Cidades

2027/2028

Desembargador Luiz Tadeu é eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Ele comandará o TJMS no biênio 2027/2028, ao lado de Marco André Nogueira Hanson na Vice-Presidência e Eduardo Machado Rocha na Corregedoria-Geral de Justiça

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O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva foi eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para o biênio 2027/2028. A eleião por aclamação foi realizada nesta quinta-feira (1º), no Tribunal Pleno. O desembargador Marco André Nogueira Hanson assumirá a vice-presidência e Eduardo Machado Rocha responderá pela Corregedoria-Geral de Justiça.

Em seu pronunciamento, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva afirmou que a futura gestão terá como pilares a continuidade dos projetos em andamento, a valorização de magistrados e servidores e o fortalecimento da unidade institucional.

“Temos muita unidade de propósito entre Presidência, Vice-Presidência e Corregedoria. Então, é manter a máquina andando”, declarou.

O magistrado destacou ainda que dará continuidade às obras já iniciadas pela atual administração, bem como à implantação do sistema eproc, apontado por ele como uma das prioridades para os próximos anos, além de atuar pela valorização da magistratura e pelo aperfeiçoamento das condições de trabalho no Judiciário sul-mato-grossense.

Em nome da atual administração, o presidente Dorival Renato Pavan parabenizou a nova gestão eleita, ressaltando que o TJMS tem a oportunidade de ter novos gestores capacitados à frente.

Biografia

O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva é natural de Piquerobi, São Paulo. Formou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Unigran, é mestre em Direito pela Universidade Gama Filho (RJ) e professor com habilitação para o magistério do 3º Grau, obtida no Centro de Pós-Graduação da hoje Universidade de Marília (Unimar).

Ingressou na magistratura como desembargador na vaga correspondente ao Quinto Constitucional, reservada a advogados, em julho de 2008.

Foi membro do Conselho Estadual Judiciário de Adoção Internacional do TJMS e diretor da Escola Superior da Magistratura de MS (Esmagis), no biênio 2015/2016. Nos biênios 2023/2024 e 2025/2026 esteve à frente do Programa Lar Legal MS.

Exerceu a função de corregedor-geral de justiça no biênio 2021/2022.

Eleito como vice-presidente, o desembargador Marco André Nogueira Hanson é natural de Campo Grande e ingressou na magistratura como juiz substituto em setembro de 1986, iniciando a judicatura em Dourados.

Atuou nas comarcas de São Gabriel do Oeste, Naviraí e Coxim antes de chegar a Campo Grande, em 1996. Exerceu as funções de juiz auxiliar da Presidência do TJMS e da Corregedoria-Geral de Justiça, além de atuar como juiz eleitoral, primeiro diretor da Escola Judiciária Eleitoral de MS, presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul e diretor da Escola Superior da Magistratura.

Em 2010, após 24 anos de atuação na primeira instância, foi promovido por merecimento ao cargo de desembargador.

Presidiu o Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais nos biênios 2013/2014 e 2015/2016 e foi vice-diretor da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul no biênio 2023/2024. Assumiu a Direção-Geral da Ejud-MS no biênio 2025/2026.

O desembargador Eduardo Machado Rocha, que ficará a frente da Corregedoria-Geral de Justiça, é natural de Dourados. Formou-se em Direito pela Unigran em 1980 e ingressou na magistratura em 1987, quando foi nomeado juiz substituto.

No decorrer da carreira, atuou em diversas comarcas do Estado, passando por Iguatemi, Coxim e Naviraí, exercendo funções tanto nas áreas cível quanto criminal. Em 1996, foi promovido a juiz de Direito da Entrância Especial na comarca de Dourados, onde assumiu a 1ª Vara Cível.

Sua promoção a desembargador ocorreu em setembro de 2013.

Designado para atuar como coordenador perante a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJMS no período de março de 2015 a janeiro de 2017.

Com 38 anos dedicados à magistratura, o desembargador Eduardo Machado Rocha assume a Vice-Presidência do TJMS trazendo experiência e compromisso com o fortalecimento da Justiça de Mato Grosso do Sul.

