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Contrato de concessão da Rota da Celulose é assinado e duplicação fica para o ano que vem

Plano de 100 dias incluem serviços de roçada a reparo emergencial do pavimento; obras já foram iniciadas na MS-040

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O contrato de concessão da Rota da Celulose, que prevê melhoria de 870 quilômetros em cinco rodovias de Mato Grosso do Sul, foi assinado nesta segunda-feira (2) entre o Governo do Estado e o Consórcio Caminhos da Celulose, que foi o segundo colocado na licitação, mas foi declarado vencedor após a primeira colocada, a K-Infra Concessões e Participações, ter sido desclassificada por problemas com a documentação apresentada. As obras já foram iniciadas, as a duplicação está prevista para começar no ano que vem.

O Consórcio Caminhos da Celulose é formado pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações, CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica Ltda., Conter Construções e Comércio S.A., Construtora Caiapó Ltda., Ética Construtora Ltda., Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda. e Conster Construções e Terraplanagem Ltda.

Conforme apresentado na solenidade de assinatura do contrato, as primeiras ações, que constam no plano de 100 dias incluem os seguintes serviços:

  • Roçada, poda e capina - 2.100.000 m²
  • Sinalização horizontal - 22.500 m²
  • Sinalização vertical - 490 m²
  • Tacha refletiva - 5.000 unidades
  • Limpeza de drenagem - 100 km
  • Lixo e entulho removido - 10.000 kg
  • Defensa metálica - 1.680 metros
  • Pavimento - reparo emergencial - 150 km

O plano aponta ainda que intervenções como duplicação, acostamento e faixa adicional começam no segundo ano de concessão, que serão feitas ao longo dos 30 anos de concessão.

 

O Consórcio Caminhos da Celulose é formado pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações, CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica Ltda., Conter Construções e Comércio S.A., Construtora Caiapó Ltda., Ética Construtora Ltda., Distribuidora  Brasileira de Asfalto Ltda. e Conster Construções e Terraplanagem Ltda.

O diretor-presidente da XP Investimentos, Luiz Fernando Vasconcellos de Donno, disse que o projeto irá trazer desenvolvimento não apenas para a região leste, mas para todo o Estado e País.

"Os nossos acionistas assumiram o desenvolvimento de um projeto que fosse capaz de fazer frente a esse corredor logístico estratégico, fornecendo a facilidade do escoamento da produção agrícola, motivando  aqui a competitividade do Estado e a integração regional.  A concessão nasce com o entendimento de que investir em obras é essencial.  Duplicações, terceiras faixas, acostamento, como sabemos, é um dos grandes déficits desse trecho que nós estamos assumindo hoje", disse.

O projeto Rota da Celulose é composto por trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267, além das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395.

Ao todo, são 870 km e R$ 10,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, sendo R$ 6,9 bilhões destinados a despesas de capital e R$ 3,2 bilhões a custos operacionais.

"Esses investimentos compreendem a duplicação, terceiras faixas em pontos estratégicos, restauração completa do pavimento, acostamentos em 100% da extensão, a sinalização moderna eficiente e a tecnologia. Aqui eu faço um destaque aqui para a inovação, é um projeto realmente em que o acompanhamento do desenvolvimento tecnológico está presente", disse Luiz Fernando.

Dentre as tecnologias, ele destacou a conectividade e o sistema free flow de pedágio, que irá permitir fluidez no trânsito e redução de emissão de gases CO2, porque os veículos não precisarão parar nas praças.

O governador Eduardo Riedel (PP) destacou que as concessões são importantes para a segurança viária.

"Ela [concessão] vai conseguir entregar mais segurança, nem que não seja não duplicada no primeiro momento, mas uma 040 que você garanta acostamento nela na integralidade, terceira faixa, sinalização e principalmente suporte, é uma mudança completa pro nível de tráfego que tem a 040", ressaltou o governador.

Ainda segundo Riedel, ao longo do processo e além das revisões quinquenais, em função do nível de tráfego, poderão ser acionados gatilhos para avançar em investimentos que sejam necessários no trecho em específico.

