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Armas de uso policial e munições são apreendidas pela PF durante operação em Corumbá

Polícia Federal agiu na manhã de hoje (24), pela operação "Self-Portrait", contra o tráfico de drogas em Corumbá - MS

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Na manhã de hoje (24), a Polícia Federal seguiu com a operação “Self-Portrait”, para o combate ao tráfico de drogas na cidade de Corumbá, a 428 km de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. 

Além de quantias em dinheiro, foram apreendidos armamentos e munições de calibre restrito às forças de segurança do Estado.

De acordo a Polícia Federal, a investigação iniciou-se em fevereiro deste ano, após a apreensão de cerca de 150 kg de cocaína em um caminhão que estava saindo de Corumbá. 

Com o decorrer da investigação, a PF constatou o envolvimento de outras pessoas nas ações de tráfico, que também são investigadas em uma segunda apreensão, de 125 kg de cocaína, ocorrida em abril de 2022.

Além disso, a Polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão em toda a cidade de Corumbá. Foram apreendidos, além das drogas, armas de fogo e quantias em dinheiro.

O nome da operação "Self-Portrait faz" referência a uma imagem encontrada durante a investigação e que relaciona as pessoas buscadas nessa nova deflagração às drogas apreendidas.

Aumento em apreensões

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), só na primeira quinzena de 2022 houve um aumento de 300% nas apreensões de drogas feitas pelo Departamento de Operações de Fronteira de Mato Grosso do Sul (DOF-MS), se comparado ao mesmo período de 2021.

Ainda conforme dados da Sejusp, nos primeiros 15 dias do ano de 2021 haviam sido apreendidos cerca de 6.556 mil quilos de drogas pelos agentes do DOF, contra 19.843 mil quilos de entorpecentes na primeira quinzena deste ano. 

Em todo o ano de 2021, o Dof apreendeu quase 200 toneladas de entorpecentes. Ao todo, a PF estima um valor de R$ 300 milhões em apreensões de drogas, além da prisão de sete pessoas.

Vale ressaltar que a Polícia Federal apontou que ainda não possui um balanço completo, ou preliminar, dos resultados da operação.

Serviço:  A Polícia Federal de Corumbá destaca que mantém um canal de denúncia aberta para população através do e-mail [email protected] e pelo telefone (67) 99202-8240.

Caso saiba de informações sobre este ou outros casos de competência da PF entre em contato, o sigilo é garantido.

Comunicação Social da Superintendência de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul

Telefones: 67 3303-5626 | (WA) 67 99205-7990

E-mail: [email protected]

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Memória

Fuzileiro naval centenário mais longevo do Brasil e combatente de Guerra morre em Ladário

Terceiro-Sargento Edson Arguelho da Silva e combatente da 2ª Guerra Mundial morava em cidade do interior de Mato Grosso do Sul

12/05/2026 18h35

Tenente sargento Edson Arguelho da Silva ao ser homenageado por oficiais da Marinha

Tenente sargento Edson Arguelho da Silva ao ser homenageado por oficiais da Marinha Rodolfo César

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Ladário tem pouco mais de 20 mil habitantes e está entre as quatro menores cidades de Mato Grosso do Sul. Seu tamanho não significa grau de importância e foi por lá que nasceu o fuzileiro naval mais longevo do Brasil, que faleceu por causas naturais aos 101 anos, neste dia 10 de maio de 2026. 

O Terceiro-Sargento Edson Arguelho da Silva esteve pronto para enfrentar exércitos alemães e italianos na Segunda Guerra Mundial. Passou por treinamento e exercícios militares e foi deslocado para a Ilha da Trindade (a 1,2 mil km da costa do Espírito Santo), onde um grupo estava previsto para seguir até à Europa para combate. Nesse intervalo de tempo, a guerra foi finalizada em 1945 e ele voltou para Ladário.

“Fui incorporado à Marinha Brasileira, no Corpo de Fuzileiros Navais em 5 de janeiro de 1943, quando tinha 18 anos incompletos. Conheci o mal da terrível 2º Guerra Mundial. Eu me orgulho de ter participado, junto com a nossa Gloriosa Marinha”, escreveu o militar na página da rede social que mantinha. 

Dentro da Marinha, virou referência em termos de resiliência e recebeu diferentes homenagens em vida. Por ultrapassar o centenário, entrou na lista exclusiva de Mato Grosso do Sul por integrar um dos 125 homens que passaram dos 100 anos (só 0,004% da população do Estado). Era conhecido por ter uma mente invejável, mesmo diante de tanto tempo de história e luta. Sua saúde também seguia em dia e, nos últimos dois anos, só tomava dois remédios. 

Seu falecimento ocorreu de forma tranquila, conforme relatado. Despediu-se desta vida enquanto dormia e seu enterro ocorreu no final da tarde desta segunda-feira (11), no cemitério municipal de Ladário.

E do mesmo jeito que recebeu honrarias enquanto seguia vivendo em Ladário, sua despedida desta vida também reservou mensagens de respeito e lamento por parte da Marinha, por meio do 6º Comando do Distrito Naval, com sede na avenida ladarense 14 de Julho.

“A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN), informa, com pesar, o falecimento do Terceiro-Sargento (Fuzileiro Naval-Reformado) Edson Arguelho da Silva, veterano mais longevo do Corpo de Fuzileiros Navais. Ladarense, o SG Edson iniciou sua trajetória na Marinha em 2 de janeiro de 1943, ao ingressar como Marinheiro-Recruta na 1ª Companhia Regional de Ladário. Após 6 meses, foi promovido a Soldado Fuzileiro Naval. Em junho de 1944, foi selecionado para o curso de especialização de motorista no Rio de Janeiro, retornando ao Pantanal após formado. No mesmo ano, iniciou manobras e exercícios em preparo para a 2ª Guerra Mundial”, informou nota de pesar da Marinha.

