Cidades

Novas alegações

Defesa nega feminicídio e diz que réu matou Sophie porque não queria ser pai

Justificativa destaca que rejeição à paternidade era um fardo que o acusado não quis suportar

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A defesa de João Augusto Borges, acusado de matar a esposa Vanessa Eugênia Medeiros, 23 anos, e a filha Sophie, de apenas 10 meses, em Campo Grande, contestou a qualificadora de feminicídio no caso da bebê. Nos memoriais apresentados ao Judiciário, os advogados afirmam que o crime contra a filha não teve relação com questões de gênero, mas sim com a rejeição à paternidade.

Segundo a tese defensiva, “o móvel do crime foi a rejeição à paternidade, um fardo que o acusado não quis suportar." Conforme as alegações defensivas, a condição da vítima que o impulsionou ao ato foi a de filha dependente, e não de ser do sexo feminino. "Para ilustrar a ausência do elemento de gênero, basta um simples exercício contrafático: se a criança fosse um menino, a motivação do réu — livrar-se das responsabilidades parentais — seria exatamente a mesma”, complementou a defesa.

A justificativa sustenta que a qualificadora de feminicídio, prevista no art. 121, § 2º-A, do Código Penal, exige que o crime seja cometido “por razões da condição de sexo feminino”. Citando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, os advogados reforçam que a incidência do feminicídio depende de um contexto fático que revele menosprezo, discriminação ou violência ligada ao gênero da vítima.

No caso de Sophie, dizem os defensores, não há nenhum indício de que João Augusto a matou por ser menina. “A motivação confessada foi outra, desvinculada de gênero, o que torna a qualificadora manifestamente improcedente”, afirmam.

Para os advogados, manter a qualificadora significaria ampliar o alcance do feminicídio para abranger qualquer morte de mulher em ambiente doméstico, ainda que não relacionada ao gênero, o que violaria o princípio da legalidade estrita.

Agravantes

Outro ponto contestado pela defesa é a coexistência do feminicídio com a agravante genérica de motivo torpe. A acusação pede que o réu seja julgado por feminicídio e, ao mesmo tempo, por ter agido movido por torpeza, ao não querer assumir suas responsabilidades parentais. Para os advogados, tal cumulação configura bis in idem, ou seja, uma dupla punição pela mesma motivação.

Também foi questionada a causa de aumento de pena relativa à presença de descendente no momento do crime contra Vanessa. A defesa argumenta que a previsão legal visa punir o trauma psicológico de filhos que presenciam a morte da mãe, o que não seria aplicável, pois Sophie tinha apenas 10 meses e não possuía capacidade de compreensão do caso.

Pedidos da defesa

Nos memoriais, a defesa de João Augusto Borges solicita:

  • O afastamento da agravante de motivo torpe;

  • O decote da qualificadora de feminicídio em relação à filha Sophie;

  • O afastamento da causa de aumento pela presença de descendente no crime contra Vanessa.

Segundo os advogados, a pronúncia deve se dar “nos estritos e justos limites da lei, garantindo que o Conselho de Sentença julgue o réu pelos fatos como eles ocorreram e com a correta adequação típica, livre de excessos acusatórios”.

Histórico do caso

No último dia 19, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou alegações finais e pediu júri popular a João Augusto Borges, autor confesso do assassinato da esposa, Vanessa Eugênia Medeiros, e da filha Sophie Eugênia, em maio deste ano. O órgão requereu que o réu responda por duplo feminicídio, ocultação e destruição de cadáveres, com todas as qualificadoras previstas na denúncia.

Entre elas estão motivo torpe, meio cruel (asfixia), recurso que dificultou a defesa das vítimas e causas de aumento do feminicídio — violência doméstica, crime praticado contra menor de 14 anos e na presença de descendente.

Durante audiência em agosto, João confessou novamente os crimes. Relatou que matou Vanessa após um acesso de raiva, durante uma discussão em que a companheira o teria agredido com um tapa. Em seguida, estrangulou a filha Sophie. Depois, ocultou os corpos, ateou fogo na mata do Indubrasil e foi trabalhar normalmente no dia seguinte.

As investigações revelaram que o acusado planejava o crime, motivado por desentendimentos no relacionamento e pelo temor de ter que pagar pensão alimentícia em caso de separação. Ele chegou a declarar à polícia que, após queimar os corpos, voltou para casa e dormiu “bem, como não dormia há tempos”, por acreditar ter se livrado de um problema.

O casal se conheceu por aplicativo de relacionamentos e estava junto havia dois anos. Familiares relataram que a relação era marcada por brigas e reconciliações. Para o Ministério Público, os elementos comprovam que João agiu de forma premeditada, fria e com extrema crueldade, devendo ser levado a júri popular.

Neste momento, cabe ao juíz analisar as alegações da defesa e se pronunciar sobre. Após isso, o réu poderá recorrer das alegações do magistrado, que posteriormente deve marcar o julgamento de João via Tribunal do Juri. 