Rota da Celulose

As obras da Rota da Celulose incluem 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível e 4 dispositivos em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes, entre outras intervenções.

O projeto da Rota da Celulose foi criado pelo governo do Estado para ser a solução para o escoamento da produção na região leste de Mato Grosso do Sul, que recebeu incremento grande de produção com a inauguração de megafábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, além de outras plantas do mesmo setor na região.

Porém, os problemas começaram quando, pouco depois do leilão declarar como vencedor o Consórcio K&G Rota da Celulose, formado pelas empresas K-Infra e Galápagos Participações, o governo federal publicou a caducidade de um contrato entre a União e a K-Infra, referente a uma rodovia no Rio de Janeiro.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a empresa acumulava dívida bilionária com a União, por ter recebido diversas multas pela má condição da rodovia. Esta experiência que ela tinha na administração daquela rodovia foi utilizada para que fosse habilitada a participar da licitação da Rota da Celulose.

Após essa decisão, a XP ingressou com recurso contestando a vencedora, por entender que o documento usado para habilitar a K-Infra não teria validade, uma vez que a empresa havia sido expulsa de uma concessão federal.

No dia 4 de agosto, a Comissão Especial de Licitação (CEL) publicou o resultado da análise do recurso do Consórcio Caminhos da Celulose. O documento trouxe a inabilitação do consórcio declarado vencedor no dia 8 de maio por “vícios identificados na documentação apresentada”.

Porém, a K-Infra e a Galápagos ingressaram com recurso, contestando a primeira decisão no dia 11 de agosto, o que paralisou, pela segunda vez, o processo do leilão do pacote de rodovias.

O pedido foi analisado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), que manteve a decisão proferida pela CEL. 

A inabilitação do grupo foi confirmada e, em agosto, o Estado chamou o segundo colocado, o Consórcio Caminhos da Celulose para a entrega de documentos.

MATO GROSSO DO SUL

Riedel usa COP15 em Campo Grande para 'pedir dinheiro' para Lula

Chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul destacou a importância de aproveitar a vinda de nomes importantes para a Capital, como a do próprio presidente Lula, para viabilizar o desenvolvimento local

23/03/2026 10h02

Eduardo Riedel comentou que o evento tem decorrido de maneira adequada, com os visitantes e inscritos para a Conferência refletindo diretamente na economia

Eduardo Riedel comentou que o evento tem decorrido de maneira adequada, com os visitantes e inscritos para a Conferência refletindo diretamente na economia Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS, do inglês Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals), o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, apontou que a agenda serviu inclusive para reforçar a cobrança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por investimentos federais. 

Enquanto "anfitrião" da COP15, Eduardo Riedel comentou que o evento tem decorrido de maneira adequada, com os visitantes e inscritos para a Conferência refletindo diretamente na economia, mas o principal sendo a imagem do potencial turístico que sairá daqui junto dos formadores de opinião que conhecem Campo Grande e Mato Grosso do Sul pela primeira vez. 

"O que eu mais ouço é 'eu vou voltar com a família'. As pessoas que vêm de fora para cá, de embaixadores, cônsules, especialistas, cientistas... isso acaba divulgando de uma maneira extremamente positiva o nosso estado", comentou. 

Porém, o chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul também destacou a importância de aproveitar a vinda de nomes importantes para a Capital, como a do próprio presidente Lula, para viabilizar o desenvolvimento local. 

"A gente não conversou sobre política, essa conversa deve ter sido com outros atores políticos, a gente conversou sobre a COP. Conversamos sobre investimentos no Estado, falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também projetos projetos que estão lá na Casa Civil para serem mandados para o Senado para aprovação da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos] e o Banco Mundial, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida", disse o Governador. 

Em complemento, Eduardo Riedel, classifica esse projeto como "muito importante para o Estado" e as rodovias do Vale do Ivinhema, indicando que Lula ficou de checar e verificar "em que pé está". 

