Cidades

Rio de Janeiro

Dez dias após tragédia, ainda há moradores isolados em Teresópolis

Dez dias após tragédia, ainda há moradores isolados em Teresópolis

Agência Brasil

22/01/2011 - 11h15
Continue lendo...

Dez dias depois da enxurrada que arrasou municípios da região serrana do estado do Rio de Janeiro, ainda há pessoas isoladas e que dependem unicamente do transporte aéreo para garantir a sobrevivência. Uma das localidades mais afetadas pelos deslizamentos de terra é Santa Rita, distrito distante cerca de 30 quilômetros do centro de Teresópolis. As estradas de acesso à pequena comunidade foram cobertas por toneladas de lama, pedras e árvores na madrugada do dia 12.

Para as famílias que moram em Santa Rita, a única ligação com Teresópolis são os helicópteros, que conseguem pousar em clareiras trazendo comida, água, remédios e ajudando no resgate de doentes ou feridos. Quando avistam as aeronaves, os moradores abanam e começam a agitar lençóis brancos, na esperança de serem atendidos. Instantes depois dos helicópteros tocarem no solo, a carga é retirada com rapidez. “Nós ficamos sem comida e sem água. Estamos ilhados desde o dia do temporal”, vibrava Sônia Maria Ferreira. “Eles estão salvando nossas vidas”, completava a vizinha Maria Aparecida de Oliveira, mãe de cinco filhos.

Sem perder tempo, as aeronaves decolam, pois nuvens pesadas indicam que mais chuva se aproxima. Em seguida, um dos helicópteros, que decolou com 500 quilos de mantimentos, pousa novamente, desta vez em uma região ainda castigada pela enchente, onde casas que ficavam às margens de um riacho agora estão no meio do curso d´água, formando uma ilha.

Ali também os moradores logo surgem, passando por pontes improvisadas, pois sabem que os helicópteros trazem a garantia de sustento. Do alto é possível ver o porque do isolamento: as estradas que ligam os sítios à cidade continuam intransitáveis. Máquinas e tratores ficam pequenos diante do tamanho dos deslizamentos, indicando que ali ainda serão necessários muitos dias de trabalho incessante para liberar o caminho.

A maior parte das aeronaves decola de um campo de futebol, transformado em base aérea integrada. O comando da operação, que conta com seis helicópteros, é do major da Força Nacional de Segurança Roberto do Canto. Com 23 anos de Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Canto reconhece que esta é a maior missão de sua carreira. “Essa missão, com certeza, é a mais complexa. A maior em termos de tragédia e a que demandou maior concentração de esforços e integração entre vários órgãos. A experiência é muito válida para que a gente possa, cada vez mais, ir aperfeiçoando a forma de atuar, em conjunto, entre inúmeras forças”, afirmou Canto.

Por dia, os seis helicópteros fazem cerca de 120 missões de socorro e resgate. São duas aeronaves do governo de São Paulo, uma do governo do Paraná, uma da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), uma do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e uma da Secretaria de Segurança do estado do Maranhão, que voou doze horas e precisou pousar cinco vezes para reabastecer antes de chegar em Teresópolis.

Meio Ambiente

MPMS cobra ação da prefeitura sobre abandono de nascente

Órgão move ação civil pública condenatória contra o Município para que medidas de restauração e proteção sejam realizadas, mediante multa diária

13/04/2026 08h10

Parque Cônsul Assaf Trad vive abandono e MPMS cobra cuidado com nascente

Parque Cônsul Assaf Trad vive abandono e MPMS cobra cuidado com nascente Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com uma ação civil pública contra o Município de Campo Grande, após encontrar irregularidades ambientais em uma das nascentes que integram a bacia hidrográfica do Córrego Coqueiro e observar suposta inércia do ente público quanto às recomendações realizadas pelo órgão.

