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Concursos previstos para 2012 devem oferecer mais de 40 mil vagas em todo o país

Concursos previstos para 2012 devem oferecer mais de 40 mil vagas em todo o país

Gabriel Maymone

01/01/2012 - 17h30
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O ano de 2012 promete ser de muitas oportunidades aos concurseiros de plantão. Diversos órgãos federais, estaduais e municipais devem abrir cerca de 42 mil vagas em todo o país.

Entre os concursos mais esperados do ano estão os da Polícia Federal, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras. No caso da PF, 1,2 mil vagas de nível superior foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento.

Em relação aos demais, os próprios órgãos, que não necessitam de autorização do governo federal para realizar as seleções por terem orçamento próprio, divulgaram que realização concursos em 2012.

A Polícia Rodoviária Federal teve autorização da presidente Dilma Rousseff para contratar 1.500 policiais rodoviários em 2012.

Três ministérios tiveram concursos autorizados pelo governo federal no fim de 2011. São eles: Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Planejamento.

No caso das agências reguladoras do governo federal, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) teve concurso para 46 vagas autorizado. Já a Agência Nacional de Cinema (Ancine) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) esperam liberação de orçamento.

Em alguns concursos, a organizadora já está definida, como é o caso do Instituto Rio Branco, Casa da Moeda e Indústria de Material Bélico do Brasil.

Como em 2012 haverá eleições municipais, a lei 9.505/97 restringe apenas a nomeação, contratação ou admissão do servidor público nos três meses que antecedem o pleito até a posse dos eleitos, restrição feita à esfera em que ocorre a eleição, no caso deste ano, no âmbito municipal. Caso a homologação do concurso for feita até três meses antes das eleições, as nomeações podem ocorrer em qualquer período do ano. Já em âmbito estadual e federal as nomeações ocorrem sem restrições.

Confira abaixo a lista com alguns dos principais concursos que devem movimentar o calendário de provas neste ano:

Advocacia-Geral da União (AGU)
- 70 vagas para procurador da Fazenda Nacional (nível superior)
- 68 vagas para advogado da União (nível superior)
Salário: não informado

Agência Nacional de Cinema (Ancine) 
- 44 vagas para técnico em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual (nível médio)

- 56 para técnico administrativo (nível médio)

Salário: cerca de R$ 5 mil

Agência Nacional do Petróleo (ANP)
- 115 vagas para especialista em regulação de petróleo, 22 para analista administrativo e 15 para especialista em geologia e geofísica do petróleo (nível superior)
Salário: cerca de R$ 10 mil

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
- 42 vagas para técnico administrativo (nível médio)
- 4 vagas para analista administrativo (nível superior)
Salário: não informado

Banco do Brasil
- cadastro de reserva para escriturário (nível médio) para a capital paulista, Grande São Paulo e interior de São Paulo no primeiro semestre de 2012
Salário: R$ 1.280,10, mais gratificação de 25% paga mensalmente

Banco Central 
- 100 vagas para procurador (nível superior)
Salário: R$ 14 mil

Caixa Econômica Federal
- cadastro de reserva para técnico bancário (nível médio) e cargos de nível superior
Salário: de R$ 1.784,00 a R$ 7.931,00

Casa da Moeda
- vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de nível superior e para técnico industrial, operador industrial e assistente técnico administrativo (nível médio)
Salário: não informado
Organizadora: Fundação Cesgranrio

Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia 
- 63 vagas em cargos de nível fundamental, médio e superior para Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Recife, Salvador e Vitória
Salários: De R$ 600 a R$ 2.815,66
Organizadora: Instituto Quadrix

Defensoria Pública da União
- 657 para defensor público e 1 mil para analista de assistência jurídica
- 500 para técnico em assistência jurídica
Salário: não informado

Fundação Biblioteca Nacional
- 27 vagas para assistente administrativo, 1 para assistente administrativo I, 1 para assistente administrativo II, 4 para assistente administrativo III, 2 de assistente técnico administrativo e 9 de auxiliar de documentação II (nível médio)
Salário: não informado

Ministério da Agricultura 
- 111 vagas de auxiliar de laboratório (nível fundamental)
- 1.354 para agente de inspeção, 291 vagas para técnico de laboratório, 198 para agente de atividades agropecuárias e 236 para técnico administrativo (nível médio)
- 692 para fiscal agropecuário e 322 para analistas (nível superior)
Salário: R$ 2 mil para técnico administrativo, R$ 3,2 mil para analista, R$ 3,3 mil para auxiliar de laboratório, R$ 5,2 mil para técnico de laboratório, agente de atividades agropecuárias e agente de inspeção e R$ 10 mil para fiscal agropecuário