Novas adesões

Aqui é importante esclarecer que a COP15, por exemplo, leve essa nomenclatura em referência a quantidade de vezes que foi realizado, seguindo padrão da Organização das Nações Unidas, com a COP30 exemplificando a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). 

Em resumo, as COPs tratam-se de Conferências que acontecem a cada três anos e que são a principal instância de decisão da Convenção (CMS), onde 133 partes se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias. Signatário da COP15 desde 2015, essa será a 1ª vez do Brasil como País sede, sendo que as terras tupiniquins já sediaram outras conferências entre as partes.

Também vale lembrar que o Brasil assume a presidência a partir dessa COP, e mantém-se nesta cadeira até a próxima dessa conferência que ocorrerá daqui três anos, já que a convenção de espécies migratórias tem esse período longo, onde o País pretende trazer maiores contribuições. 

No radar do Brasil está justamente a missão de buscar novas adesões, sendo que pelo menos 18 países não partes devem participar da COP15 em Campo Grande. 

"Lula enviou convites a chefes de Estado não partes para alinhar as participações. o Brasil trabalhará nos próximos três anos para buscar novas adesões", apontou o presidente da COP15, João Paulo Capobianco.

Nas COPs são discutidos orçamentos, aprovados planos de ação, bem como também são atualizadas as listas que relacionam as espécies protegidas, adotando resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo. 

Dessa COP15 são esperadas uma série de decisões em prol das espécies migratórias, com o tema "Conectando a Natureza para Sustentar a Vida", que prevê que medidas sejam adotadas para proteger não somente os destinos, mas as rotas migratórias e também os pontos de parada. 

 

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Oportunidades

Funsat inicia a semana em Campo Grande, com mais de 1.200 oportunidades de emprego

São 115 funções distintas, oferecidas por mais de 100 empresas

23/03/2026 09h45

Campo Grande inicia a semana com 1.239 oportunidades de emprego

Campo Grande inicia a semana com 1.239 oportunidades de emprego FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Nesta segunda-feira (23), a Fundação Social do Trabalho (Funsat) abriu 1.239 vagas de emprego oferecidas por mais de 100 empresas de Campo Grande, são dispostas 115 funções diferentes e cargos que não necessitam de experiência prévia. 

Antes das fases das entrevistas, o candidato passa por uma avaliação na interface de seleção do Sine (Sistema Nacional do Emprego), está fase servirá como uma espécie de “filtro de vagas”. 

Entre as vagas oferecidas, há funções únicas como ajudante de cozinha, ajudante de eletricista, alinhador veicular, assistente de contadoria fiscal, atendente de padaria, auxiliar de lavanderia, babá, controlador de serviço de transporte rodoviário, fiscal de viagens, gerente comercial, jardineiro, office-boy, polidor de automóveis e recepcionista atendente.

Estão disponíveis 849 vagas que não exigem experiência prévia na área de atuação, possibilitando o treinamento remunerado, na própria empresa, para o novo colaborador. 

As oportunidades incluem, açougueiro (3 vagas), ajudante de carga e descarga de mercadorias (8), atendente de lanchonete (30), auxiliar de linha de produção (67), frentista (4), repositor de supermercados (53) e vendedor interno (2).

Também estão à disposição 42 vagas temporárias, distribuídas em cinco funções diferentes. Sendo o maior número de oportunidades é a de auxiliar de limpeza, com 14 postos disponíveis. 

Para Pessoas com Deficiência (PCD), são apontadas 94 vagas abertas, dispostas em diferentes funções como auxiliar administrativo (1), auxiliar de confecção (80), auxiliar de limpeza (2), estoquista (1) e vigilante (10). 

Para mais informações o candidato pode ir diretamente à sede da Funsat, localizada na Rua 14 de Julho, nº 992, Vila Glória. 

O telefone para contato sobre a intermediação de empregos é (67) 4042-0585, ramal 5837. Acompanhe também as novidades do serviço nas redes sociais oficiais do órgão: Instagram (@funsat.cg) e Facebook (Funsat Campo Grande MS).
 

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