Cidades

AVANÇO DO CORONAVÍRUS

Com nova morte em Aquidauana, MS tem 37 mortos pelo coronavírus e mais de 4 mil infectados

Vítima estava internada no Hospital Regional de Aquidauana e era fumante

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Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou o registro de mais um óbito por coronavírus em Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (17). Com isso, o Estado contabiliza 37 vítimas da doença.

A vítima é homem de 40 anos, residente de Anastácio, que estava internado desde 8 de junho no Hospital Regional de Aquidauana. O caso foi notificado em 14 de junho e teve resultado positivo para coronavírus em 16 de junho. O paciente, que era fumante, durante a tarde de hoje. 

Sendo assim, Mato Grosso do Sul registra 8 óbitos em Campo Grande, 5 em Três Lagoas, 2 em Batayporã, 2 em Paranaíba, 1 em Vicentina (também ocorrido no Estado de São Paulo), 5 em Dourados, incluindo 1 douradense que morreu em Tocantins, 2 óbitos de Brasilândia, 2 em Itaporã, 1 em Iguatemi, 2 em Rio Brilhante, 1 em Sidrolândia, 1 em Ponta Porã, 2 em Corumbá, 1 em Douradina, 1 em Deodápolis e 1 em Anastácio.

Hoje, Mato Grosso do Sul chegou a 4.164 casos. Entre ontem e hoje, mais 379 casos foram confirmados. Dos novos casos, 129 foram registrados em Dourados, 84 em Campo Grande, 44 em Paranaíba, 21 em Corumbá, 15 em Três Lagoas e 12 em Naviraí.

Ivinhema confirmou mais nove casos e São Gabriel do Oeste mais oito. Chapadão do Sul, Guia Lopes da Laguna e Rio Brilhante registraram novos sete casos cada. Bonito, Caarapó, Glória de Dourados e Ponta Porã confirmaram mais três casos cada.

Iguatemi, Ladário, Rio Verde de Mato Grosso, Sonora e Novo Horizonte do Sul registraram novos dois casos cada. E Água Clara, Deodápolis, Douradina, Inocência, Itaporã, Mundo Novo, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paraíso das Águas, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia e Vicentina confirmaram um novo caso cada.

JUSTIÇA

Filho cobra R$ 905 mil de Bernal por pensão atrasada enquanto ex-prefeito segue preso

Execução judicial aponta mais de 100 meses sem pagamento e prevê até prisão civil; dívida inclui valores desde 2016

30/04/2026 09h45

Preso desde março, Alcides Bernal também enfrenta cobrança milionária na Justiça por pensão alimentícia

Preso desde março, Alcides Bernal também enfrenta cobrança milionária na Justiça por pensão alimentícia Álvaro Rezende

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Enquanto segue preso por homicídio, o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, passou a enfrentar um novo revés judicial: uma cobrança que ultrapassa R$ 905 mil por atraso no pagamento de pensão alimentícia ao próprio filho.

A ação de cumprimento de sentença movida aponta uma dívida total de R$ 905.706,08, resultado do não pagamento de parcelas ao longo de quase uma década.

De acordo com os autos, o débito envolve 111 meses de pensão em atraso, sendo 108 parcelas executadas por meio de penhora de bens e três meses mais recentes cobrados pelo rito da prisão civil. Só esse período mais recente soma R$ 16,5 mil, enquanto o restante chega a R$ 889,1 mil, com valores atualizados por juros e correção monetária.

A pensão foi fixada em três salários mínimos mensais, com desconto direto em folha à época em que Bernal ocupava cargos públicos. O acordo foi homologado judicialmente e permanece válido, mesmo após tentativa do ex-prefeito de se desobrigar do pagamento, rejeitada pela Justiça.

Segundo o processo, os pagamentos teriam sido interrompidos ainda em 2014, acumulando atrasos contínuos desde então. Há registros de tentativas anteriores de cobrança e inclusão do débito em folha, mas, conforme a ação, a obrigação teria sido ignorada ao longo dos anos.

Na petição, a defesa do filho sustenta que Bernal possui condições financeiras de arcar com a dívida. O documento cita imóveis de alto padrão e evolução patrimonial significativa, incluindo residência de grande porte em área nobre de Campo Grande e apartamento de luxo avaliado atualmente em cerca de R$ 3 milhões. Somando bens conhecidos, o patrimônio atribuído ao ex-prefeito ultrapassaria R$ 11,5 milhões.

Ainda conforme os autos, o autor relata dificuldades financeiras e problemas de saúde que limitariam sua capacidade de trabalho, incluindo transtornos psicológicos e necessidade de tratamento contínuo. A ação sustenta que a pensão é essencial para sua subsistência e continuidade dos estudos, e que o não pagamento tem causado prejuízos diretos à sua vida.

Diante do valor acumulado, a Justiça pode determinar medidas como bloqueio de contas bancárias, penhora de bens e desconto direto em eventual fonte de renda. No caso das parcelas mais recentes, a legislação também prevê a possibilidade de prisão civil caso não haja pagamento ou justificativa aceita.