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FOLGAS

Moradores de Campo Grande podem ter até 14 feriados prolongados em 2026

Ao todo, pode haver 43 dias de folga, contabilizando feriados, pontos facultativos e fins de semana emendados com datas comemorativas

01/01/2026 15h00

Divulgação

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Em 2026, os feriados prolongados tomarão conta do calendário. Para a população de Campo Grande, há a possibilidade de ter 14 feriados prolongados, contabilizando os pontos facultativos. Ao todo, serão 19 datas comemorativas para folgar, porém algumas caem em fins de semana, como é o caso de:

  • 13 de junho (sábado) - Dia de Santo Antônio (feriado municipal)
  • 11 de outubro (domingo) - Divisão do Estado (feriado estadual), 
  • 15 de novembro (domingo) - Proclamação da República (feriado nacional)

No melhor dos cenários, os dias de folga podem chegar até 43 dias, contabilizando feriados, pontos facultativos e fins de semana emendados com as datas comemorativas. Destes, 22 serão em dias úteis. Apenas os meses de março e julho serão mais duradouros, pois não terão feriados. 

Confira os feriados em Campo Grande

  • 1 de janeiro (quinta-feira) - Ano Novo (feriado nacional) 
  • 16 a 18 de fevereiro (segunda a quarta-feira) - Carnaval (ponto facultativo)
  • 3 de abril - Sexta-feira Santa (feriado nacional)
  • 21 de abril (terça-feira) - Tiradentes (feriado nacional)
  • 1 de maio (sexta-feira) - Dia do Trabalho (feriado nacional)
  • 4 de junho (quinta-feira) - Corpus Christi (ponto facultativo)
  • 13 de junho (sábado) - Dia de Santo Antônio (feriado municipal)
  • 26 de agosto (quarta-feira) - Aniversário de Campo Grande (feriado municipal)
  • 7 de setembro (segunda-feira) - Independência do Brasil (feriado nacional)
  • 11 de outubro (domingo) - Divisão do Estado (feriado estadual)
  • 12 de outubro (segunda-feira) - Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional)
  • 15 de outubro (quinta-feira) - Dia do professor (ponto facultativo)
  • 28 de outubro (quarta-feira) - Dia do servidor público (ponto facultativo)
  • 2 de novembro (segunda-feira) - Dia de Finados (feriado nacional)
  • 15 de novembro (domingo) - Proclamação da República (feriado nacional)
  • 20 de novembro (sexta-feira) - Consciência Negra (feriado nacional)
  • 24 de dezembro (quinta-feira) - Véspera de Natal (ponto facultativo)
  • 25 de dezembro (sexta-feira) - Natal (feriado nacional)
  • 31 de dezembro (quinta-feira) - Véspera do Ano Novo (ponto facultativo) 
     

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LOTERIAS

Aposta de Ponta Porã está entre as vencedoras da Mega da Virada

Sortudo participou de bolão com 10 cotas e vai receber cerca de R$ 181 milhões

01/01/2026 12h02

O sortudo participou de um bolão com 10 cotas e vai receber aproximadamente R$ 181 milhões.

O sortudo participou de um bolão com 10 cotas e vai receber aproximadamente R$ 181 milhões.

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Uma aposta registrada em Ponta Porã, no sul de Mato Grosso do Sul, está entre as seis ganhadoras da Mega da Virada 2025/2026, que distribuiu o maior prêmio da história das Loterias Caixa. O concurso especial pagou, ao todo, R$ 1.091.357.286,52, valor dividido igualmente entre os acertadores das seis dezenas.

Além da aposta feita em Ponta Porã, também acertaram os números uma aposta registrada em lotérica de João Pessoa (PB), outra em Franco da Rocha (SP) e três apostas realizadas por meio do canal digital. Cada uma das apostas vencedoras vai receber exatamente R$ 181.892.881,09.

O sorteio, referente ao concurso 2855 da Mega-Sena, foi realizado na manhã desta quinta-feira (1º), no Espaço da Sorte, em São Paulo, após atraso provocado pelo grande volume de apostas registradas nas últimas horas antes do encerramento dos jogos. A 17ª edição da Mega da Virada entrou para a história não apenas pelo prêmio recorde, mas também pela arrecadação, que ultrapassou R$ 3 bilhões - aumento de 22,6% em relação a 2024.

Em Ponta Porã, o prêmio saiu para um bolão com dez cotas, o que significa que cada participante deverá receber cerca de R$ 18,1 milhões, conforme a divisão interna do grupo. Outro bolão premiado foi registrado em Franco da Rocha, no interior de São Paulo, com 18 cotas.

As dezenas sorteadas foram: 09 - 13 - 21 - 32 - 33 - 59.

Além dos vencedores da Sena, milhares de apostadores em todo o país também foram contemplados nas faixas inferiores. A Quina, destinada a quem acertou cinco números, teve 3.921 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 11.931,42. Já a Quadra, que premia quem acerta quatro dezenas, pagou R$ 216,76 para cada um dos 308.315 ganhadores.

Por se tratar de um concurso especial, a Mega da Virada não acumula. Caso não houvesse ganhadores na faixa principal, o prêmio seria redistribuído entre os acertadores da Quina, o que não foi necessário nesta edição.

O próximo sorteio da Mega-Sena, concurso 2856, ocorre no sábado (3), a partir das 21h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas ou pelos canais eletrônicos da Caixa. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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