Cidades

DEPUTADOS FEDERAIS

Comissão visitará o Pantanal em outubro para coletar informações sobre queimadas

Até ontem foram registrados 16.119 focos de incêndios que consumiram 15% dos 2,3 milhões de hectares do bioma

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Os parlamentares federais que integram a Comissão Temporária do Pantanal  vão a Corumbá no dia 3 de outubro, sábado, para coletar informações in loco sobre os fatores que ocasionaram a maior queimadas dos últimos 50 anos na região que podem contribuir para elaborar o Estatuto do Pantanal. 

A data foi confirmada hoje cedo durante  reunião virtual do colegiado. Até ontem foram registrados 16.119  focos de incêndios que consumiram 15% dos 2,3 milhões de hectares da região.

A ida dos integrantes a Corumbá tem o objetivo de “ouvir a sociedade civil, o setor produtivo e o poder público sobre as lacunas, omissões, dificuldades e efetividade das ações tomadas”, explicou o senador Nelson Trad Filho (PSD), que é o relator no colegiado, em seu plano de trabalho.

Este  plano de trabalho pretende cumprir dois objetivos principais: fiscalizar as providências adotadas e acompanhar a Operação Pantanal II e apresentar o Estatuto do Pantanal.

A senadora Simone Tebet (MDB), que também integra o colegiado,  sugeriu que o Estatuto do Pantanal seja elaborado com rapidez pela Comissão para que possa passar por outras comissões (provavelmente, a de Meio Ambiente e a de Constituição e Justiça) e seja aprovada pelo Plenário antes do final do ano.

“O Estatuto do Pantanal não pode vir com nenhum ruído político. Vem para regular princípios, regime jurídico, linhas de financiamento. Queremos uma legislação nacional que vai estabelecer normas gerais”, disse a senadora Simone.

Ela ainda defendeu ainda a unificação de legislações do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul no que for constitucionalmente possível. 

“Que nós possamos fazer o arcabouço geral desse estatuto ouvindo todos, nas linhas mestres, principalmente na parte de financiamento, incentivo fiscal na área do turismo, dinheiro a juros mais baixos, linhas de financiamento, FCO”, disse. 

Para Simone, é importante que a Comissão finalize o Estatuto entre 30 e 40 dias para dar tempo de seguir a tramitação e aprovar o texto no Senado antes do final do ano.  

O senador Espiridião Amin (PP-SC) sugeriu que o Estatuto crie indicadores de sustentabilidade no bioma Pantanal, que podem servir de modelo para o mundo.  

O Pantanal ultrapassou a marca de 16 mil focos de incêndio em 2020, o maior número de queimadas desde 1998, quando o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a registrar os dados. 

Até ontem, data da última atualização, o bioma somava 16.119 focos.  O fogo já destruiu 15% da região, com 2,3 milhões de hectares.  

Convidados

Além dos parlamentares que integram a Comissão Temporária, que também tem participação da senadora Soraya Thronicke (PSL), foram convidados, por sugestão da senadora Simone Tebet, para audiência em Corumbá para mostrar ao maior número de integrantes do Governo federal a real situação da degradação ambiental no Pantanal sul-mato-grossense, foram convidados os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente); Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional); Tereza Cristina (Agricultura); o Vice-Presidente da República, General Hamilton Mourão e  o  Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Almirante Flávio Augusto Viana Rocha.

Entre as autoridades locais estarão o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; parlamentares da Bancada Federal; representantes da Câmara Municipal de Corumbá; o Prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes.

A audiência em Corumbá ainda terá a presença de representantes do Ibama; do ICmBio; da Funai; da Operação Pantanal II; do Corpo de Bombeiro de MS.

Entre os representantes da Sociedade civil foram convidados o Instiuto Homem Pantaneiro; SOS Pantanal; Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS); Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrisul); Memória Pantanal – Casa de Cultura; Embrapa Pantanal; Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e Sindicato Rural de Corumbá.

INVESTIGAÇÃO

TCE investiga cobrança da taxa de turismo em Bonito

Arrecadação da taxa estaria sendo operacionalizada em desconformidade com os princípios da legalidade, da publicidade e da transparência administrativa

27/07/2026 10h35

Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito (MS)

Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito (MS) Foto: Daiany Albuquerque

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Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) investiga a cobrança da Taxa de Conservação Ambiental (TCA) em Bonito, principal cidade turística de Mato Grosso do Sul.

A taxa é de R$ 15, por pessoa, por dia e começou a ser cobrada pela empresa privada Deltapag, a partir de 20 de dezembro de 2025.

Conforme apurado pela reportagem, a Corte recebeu uma denúncia, apresentada pelo deputado federal Geraldo Resende, sobre supostas irregularidades relacionadas a cobrança da TCA.