Ex-prefeito completa um mês preso por homicídio

O ex-prefeito Alcides Bernal completou um mês preso na Sala de Estado-Maior da Polícia Militar na última sexta-feira (24) depois de matar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, por causa de imbróglio envolvendo um imóvel luxuoso localizado na região central de Campo Grande.

Em uma das últimas movimentações do caso, na última sexta-feira (17) a 1ª Vara do Tribunal do Júri negou o pedido de habeas corpus da defesa do ex-prefeito, alegando que a prisão preventiva do acusado está fundamentada através do art. 312 do Código do Processo Penal (CPP), e por isso ele não deve responder em liberdade.

O crime ocorreu no dia 24 de março. Imagens de câmera de segurança da casa mostraram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto Roberto o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passou a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostraram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, o fiscal apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel e não há informação do que eles estariam fazendo durante este período.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que o ex-prefeito chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial.

Após isso, é possível ver o chaveiro escapando e saindo da casa, às 13h45min10s.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime.

Após o vídeo, a investigação policial focou em saber em que momento o ex-prefeito teria dado o segundo tiro na vítima, já que a testemunha principal, o chaveiro, alegava que isso teria ocorrido após a sua saída.

*Colaborou Felipe Machado*

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JOGO POLÍTICO

Trad critica rejeição para ministro do Supremo com parábola dos 'Messias da morte e da vida'

Pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio viu o próprio irmão votar contra indicação

30/04/2026 09h29

Segundo o ex-deputado federal, nada disso foi surpresa e nunca é, pois, de acordo com o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul,

Segundo o ex-deputado federal, nada disso foi surpresa e nunca é, pois, de acordo com o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, "quem tem o poder sempre preferiu o Messias da Morte".  Arquivo/Correio do Estado/Marcelo Victor

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Pré-candidato a governador por Mato Grosso do Sul, o ex-deputado federal Fábio Trad acompanhou e teceu críticas após a rejeição da mais recente indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tecendo comparativo em uma parábola sobre os "Messias da morte e da vida". 

Com o STF criado em 1890, após ser proclamada a República do Brasil, Jorge Rodrigo Araújo Messias dependia do voto favorável de pelo menos 41 senadores, sendo essa a primeira rejeição em 132 anos de história. 

"Dois mil anos depois, nada mudou. Senado brasileiro com dois Messias à sua frente. Um riu de 700 mil mortos; jogou vacina fora; planejou e assinou papel de golpe; abraçou fuzil; atacou urna, traiu a Constituição. O outro Messias estudou a vida inteira, passou em concurso, construiu com mérito, é um evangélico de fé, não de marketing eleitoral, limpo de ficha, limpo de alma", cita Fábio Trad em vídeo compartilhado em suas redes sociais.

Antes desse veto a uma indicação presidencial para um ocupante ao cargo de ministro do Supremo, as últimas rejeições haviam sido registradas ainda no governo do marechal Floriano Peixoto, todas presenciadas em 1894, quatro anos após a criação do STF. 

Antes de ir ao plenário, Messias passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória no processo de escolha de ministros do STF, em uma com cerca de oito horas marcada por questionamentos técnicos e políticos.

Ao final, o indicado recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários, resultado que já indicava um cenário de divisão no Senado.

Messias da morte e Messias da vida

Sendo que essa rejeição aconteceu durante votação secreta no plenário, com placar de 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, Para Fábio Trad a maioria dos parlamentares do Senado Federal fez exatamente "o que a multidão fez há dois mil anos". 

"Quis soltar Barrabás, o messias da morte, e crucificou o justo, o messias da vida, que estudou, que não faz propaganda da sua fé e que é um democrata", complementou. 

Com três parlamentares sul-mato-grossenses no Senado Federal, a maioria de MS votou contra o nome de Messias ao cargo de ministro do Supremo, o que inclui a rejeição do próprio irmão de Fábio, Nelsinho Trad, além do voto declarado contrário também de Tereza Cristina. 

Segundo o ex-deputado federal, nada disso foi surpresa e nunca é, pois, de acordo com o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, "quem tem o poder sempre preferiu o Messias da Morte". 

"A diferença é que desta vez a história está sendo gravada e a falta de vergonha na cara da maioria do Senado também está sendo gravada. Nome por nome, voto por voto, porque em outubro não será Pilatos lavando as mãos, será o povo lavando a alma", conclui.

Durante sua vinda a Mato Grosso do Sul, para a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), Lula chegou a reunir-se, ainda no Aeroporto Internacional de Campo Grande, com lideranças do partido para dar o aval às pré-candidaturas da sigla nas majoritárias.

Com isso, a partir de agora, o PT só precisa oficializar nas convenções da legenda os seguintes nomes: do ex-deputado federal Fábio Trad para governador, da ex-primeira-dama do Estado, Dona Gilda, para vice-governadora, do deputado federal Vander Loubet para senador da República e da senadora da República Soraya Thronicke, que está no Podemos, mas vai se filiar ao PSB, para a reeleição no pleito de outubro.

 

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