Uma contra-proposta apresentada pelo Correios na noite de ontem (29) foi rejeitada pelos servidores em greve de Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada nesta manhã (30), em assembleia realizada na sede do sindicato, em Campo Grande.
Segundo a assessoria do Correios, a empresa ofereceu reajuste de 6,87%, R$ 80 de aumento linear no salário a partir do ano que vem, abono imediato de R$ 500 e desconto de 1 dia por mês sobre os dias não trabalhados, que foi a única alteração em relação à proposta anterior.
No Estado, os correios contam com 1.500 funcionários, sendo que, cerca de 800, metade deles, trabalham na Capital. De acordo com o Correios, 204 funcionários estão em greve atualmente. O grupo com maior índice de adesão é dos carteiros, com cerca de 30% paralisados.
Conseqüências
Conforme a assessoria, o serviço de entrega está prejudicado com a paralisação, a empresa registra atrasos de 3 a 4 dias do prazo. Não tem como mensurar o número de cartas atrasadas, devido ao grande volume de entrada e saída.
Mutirão
Os que decidiram continuar trabalhando estão fazendo hora extra e ajudam no trabalho de fim de semana, inclusive de outros setores. Funcionários do administrativo, por exemplo, são realocados para o setor de separação de cartas para agilizar o trabalho dos carteiros, que é o mais prejudicado.
Negociações
Assim como em MS, outros estados também realizam assembleias para discutir a proposta apresentada ontem pela empresa. A assessoria do Correios informou que ainda não recebeu a posição oficial do sindicato nacional.
Segundo o secretário geral do sindicato, Alexandre Takachi, a proposta dos servidores é de reajuste compatível com a inflação no período e aumento de R$ 400 incorporado no salário real de todos os funcionários, independente da faixa salarial de cada um. “Nosso salário está equiparado com o mínimo”, desabafa. O salário inicial de um funcionário do correio, atualmente, é de R$ 807,29.



