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Comitê gestor da saúde tem "prazo de validade" de 6 meses

Prefeitura de Campo Grande trocou secretária Rosana Leite por grupo formado por seis pessoas de diferentes áreas com o objetivo de melhorar o serviço

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está desde ontem sob o comando de um comitê intergestor que tem a previsão de durar até seis meses, com o objetivo de diagnosticar os problemas do setor e resolvê-los neste período.

Segundo a gestora coordenadora interina, Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, que conversou com exclusividade com o Correio do Estado, a medida visa a reestruturação da Pasta e a solução de problemas na prestação do serviço.

Além de Ivoni, o grupo é formado por outros cinco membros: a gestora de planejamento e execução estratégia, Catiana Sabadin Zamarrenho; a gestora jurídica Andréa Alves Ferreira Rocha; o gestor de finanças e orçamento, Isaac José de Araújo; o gestor administrativo Vanderlei Bispo de Oliveira; e o gestor de contratação André de Moura Brandão.

O grupo assumiu a Pasta no lugar de Rosana Leite de Melo, que foi exonerada do cargo de secretária na noite de sexta-feira, mas que foi nomeada, no mesmo dia, para a função de Atividades de Assistência e Assessoramento Superior na Secretaria Especial da Casa Civil.

Apesar de o comitê não ter um secretário, Ivoni fará, as vezes, dessa função, dando a palavra final sobre quais serão as prioridades da Sesau e como a verba da Saúde deverá ser aplicada.

Ivoni, que já foi secretária de Saúde de Iguatemi, afirmou que uma das prioridades do grupo será colocar o estoque de medicamentos dos postos de saúde em dia e zerar o deficit, que hoje é um dos principais problemas enfrentados pela população.

“Esta é uma das prioridades, vamos dar celeridade para resolver essa situação”, declarou.

A coordenadora também afirmou que pretende fazer um reestruturação na Pasta, para solucionar os problemas.

“Já tivemos uma reunião com o Conselho Municipal e Saúde, com os vereadores e com superintendentes da Sasau, agora vamos sentar e decidir as ações a serem tomadas. A prefeita me pediu para melhorar os serviços, levar uma saúde de melhor qualidade para a população e é o que tentaremos fazer neste período”, declarou ao Correio do Estado.

Segundo Ivoni Pelegrinelli, a união dessas seis pessoas que são de áreas diferentes pode contribuir para a solução desses entraves encontrados atualmente.

“São pessoas especialistas de várias áreas para tentar buscar soluções, várias cabeças que podem buscar juntas uma resposta”, afirmou.

DIÁRIO OFICIAL

Conforme a publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o Comitê Gestor da Saúde, tem entre suas atribuições, “priorizar a descentralização de atividades executivas, visando o aumento da eficiência na prestação do serviço”.

“O Comitê Gestor normatizará a atuação executiva dos gestores membros, observada a competência temática”, diz outro trecho da publicação, em que traz a função de cada membro do comitê.

Para a parte da coordenação da secretaria da Saúde a função ficará, algumas vezes, a cargo de Ivoni. Já o gestor de finanças deverá gerir e acompanhar a execução orçamentária, financeira e contábil; e analisar e propor solução do passivo.

O gestor administrativo terá que administrar instalações físicas, equipamentos e logística interna; dimensionar e reestruturar as unidades físicas da rede Municipal de Saúde, e gerir a manutenção preventiva e corretiva da infraestrutura; coordenar processos de recrutamento, lotação e desenvolvimento de pessoal; analisar e propor adequação à despesa de pessoal do órgão; além de dimensionar, capacitar e apoiar equipes da rede Municipal de Saúde.

Como o nome diz, o gestor de contratação terá que supervisionar, coordenar, revisar e monitorar as atividades relacionadas à execução dos contratos administrativos, entre outras funções.

No caso de Catiana Sabadin, que atua na administração com gestão de projetos, ela terá a função neste comitê de acompanhar o Plano Municipal de Saúde e as programações anuais, monitorando indicadores e avaliando resultados; integrar informações dos demais gestores para o planejamento global; além de planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e serviços de saúde no âmbito Municipal.

Por fim, o gestor jurídico tem entre as suas funções a obrigação de cooperar ativamente com a Procuradoria Geral do Município (PGM) e avaliar riscos legais em contratos, convênios e atos normativos internos.

Segundo Ivoni Pelegrinelli, caso ao final desse prazo a prefeita Adriane Lopes (PP) entenda que o trabalho do grupo ainda não foi alcançado, a medida poderá ser prorrogada por mais seis meses, porém, ela acredita que em três meses o grupo já começe a dar os resultados aguardados.

*SAIBA

Rosana Leite assumiu o cargo de secretária de Saúde de Campo Grande em fevereiro de 2024, no lugar do médico Sandro Benites, que saiu para voltar à Câmara Municipal.

Cidades

OAB-MS divulga calendário de vacinação contra gripe

Campanha da advocacia prevê aplicação de doses em Campo Grande e em mais de 30 subseções do interior entre abril e maio

27/03/2026 21h25

Campanha pretende vacinar milhares de advogados

Campanha pretende vacinar milhares de advogados Arquivo

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A maior campanha de vacinação contra a gripe já realizada pela advocacia brasileira começou a ser implementada pelo Conselho Federal da OAB, com a distribuição de 105 mil doses da vacina contra a Influenza para advogadas e advogados em todo o país.