Atualmente exerce o cargo de vice-presidente do TJMS no biênio 2025/2026 desde o dia 17 de setembro de 2025.

gigante da celulose

Arauco exige isenção fiscal e "ameaça" parar obra bilionária

Empresa entrou na Justiça para exigir redução do ISS sobre a construção da ferrovia e diz que o cronograma de todo o empreendimento de R$ 25 bilhões pode ser comprometido

01/10/2026 15h44

Ferrovia de 47 quilômetros está sendo construída ao longo da rodovia que liga o local da fábrica aos trilhos da Ferronorte

Ferrovia de 47 quilômetros está sendo construída ao longo da rodovia que liga o local da fábrica aos trilhos da Ferronorte

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Depois de assumir o compromisso de destinar quase R$ 77 milhões em obras públicas em Inocência, a maior parte delas sob responsabilidade da prefeitura, o comando da Arauco está dando sinais de que a “lua de mel” que durou em torno de cinco anos com a administração municipal  está chegando ao fim, falando inclusive em interromper os trabalhos e atrasar a ativação da fábrica de celulose que está recebendo investimentos de R$ 25 bilhões

Prova disso é que na semana passada, dia 22, a gigante da celulose entrou na Justiça com pedido de liminar, para tentar impedir que a prefeitura cobre em torno de R$ 12,6 milhões a título de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) relativo às obras da construção do ramal ferroviário de 47 quilômetros que a empresa chilena está construindo entre o local da fábrica e a Ferronorte.

A empresa alega que ainda em 2022, bem antes do início das obras, firmou acordo e depois a administração municipal publicou lei reduzindo de 5% para 2% a alíquota do imposto sobre os serviços realizados dentro dos 3 mil hectares onde está sendo construída a fábrica e pe todos os serviços a serem feitos nos limites do município e que sejam necessários para viabilizar a operação da maior indústria de celulose do mundo..

A prefeitura ainda não se manifestou na ação judicial, mas em documento assinado no dia 16 de setembro deste ano a administração municipal indeferiu um pedido para que as empresas envolvidas na construção da ferrovia tenham direito à redução tributária. A prefeitura exige pagamento de 5%. 

A prefeitura alega que os acordos e a legislação determinam que a benesse valem, além do canteiro de obras da fábrica, “exclusivamente para os prestadores de serviços de alojamentos HSL Hotelaria Locação LTDA e Alojamentos Campo Verde LTDA, e para administração a empresa META Central de Serviços LTDA”, conforme trecho da resposta enviada pela prefeitura à Arauco depois de a empresa solicitar explicações sobre possível concessão do benefício relativo às obras da ferrovia.

Conforme documentos anexados pela Arauco ao pedido de liminar, a prefeitura diz que “obras fora do local da unidade industrial ou que não sejam para a construção e instalação da planta de celulose não se enquadram no campo de incidência do benefício fiscal, ainda que guardem relação econômica, funcional ou indireta com o empreendimento”.

Em seu pedido de liminar, a Arauco diz que o impasse sobre o percentual do imposto coloca em risco o andamento do projeto de R$ 25 bilhões, podendo inclusive gerar atraso na ativação da fábrica, o que está previsto para o segundo semestre de 2027.

“Ao negar essa habilitação às atividades que entende situadas fora dos limites físicos da planta industrial, a Administração impede a regular emissão dos documentos fiscais necessários ao faturamento dos serviços. O resultado é particularmente grave porque os prestadores mobilizam mão de obra, equipamentos, materiais, insumos e capital de giro para a execução dos contratos, mas ficam impossibilitados de faturar e receber regularmente pelos serviços prestados."

E neste trecho da ação judicial que aparece a "ameaça" de interrupção dos trabalhos "Sem a emissão das respectivas notas fiscais, resta comprometida a própria remuneração dessas empresas, circunstância que cria risco concreto de desaceleração, suspensão ou até paralisação de etapas relevantes da implantação do empreendimento”.

E, se houver atraso na conclusão dos trabalhos, a Arauco argumenta que corre o risco de perder por completo o direito ao benefício fiscal, já que a lei que concedeu a redução de imposto vigora somente até junho de 2028.

Se ocorrerem atrasos, alega a Arauco, a própria administração municipal acabaria sendo prejudicada, uma vez que haveria desaceleração do giro econômico do município. E a importância da obra fica evidente que são analisados os dados relativos ao caixa municipal.

