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TRANSPORTE PÚBLICO

Consorcio Guaicurus esconde os números, mas pede mais dinheiro

A empresa trava disputa judicial com a prefeitura, para que seja feita uma revisão contratual que elevaria a tarifa técnica

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Mesmo após comprovação de um superavit do Consorcio Guaicurus na gestão do transporte público em um período de sete anos (2012 a 2019), realizada por uma perícia técnica da justiça, a empresa segue alegando desequilíbrio financeiro sem comprovar o que gasta e o que recebe no sistema de transporte coletivo.

Como já informado em reportagem do Correio do Estado, no ano passado, uma perícia foi feita  para analisar o faturamento do Consórcio Guaicurus, verificando se a empresa teria equilíbrio ou desequilíbrio nas suas contas no período de 2012 até 2019, e o que foi apontado por peritos foi que as empresas tiveram um faturamento positivo, e não um déficit, demostrando o equilíbrio financeiro.

A perícia mostrou que o número de pagantes do transporte caiu 25% em sete anos, passando de 56,9 milhões para 42,5 milhões por ano.

Porém, o lucro acumulado nos sete primeiros anos do contrato, que estava previsto para ser de R$ 38,6 milhões, chegou a R$ 68,9 milhões. Ou seja, o lucro foi 78,5% maior que o previsto.

Porém o Consorcio Guaicurus alega que conforme decisão judicial, os próprios peritos perceberam diferenças de faturamento anual e total, o que deixaria em dúvida o real crescimento do superavit do faturamento do consórcio. 

Esta dúvida fez com que, no mês passado, o juiz Paulo Roberto Cavassa de Almeida, da 1ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande, atendesse o pedido dos empresários para que seja feita uma nova perícia no faturamento do Consórcio Guaicurus.

Já a Prefeitura de Campo Grande se deu satisfeita pelo o que foi constado na perícia, mantendo assim a sua alegação que não é necessário realizar a reavaliação da revisão contratual que é pedida na justiça pelo Consorcio Guaicurus, porque a responsável pelo sistema de transporte público faturou a mais do que era previsto até ano de 2019. 

O Consórcio vem alegando através do Diretor de Operações, Paulo Vitor Oliveira, que o contrato deve ser revisto, porque de acordo com a concessão do transporte feita entre prefeitura e consórcio, a partir de 2019 era para ser realizado pelo executivo municipal uma revisão contratual, que até o momento não foi feita, e que deveria ser levado em conta que o período posterior se iniciou a pandemia da Covid-19, que levou o Consórcio a ter o desequilíbrio financeiro.

“O principal impacto do desequilíbrio financeiro do contrato para nós, é a impossibilidade da renovação de frota, o consórcio não consegue renovar a frota, só seria possível se houver a possibilidade de aumento da tarifa técnica para R$ 7,79”, disse Paulo Oliveira em entrevista coletiva.

O aumento da tarifa técnica, que foi definida em R$ 5,95 para um possível valor de R$ 7,79 além de poder impactar no valor da tarifa pública, que é o preço que a população paga por passe, também aumentaria o recebimento do Consorcio Guaicurus dos subsídios pagos pela Prefeitura de Campo Grande e Governo do Estado, referente aos passes gratuitos. 

Questionado se o Consorcio Guaicurus espera que haja um aumento dos subsídios neste ano, que ainda não foi definido, o diretor de operações se limitou a argumentar que há a expectativa que se mantenha o beneficio.

“A gente aguarda que seja cumprido tanto a determinação judicial, quanto a própria proposta do município que foi protocolada no Tribunal de Contas”, disse.

Apesar da alegação do desequilíbrio financeiro atual, quando a reportagem solicitou ao Consorcio Guaicurus dados de 2022 e 2023 referentes a gastos e ganhos das empresas no setor do transporte público, a posição do Consócio foi negar o envio dos dados solicitados, alegando que infringiria a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), mesmo que o Consorcio tenha  que prestar contas destes valores na concessão pública.

GANHOS

De janeiro a outubro do ano passado o Consórcio Guaicurus recebeu R$ 116.125.289,00 com passagens de ônibus do transporte coletivo de Campo Grande, segundo dados da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg).

De acordo com tabela enviada pela autarquia ao Correio do Estado com exclusividade, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a concessionária recebe uma média de R$ 11,5 milhões por mês apenas com passagens de ônibus.

Esse valor, porém, não foi a única renda que as empresas ligadas ao transporte coletivo tiveram neste período. Segundo o documento, elas ainda faturaram R$ 211.472,24 pelo Busdoor, que são os anúncios feitos nos carros da frota. A média de recebimento com os anúncios é de R$ 23 mil por mês.

Além disso, o Consórcio Guaicurus ainda recebeu em 2023 quase R$ 30 milhões da Prefeitura de Campo Grande, governo do Estado e governo federal como subsídio aos passageiros gratuitos.
Referente a gastos o consórcio não informou os dados solicitados pela reportagem.

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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