A aplicação nas seccionais ocorre de forma escalonada, conforme cronogramas definidos pelos estados.

A iniciativa é promovida em parceria com o Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial dos Advogados e com a Coordenação Nacional das Caixas de Assistência dos Advogados.

O fornecimento das doses ocorre por meio de contrato firmado com o Instituto Butantan. As vacinas são do tipo influenza trivalente monodose, que protegem contra duas cepas de Influenza A (H1N1 e H3N2) e uma de Influenza B.

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação será coordenada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, que divulgou calendário com atendimento em diversas subseções do estado entre abril e maio.

Cronograma

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação será coordenada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, conforme o seguinte cronograma:

  • Campo Grande — 01/04/2026, das 08:00 às 18:00

  • Campo Grande — 02/04/2026, das 08:00 às 18:00

  • Aquidauana — 27/04/2026, das 08:30 às 09:30

  • Miranda — 28/04/2026, das 08:30 às 09:30

  • São Gabriel do Oeste — 28/04/2026, das 14:30 às 15:30

  • Rio Verde — 28/04/2026, das 17:00 às 18:00

  • Corumbá — 29/04/2026, das 08:00 às 09:30

  • Coxim — 29/04/2026, das 16:00 às 16:30

  • Sonora — 30/04/2026, das 08:00 às 08:30

  • Pedro Gomes — 30/04/2026, das 13:30 às 14:00

  • Sidrolândia — 04/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Maracaju — 04/05/2026, das 14:30 às 15:30

  • Camapuã — 04/05/2026, das 08:30 às 09:30

  • Figueirão — 04/05/2026, das 14:30 às 15:00

  • Jardim — 05/05/2026, das 14:00 às 15:00

  • Costa Rica — 05/05/2026, das 15:30 às 16:30

  • Bela Vista — 06/05/2026, das 13:30 às 14:30

  • Chapadão do Sul — 06/05/2026, das 15:00 às 16:00

  • Bonito — 07/05/2026, das 14:30 às 15:30

  • Cassilândia — 07/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Inocência — 07/05/2026, das 14:30 às 15:00

  • Nioaque — 08/05/2026, das 08:30 às 09:00

  • Água Clara — 08/05/2026, das 08:00 às 08:30

  • Ribas do Rio Pardo — 08/05/2026, das 15:00 às 15:30

  • Bataguassu — 11/05/2026, das 12:30 às 13:30

  • Fátima do Sul — 11/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Caarapó — 11/05/2026, das 15:30 às 16:00

  • Brasilândia — 11/05/2026, das 16:00 às 16:30

  • Três Lagoas — 12/05/2026, das 08:00 às 10:30

  • Amambai — 12/05/2026, das 15:30 às 16:30

  • Aparecida do Taboado — 13/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Paranaíba — 13/05/2026, das 14:30 às 15:30

  • Selvíria — 14/05/2026, das 11:00 às 11:30

  • Nova Alvorada do Sul — 18/05/2026, das 09:00 às 09:30

Cada subseção é responsável pela organização local da imunização e pela divulgação de horários específicos de atendimento.

A campanha tem como objetivo ampliar a proteção dos profissionais da advocacia em um período de maior circulação de vírus respiratórios, especialmente entre aqueles que atuam diariamente em fóruns, audiências e repartições públicas.

Advogadas e advogados devem consultar sua subseção ou a Caixa de Assistência local para confirmar horários e orientações específicas sobre a vacinação.

Cidades

Ministério da Saúde firma parceria para produzir remédio oncológico nacionalmente

A ideia é que a produção local amplie o uso da terapia no Sistema Único de Saúde, onde já é utilizada no tratamento de melanoma

27/03/2026 19h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 26, um termo de compromisso de transferência de tecnologia com a farmacêutica estadunidense Merck Sharp & Dohme (MSD) para viabilizar a produção nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe (comercializado como Keytruda).

A ideia é que a produção local amplie o uso da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS), onde já é utilizada no tratamento de melanoma. O medicamento é um tipo de imunoterapia. Ele atua reativando células de defesa do paciente, fortalecendo a resposta imunológica contra a doença.

Além da oferta no tratamento do melanoma, o uso da terapia para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A cooperação segue o modelo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e prevê que a MSD atue em conjunto com o Instituto Butantan.

"Essa é uma PDP que começa agora e ao longo de 10 anos o Instituto Butantan vai incorporar essa capacidade produtiva e ser capaz de produzir no Brasil um medicamento que é muito importante", destaca Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, em comunicado à imprensa.

Doenças negligenciadas

Durante o evento de oficialização, o governo também anunciou a criação da primeira encomenda tecnológica voltada ao combate de doenças que atingem populações vulneráveis, como hanseníase, tuberculose, doença de Chagas e leishmaniose.

Para isso, o ministério firmou um acordo de cooperação técnica (ACT) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que vai viabilizar a iniciativa. A expectativa é que a chamada pública seja lançada ainda em 2026.

A parceria prevê apoio técnico da ABDI em etapas como definição de demandas, escuta de mercado, avaliação de riscos tecnológicos e seleção de instituições participantes, enquanto o ministério será responsável pelas decisões e diretrizes estratégicas e implementação do instrumento.

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