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
- 92 vagas para analista em ciência e tecnologia, 149 para tecnologista e 69 para pesquisador (nível superior)
- 330 vagas para assistente em ciência e tecnologia e 192 para técnico (nível médio)
Salário: R$ 2,5 mil para assistente e técnico, R$ 4,5 mil para analista e tecnologista e R$ 5 mil para pesquisador

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
- 157 vagas para analista de comércio exterior (nível superior)
Salário: não informado

Ministério da Fazenda
- 2.500 para assistente técnico-administrativo (nível médio)
- 90 para analista técnico-administrativo (nível superior)
Salário: R$ 2,7 mil para assistente e R$ 3,5 mil para analista

Ministério Público do Trabalho
- 40 vagas para procurador do trabalho
Salário: R$ 21 mil

Ministério do Planejamento
- 149 vagas de analista de infraestrutura (nível superior)
Salário: não informado

Ministério do Trabalho e Emprego
- 600 vagas para auditor fiscal do trabalho (nível superior)
Salário: R$ 13 mil

Petrobras
- vagas para nível médio, técnico e superior
Salários: de R$ 2.170,84 a R$ 6.217,19

Polícia Federal
- 500 vagas para agente, 100 para papiloscopista, 150 para delegado, 100 para perito criminal e 350 para escrivão (nível superior)
- 328 para agente administrativo (nível médio)
Salário: R$ 3,2 mil para agente administrativo, R$ 7,5 mil para papiloscopista, agente de polícia e escrivão e R$ 13,3 mil para delegado e perito

Polícia Rodoviária Federal
- 1,5 mil para policial rodoviário federal (nível superior)
Salário: cerca de R$ 6 mil
Receita Federal
- 1.210 vagas para auditor fiscal e 1.050 para analista tributário (nível superior)
Salário: R$ 8 mil para analista e R$ 14 mil para auditor
 

Mato Grosso do Sul

Brasil precisa liderar combate ao crime na fronteira, diz especialista em PCC

Lincoln Gakiya, promotor que investiga a organização há mais de 20 anos, defende protagonismo do País nas ações contra o crime para evitar que autoridades continuem "enxugando gelo" ao atuar nas fronteiras com Bolívia e Paraguai em MS

10/08/2026 05h00

Promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gackiya

Promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gackiya Divulgação

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O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, é uma das autoridades que mais conhecem a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que nasceu nos presídios paulistas e hoje domina o crime em diversos Estados brasileiros, como Mato Grosso do Sul, por exemplo, e atua nas regiões de fronteira e mantém ramificações em outros países.

Promotor da cidade de Presidente Prudente (SP), município paulista a poucos quilômetros da divisa com Mato Grosso do Sul, Gakya conhece como poucos a maneira como a organização se estrutura nas fronteiras do Brasil com Bolívia e Paraguai, em MS, e tem a receita para reduzir o poder desses grupos criminosos: cooperação entre as forças de segurança nacionais por meio de uma ação coordenada, liderada por uma agência antimáfia, e cooperação também com os países de fronteira, sendo que, neste caso, o Brasil deve assumir o protagonismo no combate ao crime.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, durante o Congresso Internacional de Jornalismo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Gakiya disse que é essencial que o Brasil lidere o combate ao crime na região de fronteira.

“Se o Brasil, como maior nação da América do Sul, não liderar essas tratativas, continuaremos apenas ‘enxugando gelo’ e o problema aumentará nos próximos anos”, alertou o promotor, que investiga o PCC há mais de duas décadas e vive sob proteção permanente da polícia por causa das ameaças que recebe da organização criminosa.

Gakya lembrou que o PCC fincou bandeira do lado paraguaio da fronteira há pouco mais de 10 anos, depois da morte do traficante Jorge Rafaat, em Pedro Juan Caballero, e escalou representantes para gerenciar o crime nas fronteiras com Paraguai e Bolívia.

É o caso de Sérgio Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, que cumpre pena no sistema penitenciário federal desde 2019 e que era um dos chefões do PCC na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

A estratégia para combater o crime em Estados fronteiriços como Mato Grosso do Sul, segundo Gakya, consiste em duas frentes: cooperação interna, com integração e coordenação, e cooperação internacional.

