Cidades

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Comunidade "abraça" prédio da rodoviária

Comunidade "abraça" prédio da rodoviária

Redação

28/03/2010 - 00h41
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Acadêmicos e professores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) “abraçaram”, ontem, o prédio da antiga rodoviária de Campo Grande, reivindicando ao Governo do Estado e à Prefeitura de Campo Grande a mudança da instituição de ensino superior para o prédio. Segundo os manifestantes, um abaixo-assinado com mais de cinco mil assinaturas confirma o desejo de que parte do local se transforme na nova sede universitária. Em resposta, receberam a informação de que uma reunião entre o prefeito Nelsinho Trad e o governador André Puccinelli foi marcada para esta semana para discussão do assunto. A ideia de transformar o antigo terminal de passageiros e parte do condomínio de lojas, que é particular, em um polo universitário ganhou mais força depois que representantes da UEMS e da Unidade de Ensino Superior Ingá (Uningá) visitaram o local. A instituição de Maringá (PR) já teria apresentado o projeto de utilização da área e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul também foi contatada para instalar ali o curso de Direito. Área Segundo acadêmicos da UEMS, seria necessário espaço de cerca de oito mil metros quadrados para, além das salas de aula, construir laboratórios, espaços para aulas práticas, biblioteca, entre outros. A projeção é de que o local abrigue 21 cursos de graduação e pósgraduação. Atualmente, são cinco cursos de licenciatura em andamento – Letras, Artes Cênicas, Pedagogia, Geografia e Normal Superior. Para o diretor do curso de Letras, Daniel Abrão, a Capital ganharia muito com a UEMS na rodoviária. “Somente 10% das vagas acadêmicas, em Campo Grande, são de universidades públicas. O restante, 90%, estão em instituições particulares. Com a UEMS na rodoviária, haverá a possibilidade de ampliar o número de cursos e a cidade de Campo Grande sai ganhando com isso”. A manifestação de ontem reuniu cerca de 150 pessoas e contou com a participação de comerciantes do condomínio. Eles começaram abraçando o terminal desativado, que está cercado por tapumes e o encerramento foi no terminal de ônibus urbano, onde cantaram o Hino Nacional. Os estudantes pedem que a instalação seja feita até julho. Pela manhã, o prefeito Nelsinho Trad confirmou a reunião com o governador para discussão do assunto. Segundo ele, entre as opções para ocupação do prédio estão o polo de educação e ou alguma atividade ligada à segurança pública. Enquanto não é resolvida a situação, comerciantes continuam fechando as portas. Marcílio Dias, que tinha duas lojas no condomínio, de frente para a Rua Barão do Rio Branco, encerrou os trabalhos na semana passada. “Fechei, porque não havia movimento. Agora, vou esperar para ver como as coisas ficam”.

CAMPO GRANDE

Polícia procura irmãos suspeitos de matar homem em tabacaria

Crime aconteceu no dia 1° de março, após uma confusão no interior de uma tabacaria

17/03/2026 12h30

Ambos são considerados foragidos, e a polícia segue em diligências para localizá-los

Ambos são considerados foragidos, e a polícia segue em diligências para localizá-los Divulgação/ PCMS

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Uma briga dentro de uma tabacaria no bairro Guanandi, em Campo Grande terminou em morte e deixou duas adolescentes feridas na madrugada do dia 1° de março. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que já identificou os suspeitos, atualmente foragidos. 

De acordo com a investigação, a Justiça autorizou a prisão temporária dos envolvidos. No entanto, ao prestarem depoimento, João Lucas, apontado como autor dos tiros, e Luciano Siqueira, que teria participado da briga inicial e conduzido a motocicleta, deixaram a unidade policial e não foram mais localizados.

No dia do crime, a confusão começou no interior do estabelecimento, quando um homem foi retirado por seguranças após se envolver em uma briga. Ele estava acompanhado do irmão e, ao deixar o local, teria feito ameaças, afirmando que retornaria para se vingar. 

A dupla deixou o local inicialmente em um carro, mas voltou pouco tempo depois em uma motocicleta. Ao parar em frente à tabacaria, o passageiro desceu já com um revólver em mãos, efetuou disparos para o alto e, em seguida, passou a atirar em direção às pessoas que estavam na frente do comércio. 

Durante os disparos, João Alex Vieira Lima, de 37 anos, foi atingido na cabeça e morreu ainda no local. Duas adolescentes também foram baleadas, uma na cabeça e outra na perna, e socorridas.

Três dias depois, os suspeitos se apresentaram à DHPP, mas negaram participação. No entanto, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança contradisseram a versão apresentada, indicando a autoria dos disparos.

Desde então, ambos são considerados foragidos, e a polícia segue em diligências para localizá-los.

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BRONQUIOLITE

SES amplia vacinação de bronquiolite para crianças de até 2 anos

Bebês recém-nascidos e prematuros devem receber a aplicação antes da alta hospitalar

17/03/2026 12h10

Divulgação

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ampliou a aplicação do imunizante nirsevimabe contra a bronquiolite para crianças de até 2 anos dentro das maternidades e da Atenção Primária à Saúde (APS). Anteriormente a distribuição era destinada apenas à bebês recém-nascidos.

A oficialização foi divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (17), e em janeiro deste ano a SES iniciou a distribuição em todo o Estado. E em 2 de fevereiro foram aplicadas as duas primeiras doses na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande.

O imunizante nirsevimabe, destinado para os bebês prematuros e recém-nascidos é um anticorpo monoclonal que previne infecções graves respiratórias, como a bronquiolite e a pneumonia.

A nova resolução padroniza o atendimento e determina a aplicação do imunizante na maternidade, antes de o recém-nascido ter alta. Além de organizar o acesso a aplicação em nível estadual, com inclusão de maternidades, postos de saúde e centros especializados em Mato Grosso do Sul.

Aplicação

A aplicação deve ocorrer na maternidade ou durante a internação neonatal, seguindo grupos, critérios clínicos e recomendações de bula.

Estão aptos a receber a aplicação do nirsevimabe crianças nascidas com idade gestacional inferior a 37 semanas (prematuros); e crianças com até 24 meses de idade que apresentem pelo menos uma das seguintes condições:

  • Doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa;
  • Doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • Imunocomprometimento grave;
  • Fibrose cística;
  • Doenças neuromusculares graves;
  • Anomalias congênitas das vias aéreas e doenças pulmonares graves;
  • Síndrome de Down.

Para prematuros a aplicação deve acontecer preferencialmente na maternidade, no Centro Intermediário de Imunobiológico Especial (CIIE), antes da alta.

Para crianças com comorbidades até 2 anos ou prematuros elegíveis que não receberam o nirsevimabe, o acesso observará o fluxo da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) do Mato Grosso do Sul.

Bronquiolite

Infecção viral aguda, causa inflamação nas pequenas vias aéreas dos pulmões, os bronquíolos, o que afeta principalmente crianças com menos de dois anos de idade. Entre os sintomas estão:

  • tosse;
  • chiado no peito,
  • febre
  • e dificuldade para respirar

Seu principal causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite. Tanto a aplicação do imunizante nirsevimabe, quanto a vacinação em gestantes servem para prevenir as doenças respiratórias graves em bebês.

*Saiba

A aplicação em prematuros não anula a necessidade da vacinação materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) durante a gestação.

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