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Construção de novo Anel Viário na Capital é descartada

Tanto o Ministério dos Transportes quanto a Prefeitura de Campo Grande afirmam que a obra não está nos planos após anúncio de duplicação do trecho

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Um novo Anel Viário na BR-163, em Campo Grande, está definitivamente descartado pela prefeitura e pelo Ministério dos Transportes após ambos afirmarem que a construção não está nos planos depois do anúncio de duplicação do trecho. A obra é um desejo antigo do Município para desafogar o fluxo de veículos no trecho urbano da rodovia.

Pelo menos desde 2023, dois anos depois do primeiro trecho do Macroanel Rodoviário da Capital ter sido entregue pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a administração municipal, os políticos e a sociedade civil campo-grandense debatem sobre a construção de um novo Anel Viário na cidade.

Em teoria, a nova entrada teria o objetivo de desafogar o tráfego pesado da BR-163, onde está instalado o atual Anel Viário e não misturar o tráfego da rodovia com o dos bairros na região, que recebeu alguns condomínios. 

Porém, mesmo que o debate percorra por quase três anos, até o momento nenhum projeto ou estudo foi elaborado pela prefeitura para que a ideia saísse do papel. Inclusive, à reportagem, o Município disse que isso não está em pauta no momento.

“O tema foi debatido como uma possibilidade de planejamento futuro, considerando o crescimento da cidade e a necessidade de buscar soluções para a mobilidade regional. No entanto, não consta atualmente um projeto em desenvolvimento ou cronograma definido para execução de um novo Anel Viário”, disse.

Ainda segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, um fator que dificulta o projeto do novo Anel Viário é o alto custo da obra. Em 2023, durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, foi proposto pelo vereador Professor André Luis (Avante) que fosse colocado no novo contrato de concessão da BR-163 a obrigatoriedade da implantação de um novo Anel Viário, o que não foi feito.

As obras do atual Anel Viário foram iniciadas em 2011. De 2014 a 2018, as obras ficaram paradas em razão de entraves burocráticos e readequações. Os trabalhos foram concluídos em agosto de 2022, sob investimento total de R$ 59 milhões, por meio do Dnit.

Macroanel de Campo Grande deve ser duplicado pela Motiva Pantanal, a partir de novo contrato de concessão assinado em 2025Macroanel de Campo Grande deve ser duplicado pela Motiva Pantanal, a partir de novo contrato de concessão assinado em 2025 - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

MINISTÉRIO

No dia 31 de julho, durante visita à obra de duplicação da rodovia, o ministro dos Transportes, George Santoro, disse com exclusividade ao Correio do Estado que o governo federal até pode financiar a construção, mas que depende do Executivo municipal deliberar sobre o assunto e chegar ao ministério com a elaboração do estudo concluída.

“Às vezes, as prefeituras demandam coisas sem ter feito um estudo adequado. Quando a gente reavaliou junto com o TCU [Tribunal de Contas da União], não viu necessidade de fazer um Anel Viário. Se mais para frente a prefeitura apresentar algum estudo que demonstre a necessidade, ou a própria concessionária que tem liberdade para fazer esses estudos, ou a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] apresentar, a gente está à disposição para apoiar sempre”, disse à reportagem.

Além disso, o ministro afirma que uma nova avaliação de necessidade de um novo Anel Viário em Campo Grande deverá ser feita a cada três anos a partir do momento da assinatura do contrato de concessão da BR-163, celebrado em 1º de agosto do ano passado. Portanto, uma nova análise pode ser feita no segundo semestre de 2028.

“O contrato hoje permite incluir novos investimentos, já tem revisão a cada três anos do contrato, então as demandas da sociedade são ouvidas e são analisadas. Então, a prefeitura vai demandar, vai formalizar e quando completar três anos de contrato é o momento para avaliar se há necessidade ou não de fazer isso”, conclui George.

Em resposta ao possível investimento da União para realização do Anel Viário, a Prefeitura de Campo Grande disse que “não houve aporte ou confirmação de apoio financeiro por parte do governo federal para a construção dessa intervenção”, justamente por depender de “estudos mais aprofundados, articulação institucional e definição de fontes de financiamento”.

DUPLICAÇÃO

A duplicação do Anel Viário da BR-163 em Campo Grande começou a sair do papel em julho do ano passado, com o início das obras nas imediações do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – na saída para São Paulo e na saída para Cuiabá, a 20 quilômetros da área urbana.

A obra faz parte do novo contrato entre a antiga CCR MSVia, atual Motiva Pantanal, e o governo federal para retomar os investimentos na rodovia. A autorização é para a concessionária iniciar as obras de duplicação da rodovia entre o km 454,5 e o km 460. 

Conforme o edital, a empresa tem cinco anos para concluir a duplicação do Anel Viário, que corresponde a pouco mais de 3% dos 847 km da rodovia e que concentra quase 20% dos acidentes e mortes. A concessionária prevê que a duplicação do trecho dos quase 25 km (do km 466,3 ao km 490,7) será concluída até 2030 (quinto ano de concessão).

Fluxo de caminhões no Macroanel da Capital é intensoFluxo de caminhões no Macroanel da Capital é intenso - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Saúde

Na Capital, pacientes do SUS poderão realizar procedimentos em unidade particular

São 624 vagas com investimento de R$ 715,9 mil pelo programa "Agora Tem Especialistas"

07/09/2026 17h15

Arquivo

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Na Capital, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular. Os atendimentos serão feitos no Instituto da Visão de MS, em Campo Grande, por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas", com investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.

Do total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto outros 168 são cirúrgicos. A estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.

Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.

As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento. A proposta do Ministério da Saúde é reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.

Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. A previsão é realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros.

Entre os procedimentos previstos estão atendimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.

A oftalmologia concentra a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano. Depois aparecem cardiologia, com 133 mil, ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.

Atendimentos

A utilização de unidades particulares pelo SUS faz parte da estratégia do Agora Tem Especialistas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada.

O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), utilizada por pacientes que precisam de hemodiálise. Ao todo, 136 instituições estão vinculadas à modalidade, com R$ 350 milhões destinados aos contratos e previsão de atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.

 

Educação

Últimos dias: IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 9 de setembro

07/09/2026 16h30

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) seguem até dia 9 de setembro.

São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027. Cabe destacar que o prazo de inscrições se encerrava no último dia 1°, contudo foi prorrogado. 

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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