“Tratamos de um problema em que a droga passa por Mato Grosso do Sul, vinda do Paraguai, Bolívia ou Peru, para ser distribuída em São Paulo, Rio de Janeiro e exportada para a Europa”, exemplifica o promotor do Gaeco de São Paulo. Segundo ele, Estados como MS e o Paraná, embora não tenham criado o PCC (que é sediado em São Paulo), convivem com a violência gerada pela disputa pelas rotas do tráfico na fronteira. Já há evidências de que Comando Vermelho e PCC têm disputado essas rotas.

Por isso, no âmbito interno, o promotor de Justiça defende a criação de uma Agência Nacional Anticrime. “Defendo a criação de uma Agência Nacional para combater a criminalidade organizada, que reuniria polícias estaduais e federais, Receita, COAF e Ministérios Públicos em um objetivo comum”, detalha.

“Além disso, a cooperação internacional é vital, pois a cocaína consumida e exportada pelo Brasil é produzida apenas na Bolívia, Peru e Colômbia. Se o Brasil, como a maior nação da América do Sul, não liderar essas tratativas, continuaremos apenas ‘enxugando gelo’ e o problema aumentará nos próximos anos”, complementou.

Bolívia

Com Bolívia e Paraguai, o Brasil já tem importantes acordos de cooperação, mas segundo o promotor Lincoln Gakiya, é preciso que a cooperação se aprofunde para tornar o combate às organizações criminosas mais efetivo. 

Recentemente, o governo da Bolívia anunciou a instalação de um escritório permanente da Polícia Federal brasileira no país para combater o narcotráfico e facções como PCC e Comando Vermelho, em meio a uma escalada de violência na fronteira. 

O acordo prevê intercâmbio contínuo de inteligência e o plano “Fronteiras Seguras”, conforme anúncio feito neste mês de julho pelo ministro de governo da Bolívia, Marco Oviedo. 
Entre as ações previstas estão o aumento do efetivo policial e de operações integradas de inteligência. 

Apesar de acordo como este, um dos maiores problemas na Bolívia é enfrentar a facilidade que os criminosos brasileiros têm em se instalar no país vizinho, onde autoridades policiais costumam ter um salário bem inferior ao dos policiais brasileiros. 

Gakiya acredita que não é apenas o salário baixo que prejudica o combate ao crime no País vizinho.

“Eu acho que não é só isso [o salário baixo] que vai medir o valor da questão da corrupção, porque o dinheiro para eles [criminosos] não é problema”, comentou. 

“Mas claro que é um fator facilitador. O problema ali é que a corrupção na Bolívia já está arraigada no Estado, já está dentro das instituições. Isso é muito difícil de tirar", complementou. 

Proibição

Anvisa proíbe seis tipos de sal fabricados clandestinamente

De acordo com a agência, os produtos eram fabricados por empresa desconhecida

09/08/2026 22h00

Divulgação: Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a venda, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os produtos da marca Quanqton: "Quanqton Ocean Salts", "Sal integral Quanqton", "Sal Perfeito, New Quantic", "Endurance" e "Sal Marinho Integral". O Estadão não conseguiu localizar os responsáveis pelas marcas.

De acordo com a agência, os produtos eram fabricados por empresa desconhecida, de forma clandestina e, portanto, não têm regularização sanitária.

Além de plataformas de e-commerce, os produtos eram vendidos por meio de um site próprio, onde eram veiculadas propagandas com falsas alegações, como as de que o produto seria um "sal marinho integral com concentração elevada de magnésio", desenvolvido para "atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso".

Entre as promessas associadas ao produto estavam ainda evitar "cãibra e fadiga muscular", "reposição mineral durante treinos longos e provas", "prevenção de cãibras e fadiga muscular", "hidratação celular real - não só água, mas eletrólitos que o corpo absorve", "recuperação mais rápida após esforço intenso" e "equilíbrio do sistema nervoso e muscular".

No site, também havia alegações de que os produtos seriam superiores ao sal de cozinha comum, que passa por um processo de refinamento. Vale lembrar, porém, que, embora o refinamento retire parte dos minerais naturalmente presentes no sal bruto, isso não significa uma perda nutricional relevante.

O sal de cozinha é composto principalmente por cloreto de sódio e, no Brasil, é iodado - ou seja, recebe iodo, nutriente essencial para a produção dos hormônios da tireoide e importante para o desenvolvimento neurológico.

A reportagem tentou localizar os responsáveis pela marca, mas não há informações de contato disponíveis no site onde os produtos são oficialmente vendidos.
 

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