceria

Agentes desconfiaram do nervosismo do motorista, vistoriaram o veículo e encontraram a droga em um compartimento oculto na carroceria Foto: Divulgação / PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 195 quilos de cocaína nesta quarta-feira (12), em Corumbá, fronteira com a Bolívia, apreensão que ocorreu durante fiscalização de um caminhão que transportava bois.

Em conversa com o condutor, os agentes desconfiaram do nervosismo do motorista, vistoriaram o veículo e encontraram a droga em um compartimento oculto na carroceria, inspeção realizada na BR-262 através de análise de risco da inteligência. 

Após a retirada dos animais, o compartimento foi aberto e a polícia localizou 184,3 quilos de pasta base e 11,5 quilos de cloridrato de cocaína.

O motorista alegou que não sabia da existência da droga. Ele foi preso e encaminhado à Polícia Federal em Corumbá, juntamente com a droga e o veículo.

De modo geral,  a polícia aponta que organizações criminosas utilizam o transporte de animais e o comȩço de negociações de venda de bichos como fachada para camuflar e movimentar drogas em esquemas conhecidos pelo nome de operações específicas, a exemplo da Operação Carga Viva conduzida pela Polícia Federal em 2020. 

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