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Com quase 3 mil emendas, Plano de Educação deve ficar para 2012

Com quase 3 mil emendas, Plano de Educação deve ficar para 2012

Agência Brasil

19/06/2011 - 20h00
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O projeto de lei que criará o novo Plano Nacional de Educação (PNE), enviado ao Congresso Nacional no fim de 2010, recebeu 2.919 emendas parlamentares na comissão especial que analisa a matéria na Câmara. O documento irá estabelecer 20 metas educacionais que o país precisa cumprir até o fim da década. O relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), tinha previsão de terminar o relatório em agosto, mas, diante do número recorde de emendas, o texto deve ser concluído em setembro.

Depois da apresentação do relatório, abre-se novo prazo para apresentação de emendas. O presidente da comissão especial, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), prevê que a tramitação do plano na Câmara seja concluída até novembro, quando o texto será encaminhado ao Senado.

Apesar de boa parte das emendas serem repetidas, a comissão discute com o centro de informática da Casa a criação de um software que seja capaz de classificá-las por tema para facilitar a análise por parte do relator. Gastão defende que não deve haver pressa para aprovar o novo PNE, apesar de o plano anterior ter perdido sua validade em dezembro de 2010 e o prazo de implantação do próximo ter começado neste ano.
 

"Todos os movimentos sociais queriam que o plano fosse aprovado o mais rápido possível, mas essa pressão até já diminuiu um pouco. É um plano que vai mexer com toda a estrutura da educação brasileira, não dá para fazer dessa forma. Temos os problemas de financiamento, por exemplo, que o próprio ministro não conseguiu dizer claramente qual será a solução", explica Gastão.
 

A meta de número 20 do plano é uma das mais polêmicas: ela prevê que o país amplie para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) o percentual de investimento público em educação - hoje esse patamar é em torno de 5%. Boa parte das emendas querem alterar a meta para 10%, atendendo a uma reivindicação das entidades da área.
 

Para a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, a questão do PIB é uma "ficção": não adianta determinar o aumento dos investimentos se o plano não indicar quais serão as novas fontes de recurso. "A participação é tão grande da apresentação de emendas, mas me preocupo se de fato a gente vai ter um documento com as características de um plano nacional, que não pode entrar no detalhe e querer determinar políticas para estados e municípios, ele precisa ser mais macro", afirma.
 

Ela avalia que o debate é importante e que todas as emendas precisam ser avaliadas, mas defende que o próximo PNE precisa ser factível para que não se repita o que ocorreu no plano anterior, quando a maioria das metas foi descumprida.


"Eu adoraria ter metas com 100% das crianças aprendendo e 100% das crianças na creche, é claro. Mas temos que entender que há um caminho para chegar lá. O plano precisa ser ao mesmo tempo ambicioso e factível", acredita.


Seguindo para o Senado em novembro, o PNE passará por uma nova rodada de discussões em um ano de eleições municipais. "O PSDB, que é oposição, é muito ativo no Senado, especialmente nos temas de educação. Também temos que conciliar os anseios dos planos com os dos governadores e no Senado há muitos ex-governadores. Ninguém aprova um documento com tanta complexidade em um prazo curto", avalia Gastão.
 

Dança das cadeiras

Com mudança de última hora, Heitor Freire assume presidência da Santa Casa nesta quarta-feira

Imbróglio derruba a nomeação de Luiz Alberto Hiroki Kanamura, nome que seria oficializado como o novo presidente da instituição

22/09/2026 17h15

Foto: Divulgação

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Membro do Conselho de Administração da Santa Casa, Heitor Rodrigues Freire será nomeado o novo presidente da Santa Casa de Campo Grande nesta quarta-feira (23), imbróglio que em 24h derruba a nomeação de Luiz Alberto Hiroki Kanamura, nome que seria oficializado como o novo presidente da instituição.  

O novo mandatário retorna à presidência, cargo que deixou em janeiro de 2023 justamente para dar lugar à Alir Terra, presa no último dia 11, apontada como uma das líderes do esquema que apura desvios de quase R$ 5 milhões do hospital. 

Apesar da mudança interna, a cerimônia de oficialização dos novos gestores do hospital segue mantida. Conforme apurado pelo Correio do Estado, Luiz Kanamura seguirá como superintendente de Gestão Médico-Hospitalar, contudo será subordinado à Heitor Freire, que assumirá a presidência do hospital. 

"O cargo de presidente não possui remuneração, como ele [Heitor Freire] é um associado, assumirá a presidência. Com isso Kanamura será mantido como o superintendente-geral e será subordinado à presidência", declarou uma pessoa de dentro do hospital. 