De acordo com o documento que detalha os fatos da investigação, a denúncia foi observada a partir do projeto Água para o Futuro, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que consiste na “identificação e localização das nascentes urbanas”, justamente com a ideia de “preservação das nascentes urbanas e recuperação ambiental das que estiverem degradadas”.

Para isso, o órgão contou com a ajuda da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), que ficou encarregada por uma parte da pesquisa de campo do projeto. “O estudo técnico da UEMS gerou, para cada nascente, um parecer técnico, que foi apresentado ao MPMS para apuração e adoção de providências para a preservação das nascentes”, detalha.

Em um dos autos, foi desenvolvido o Parecer Água para o Futuro, do qual caracterizou uma nascente que integra a bacia hidrográfica do Córrego Coqueiro, localizada no Parque Cônsul Assaf Trad, que por sua vez está na Avenida Cônsul Assaf Trad, em Campo Grande.

O documento detalhou que a área apresenta 89,5% de espécies nativas e 10,5% de espécies exóticas. No local, foi instalado marco geodésico – ponto físico materializado no terreno que serve como referência oficial para topografia, engenharia, georreferenciamento de imóveis e mapeamento - e placa indicativa do local da nascente.

Foi constatado que a área de preservação permanente não está cercada e não apresenta vegetação arbórea densa na maior parte do raio de 50 metros, crucial para proteção hídrica, composta por espécies nativas de rápido crescimento e alta tolerância a solos encharcados.

Também foi encontrado espécie de capim braquiária amplamente distribuído ao redor da área de preservação permanente (APP), planta que, como consta no estudo, pode influenciar negativamente na integridade e conservação dos processos ecológicos da APP em caso de proliferação.

Para que o problema fosse solucionado, foi recomendado o plantio de mudas nativas na tentativa de recuperação da área. Contudo, as medidas não teriam sido atendidas pelo Município, fato que originou a ação civil pública do MPMS. 

“O Município de Campo Grande não adotou qualquer providência a fim sanar tais irregularidades, sequer tendo declinado quais medidas levaria a efeito”, pontua a investigação.

Por conta disso, equipes do Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (Daex) do órgão fiscalizador vistoriaram a área em agosto do ano passado, e constataram que, “embora apresente indivíduos arbóreos, a nascente está revestida por gramíneas exóticas e apresenta um ponto de erosão na margem esquerda”.

Então, o MPMS recomendou ao Município que fossem efetuadas as sugestões presentes no documento, além de executar um Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (Prada) no local, em razão da presença desordenada de indivíduos arbóreos e o predomínio de gramíneas exóticas na área de preservação permanente.

Durante a vistoria também foi localizado um fluxo significativo de água adentrando a bacia, por meio de canal escavado, com extensão aproximada de 100 metros, justamente por causa da vegetação no entorno da nascente pontual e do canal ser composta predominantemente por capim braquiária e por indivíduos arbóreos de espécies nativas.

“Orientou, outrossim, que seja alterada a demarcação da nascente para o afloramento pontual localizado nas imediações das coordenadas 20°24’18.85”S e 54°33’45.03”O, e que as áreas de preservação permanente do canal e da bacia de contenção também sejam incluídas no projeto de recuperação”, registra o Daex.

Mesmo com as novas orientações, o Município teria mantido a postura de ignorar as recomendações, o que restou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul notificar a procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz, para que esclarecesse se havia interesse na formalização de termo de ajustamento de conduta (TAC). Porém, a oferta foi negada.

“Em que pese o desinteresse demonstrado pela municipalidade, é inconteste a necessidade de adoção de providências para a prevenção/recuperação de danos, sendo indispensável a apresentação, aprovação e a correta execução de medidas para efetuar remoção da vegetação exótica e a recomposição da vegetação nativa de forma técnica e eficaz”, relata.

“Por óbvio, uma nascente poluída e degradada não pode fornecer água de qualidade, e isso, em um cenário de crise hídrica, demonstra a necessidade da adoção de medidas eficientes no combate à degradação destes recursos”, explica o órgão.