Seu falecimento foi também lamentado pela Associação dos Militares da Reserva da Marinha (AMRM) e a Prefeitura de Ladário. “Última continência: Ladário se despede de Edson Arguelho da Silva, veterano mais longevo dos Fuzileiros Navais”, escreveu o governo municipal ladarense, em nota.

A família de Edson, que vive na avenida 14 de Março, emitiu um comunicado sobre a morte do famoso marinheiro.

“Hoje nos despedimos com muita dor do nosso querido avô Edson. Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial e o fuzileiro naval mais antigo do Brasil, carregou em sua trajetória a honra, a coragem e o amor pela família. Para nós, ficará eternamente a lembrança do pai, avô e esposo exemplar, homem de caráter e de grandes ensinamentos. Seu legado jamais será apagado, pois viverá em cada conselho, em cada memória e em cada valor que nos deixou. Nossa família sente profundamente sua partida, mas temos orgulho da linda história que construiu. Descanse em paz, nosso guerreiro.”

Carreira militar e homenagens

Ao longo da carreira militar, o Terceiro-Sargento Edson escapou da morte depois de ter sofrido um acidente em missão que era cumprida em Corumbá. Ao mesmo tempo, sofreu perda óssea que o forçou a se retirar para a reserva.

Sua dedicação para as Forças Armadas e forma de trabalho, mesmo reformado, fez o ladarense tornar-se um símbolo da história militar no Pantanal. Por conta de sua trajetória, em novembro de 2024, quando completou 100 anos, ganhou um evento especial do 6º Comando do Distrito Naval, realizado pelo 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas (3º BtlOpRib). O hino da Marinha, Cisne Branco, foi cantado por crianças e adolescentes que integravam o Programa Forças no Esporte, do Ministério da Defesa, e acompanhado pela banda do 6º Comando.

Edson era também uma referência em eventos públicos da Marinha e seguiu realizando desfiles militares até 2019, antes da crise da covid-19. Também participava sempre dos desfiles em comemoração ao aniversário de Ladário e na celebração da Independência do Brasil. 

“Não perdia o horário do remédio e cuidava da saúde de forma disciplinada. Ele lembrava tudo de cabeça, número de CPF, do telefone das pessoas, dos militares e da Marinha. Ele mexia no celular sem dificuldades, escrevia mensagens para os amigos. Enquanto eu tomava seis remédios, ele tomava apenas dois”, relatou a filha Maria da Graças dos Santos Silva à Agência Marinha.

CAMPO GRANDE

Suspeito de corrupção, ex-diretor da Agesul tinha R$ 183 mil em dinheiro vivo ao ser preso

Investigado por suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande, Rudi Fioresi foi preso em operação do MPMS; ao todo, agentes apreenderam R$ 429 mil em espécie com os investigados

12/05/2026 18h19

Rodi Fioresi, diretor da Agesul até esta terça-feira (12) tinha R$ 186 mil em dinheiro vivo dentro de casa

Rodi Fioresi, diretor da Agesul até esta terça-feira (12) tinha R$ 186 mil em dinheiro vivo dentro de casa Divulgação

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Exonerado na manhã desta terça-feira (12) da direção da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fioresi tinha R$ 183 mil em dinheiro vivo dentro de casa quando foi preso. As cédulas foram encontradas durante o cumprimento do mandado de prisão por policiais e oficiais do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os crimes investigados pelo Grupo Especializado de Combate à Corrupção do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gecoc) envolvem suspeitas de corrupção nos contratos de tapa-buraco nas ruas da Capital.

Rudi Fioresi, antes de ser nomeado para a Agesul, em 2023, foi secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) da Prefeitura de Campo Grande nas administrações de Marquinhos Trad (PV) e Adriane Lopes (PP).

A prisão de Rudi Fioresi e dos outros envolvidos no esquema de corrupção é preventiva. Um dos fundamentos para a decretação da prisão preventiva é a continuidade delitiva. O diretor-presidente da Agesul foi exonerado horas após a operação pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP).

Fioresi já foi alvo de outra investigação quando estava na Prefeitura de Campo Grande, durante a Operação Cascalhos de Areia. Na época, deixou o cargo, mas, meses depois, já sendo alvo da operação, foi nomeado para a Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso do Sul.

“Quem tem dezenas de milhares de reais em dinheiro vivo em casa? Ainda mais sendo servidor público?”, questionou ao Correio do Estado uma autoridade que pediu para não ter o nome revelado e que estava inteirada das investigações.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, foram encontrados, ao todo, R$ 429 mil em dinheiro vivo com os investigados. Foram R$ 186 mil na casa de Rudi Fioresi e R$ 233 mil em outro imóvel.

A operação desta terça-feira teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-buracos e que, de acordo com a nota oficial do MPMS, faturou, entre 2018 e 2025, “contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02”.

Ainda de acordo com o MPMS, “a investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos”.

“As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz a nota do MPMS.

Estão presos, além de Rudi Fioresi, os servidores do município Mehdih Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira (ambos exonerados por Adriane Lopes), Fernando de Souza Oliveira (servidor da Sisep, mas que não foi exonerado), Edik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor da Sisep) e os empresários Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa e Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, donos da Construtora Rial, pivô do esquema de desvio de dinheiro público em medições fraudadas do tapa-buraco em Campo Grande.
 

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