Vice-presidente da instituição, Heitor Miguel Scheibeler ocupava a linha de frente de administração após a deflagração da Operação Antidotum no último dia 11, ação para investigar supostas fraudes milionárias em contratos da entidade. 

Presidente da Santa Casa de Campo Grande desde janeiro de 2023, Alir Terra Lima e outra cinco pessoas foram presas durante a operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). 

Além dela, foram presos: Rinaldo Hakme Romano (Diretor financeiro do hospital); Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa (Diretor financeiro adjunto); Alessandro Dias Junqueira (Diretor administrativo); 
Monique Gregório de Oliveira (Supervisora do setor de prontuário) e Maurício Aparecido Benites (empresário investigado no esquema). 

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico, Duarte & Cruz.

Essas empresas, cujo proprietário, Paulo Duarte da Cruz, tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

Conforme o MPMS, somente no ano de 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.
 

Atualizado às 17h40 para acréscimo de informações 

 

Passagem Secreta

Geladeira escondia passagem secreta para desmanche de motos em Campo Grande

Polícia Civil encontrou centenas de peças e motores no imóvel ligado à residência do empresário; três pessoas foram presas durante operação da Defurv, que investiga esquema de receptação, desmanche e revenda de peças de motocicletas roubadas.

22/09/2026 16h58

Viatura da Defurv acompanha retirada de peças apreendidas durante operação contra desmanche de motocicletas em Campo Grande.

Viatura da Defurv acompanha retirada de peças apreendidas durante operação contra desmanche de motocicletas em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Uma estrutura improvisada para esconder a ligação entre dois imóveis chamou a atenção da Polícia Civil durante uma operação contra a receptação e o desmanche de motocicletas em Campo Grande. Atrás de uma geladeira, investigadores encontraram uma passagem que conectava a residência do empresário Phellipe Rodrigues a uma casa vizinha onde, segundo a investigação, funcionava um desmanche.

Além da residência onde foi descoberta a passagem escondida e do imóvel vizinho apontado como local de desmanche, os investigadores realizaram buscas na oficina de motocicletas Moto Forte 67, localizada na Avenida Gury Marques, em Campo Grande.

A descoberta ocorreu nesta terça-feira (22), durante uma ação da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). O acesso permitia a circulação entre os imóveis sem a necessidade de utilizar as entradas voltadas para a rua.

Imagens registradas durante a operação mostram policiais afastando a geladeira e revelando a abertura na parede. Do outro lado ficava o imóvel onde os investigadores localizaram grande quantidade de componentes de motocicletas.

No espaço, foram encontradas centenas de peças e motores. De acordo com o delegado Francis Freire, dezenas desses itens já foram identificados como pertencentes a motocicletas furtadas ou roubadas.

Viatura da Defurv acompanha retirada de peças apreendidas durante operação contra desmanche de motocicletas em Campo Grande.Geladeira escondia passagem entre a residência do empresário e imóvel apontado pela polícia como local de desmanche. Foto: Reprodução/Policia Civil.

A análise, entretanto, ainda não foi concluída. A polícia trabalha agora para verificar a procedência do restante do material apreendido e identificar outros veículos que eventualmente tenham sido desmontados no local.

Além das peças e motores, os policiais apreenderam uma pistola de uso permitido. Conforme a investigação, a arma pertenceria ao empresário.

Três pessoas presas

Phellipe Rodrigues, a esposa dele e um funcionário foram presos em flagrante durante a operação. Segundo a Defurv, os três já eram investigados por suspeita de participação em um esquema envolvendo receptação, desmontagem de motocicletas e posterior revenda das peças.

Eles foram autuados por receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

O empresário e o funcionário já haviam sido presos anteriormente pela Defurv pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, mas estavam em liberdade.

Desde o início do ano, a delegacia investiga o destino de peças retiradas de motocicletas roubadas em Campo Grande.

Segundo a investigação, a oficina de Phellipe teria ligação com alguns dos principais pontos de comercialização desse tipo de material, que seria destinado tanto ao mercado interno quanto ao externo.

A polícia ainda apura para onde eram encaminhadas as peças encontradas durante a operação e se outras pessoas participavam do esquema.

A ação desta terça-feira envolveu o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao empresário.

A descoberta da passagem entre os dois imóveis passou a integrar os elementos reunidos pela investigação. A Polícia Civil também continua o trabalho de identificação das peças apreendidas para determinar a origem de todo o material encontrado e verificar a dimensão do esquema investigado.

 

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