De acordo com o TCE-MS, a queixa sustenta que a arrecadação da TCA estaria sendo operacionalizada em desconformidade com os princípios da legalidade, da publicidade e da transparência administrativa, alegando que os valores recolhidos pelos contribuintes estariam sendo depositados diretamente em conta de titularidade da empresa privada Deltapag, sem que houvesse respaldo contratual ou procedimento licitatório disponível para consulta pública.

Afirma, ainda, inexistirem fundo específico para gestão da receita, planejamento orçamentário adequado quanto à destinação dos recursos arrecadados e transparência acerca de sua aplicação, bem como aponta possível ocorrência de bis in idem tributário, sob o argumento de que parte das finalidades custeadas pela taxa já seria objeto de outras exações municipais.

Ainda segundo a Corte, a denúncia individualiza fato concreto relacionado à operacionalização da arrecadação da Taxa de Conservação Ambiental (TCA), consistente na alegação de que os valores recolhidos pelos contribuintes estariam sendo recebidos por intermédio da empresa privada Deltapag, sem que tenha sido possível identificar, em consulta ao Portal da Transparência do Município, o instrumento jurídico apto a formalizar e justificar a participação da referida empresa na execução dessa atividade.

Com isso, o TCE solicita:

  • Suspensão imediata da taxa ambiental
  • Suspensão de valores repassados à empresa Deltapag
  • Notificação ao prefeito da cidade, Josmail Rodrigues, para apresentar documentos do processo administrativo de contratação da empresa e o plano detalhado de aplicação orçamentária dos recursos

O Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura de Bonito para saber o posicionamento sobre o assunto, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

TAXA DE TURISMO

Visitantes brasileiros e estrangeiros devem pagar uma taxa ao visitarem o município de Bonito, em Mato Grosso do Sul.

A taxa é de R$ 15, por pessoa, por dia e começou a ser cobrada a partir de 20 de dezembro de 2025.

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Além de Bonito (MS), outras cidades brasileiras também cobram taxa diária de visitação, como Fernando de Noronha (PE), Jericoacora (CE), Morro de São Paulo (BA), Bombinhas (SC), Ilhabela (SP) e Ubatuba (SP).

Esse tipo de cobrança tem se tornado comum em destinos de ecoturismo e em cidades que recebem um grande volume de visitantes durante feriados e férias.

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Inquérito civil

Ministério Público investiga balneário irregular no interior de MS

Os responsáveis por um fazenda, a qual foi invadida pelo "balneário", relatam que há muita baderna, lixo acumulado e já ouviram até disparos de arma de fogo

27/07/2026 10h30

O local, aparentemente de iniciativa popular, foi adaptado para receber banhistas, com mesas e cadeiras improvisadas

O local, aparentemente de iniciativa popular, foi adaptado para receber banhistas, com mesas e cadeiras improvisadas Foto: MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Bela Vista, abriu um inquérito civil para investigar o funcionamento irregular de um balneário localizado às margens do Rio Caracol.

O balneário se estende desde a faixa de domínio da Rodovia Federal Vital Brasil (BR 267 – trecho Jardim/Porto Murtinho), também ocupando área privada pertencente a Fazenda Imperador, localizada a 200 e 500 m, respectivamente das edificações da sede da fazenda.

O lugar funciona sem autorização ou Licença de Instalação e Operação para balneáros em área rual, emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental realizou uma vistoria no local, em abril deste ano, a qual constatou o funcionamento irregular do balneário.

O relatório de vistoria concluiu que a instalação e funcionamento do balneário sem licenciamento ambiental e em desacordo com as normas estaduais, associada à aglomeração de pessoas e à prática de poluição sonora é prejudicial à fauna e configura infração ambiental de natureza grave.

Diante dos fatos e com o desconhecimento de autoria, a PMA sugeriu que fossem adotadas as seguintes providências: embargo do local; o isolamento da área para fins de regeneração; a interrupção do uso do lugar para fins recreativos públicos; a demolição das estruturas implantadas.

Invasão 

Segundo relatos de pessoas que trabalham para Fazenda Imperador, o Balneário foi instalado sem consentimento dos responsáveis pelo domínio da rodovia e também da área particular.

O local, aparentemente de iniciativa popular, foi adaptado para receber banhistas, com mesas e cadeiras improvisadas
Balneário fica localizado a 200m da Fazenda Imperador

Uma mulher que trabalha na Fazenda Imperador alega que há alguns anos se iniciou a frequência de poucas pessoas às margens da BR 267. 

No entanto, com o passar dos anos, a constância e quantidade de pessoas no local aumentou, com grandes movimentos, causando transtornos diversos, desde sons automotivos elevados, aglomerações massivas de pessoas, disparos de arma de fogo, lixos e fezes acumuladas.

O local, aparentemente de iniciativa popular, foi adaptado para receber banhistas, onde construíram churrasqueiras, mesas, bancos e banheiros. Além disso, a comunicante informou às autoridades que após as aglomerações o local fica com lixo abandonado e fezes humanas espalhadas pelo local.

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