Dados oficiais da prefeitura mostram que as receitas de Inocência saltaram de R$ 85 milhões no primeiro semestre do ano passado, quando as obras já haviam começado, para R$ 154 milhões em igual período de 2026. Atualmente, em torno de 14 mil trabalhadores estão diretamente envolvidos na construção da fábrica, que está em seu pico de aividades.

BENEFÍCIOS

Além da isenção parcial de ISS a multinacional também recebeu isenção quase total de ICMS, garantido pelo Governo do Estado, e  de IPTU. Tanto a fábrica quanato as 620 casas que está construindo em uma área de 41 hectares próximo da região urbana de Inocência tem pelo menos cinco anos de isenção total de IPTU. 

As casas, construídas em terreno doado pelo poder público, terão 115 ou 215 metros quadrados de área útil. Para efeito de comparação, as casas construídas pela Suzano em Ribas do Rio Pardo, têm 46 ou 59 metros quadrados.

Para compensar os impactos causados pelo aumento populacional que a construção da fábrica está gerando na região, a empresa firmou acordos com a prefeitura cita na ação judicial que está investindo quase R$ 77 milhões em obras em Inocência.

Entre elas está a ampliação do hospital municipal, de R$ 24,7 milhões;  destinação de bolsas de estudo para cem estudantes ao longo de dez anos, mais R$ 12 milhões e investimento de R$ 11 milhões em prédios das forças policiais e dos bombeiros.

As obras da fábrica tiveram início em julho de 2024, com a terraplanagem na margem esquerda do Rio Sucuriú, a cerca de 50 quilômetros da cidade. No começo do ano passado tiveram início os trabalhos de engenharia para erguer a maior fábrica de celulose em circuito único do mundo, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano. 

A previsão é de que o ramal ferroviário seja concluído antes do final do próximo ano. Se hover atraso dos trabalhos, a fábrica não entrariam em operação, já que toda ela está sendo estruturada para despachar a produção pela ferrovia, que inclusive terá nove quilômetros de trilhos dentro da indústria. 

Além do investimento da ordem de R$ 1 bilhão para instalação dos trilhos, a fabricande celulose investiu mais R$ 1,4 bilhão para compra de 23 locomotivas e aproximadamente 750 vagões, incluindo reservas, para formar sete comboios de 100 vagões cada. A previsão é de que diariamente um comboio com cem vagões saia de Inocência rumo ao porto de Santos todos os dias, inclusive sábados e domingos.

Até agora a prefeitura não se manifestou na ação judicial e a tendência é de que o juiz, antes de conceder o indeferir a liminar peça explicações à administração municipal. 

 

Campo Grande

Pane em transformador provoca queda de energia e apagão de semáforos no centro

Queda de energia elétrica afetou o funcionamento de clínicas médicas, faculdade, comércios e escolas da região

01/10/2026 15h19

Pane em transformador ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (1°)

Pane em transformador ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (1°) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma pane elétrica em um transformador localizado no cruzamento entre a Rua 26 de Agosto e 13 de Maio causou um apagão na rede elétrica e afetou o funcionamento de diversos semáforos da região central de Campo Grande no início da tarde desta quinta-feira (1°).

Conforme moradores da região, a queda de energia ocorreu volta de 12h30 e atingiu diversos pontos entre as ruas Fernando Corrêa da Costa e 7 de Setembro. Além dos cruzamentos, o apagão que já dura mais de 2h também afetou o funcionamento de clínicas médicas, faculdade, comércios e escolas da região.

Ao Correio do Estado, Afonso Assato, de 66 anos, dono de uma clínica pediátrica na 13 de maio destacou que parte das consultas previstas para o período vespertino  tiveram que ser canceladas e remanejadas em razão da falta de energia elétrica.

"Tivemos que remanejar e cancelar várias consultas previstas para o início da tarde, mesmo porque não há motivos para segurar os pacientes aqui, atendemos crianças, destacou o empresário.

Pane em transformador ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (1°)Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado 

O apagão também afetou o funcionamento de postos de gasolina, e parte do comércio das ruas Iria Loureiro Viana e Rui Barbosa.

Ao Correio do Estado, a concessionária de energia destacou não saber as razões que motivaram o apagão em parte da região central, e frisou que equipes trabalham para identificar e solucionar o problema o quanto antes.

Até a publicação desta matéria, não havia estimativa para que o fornecimento de energia fosse restabelecido. 

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