Na ação civil pública, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul requer a concessão da tutela provisória de urgência para que o Município de Campo Grande realize o Prada dentro de seis meses e, após aprovação, executar o projeto. 

Também pede que cerque e mantenha cercada e isolada a área de preservação permanente. Ambas as ações podem resultar em multa diária de R$ 1 mil cada.

Por fim, após a concessão da tutela de urgência, o órgão pede que o responsável seja chamado para que as sentenças sejam definidas e aplicadas, “bem como seja condenado a reparar integralmente os danos ambientais detectados no imóvel e a pagar quantia, referente ao dano moral ambiental coletivo, a ser arbitrado pelo Juízo”.

* Saiba

A microbacia do Córrego Coqueiro em Campo Grande é uma das 11 unidades de gestão hídrica urbana, essencial para a drenagem e abastecimento local, fazendo parte de um sistema de 33 córregos que estruturam a drenagem urbana da Capital.

O córrego é monitorado pelo programa Córrego Limpo, com o objetivo de reverter os danos causados pela ocupação urbana.

Assine o Correio do Estado

DETRAN-MS

Calendário de licenciamento veicular 2026 é alterado; veja novas datas

Calendário de 2026 começa a valer em junho e o prazo final para pagamento é sempre o último dia útil de cada mês

13/04/2026 08h10

Trânsito em Campo Grande

Trânsito em Campo Grande Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), alterou o calendário de licenciamento veicular para o ano de 2026.

Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é o documento anual que comprova o licenciamento do veículo.

O porte do CRLV é obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito sempre que solicitado, seja o documento impresso ou digital (CRLV-e).

Em janeiro, o Governo de MS publicou o calendário de licenciamento 2026, que, até então, era o mesmo de 2025. Mas, nesta segunda-feira (13), alterou as datas. 

Desta vez, os prazos começam em junho, garantindo mais tranquilidade para quem está com o IPVA em dia, no pagamento parcelado. A medida evita possíveis bloqueios na emissão do CRLV-e.

Veja o novo calendário:

* Finais 1, 2 e 3: junho
* Finais 4, 5 e 6: julho
* Finais 7 e 8: agosto
* Final 9: setembro
* Final 0: outubro

Portanto, o calendário de 2026 começa a valer em junho - ao invés de abril - e o prazo final para pagamento é sempre o último dia útil de cada mês.

Em 2026, guias de licenciamento impressas não serão mais enviadas para as residências via Correios. O proprietário do veículo deve emitir a guia pela internet.

CRLV

Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é o documento que comprova o licenciamento do veículo.

O licenciamento é um procedimento anual e obrigatório que autoriza o veículo a circular pelas vias, atestando que o automóvel encontra-se em conformidade com as normas de segurança e ambiental para o setor automotivo.

O porte é obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito sempre que solicitado, seja o documento impresso ou digital (CRLV-e).

Para obter o documento atualizado, é preciso quitar o licenciamento 2026, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e eventuais multas pendentes.

Em relação ao documento físico, o condutor pode imprimir o CRLV em papel sulfite branco (formato A4). A autenticidade é garantida pelo QR Code no documento, que pode ser lido por autoridades de trânsito mesmo sem internet.

Em relação ao documento digital, o CRLV-e está disponível na Carteira Digital de Trânsito (CDT) – CNH Digital, site do Senatran e site do Detran. O documento no celular é aceito legalmente pelas autoridades de trânsito.

O motorista flagrado circulando em ruas e avenidas, com licenciamento atrasado, comete infração gravíssima, leva 7 pontos na carteira, ganha multa de R$ 293,47 e ainda terá o veículo removido ao pátio do Detran.

Dados divulgados pelo Detran-MS, em novembro do ano passado, apontam que 55% dos motoristas quitaram o licenciamento dentro do prazo, enquanto 45% não realizou o pagamento em 2025.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).