Cidades

DOIS MESES

Dinheiro da Cesp ainda não
foi transferido a prefeituras

MPE não finalizou procedimentos de avaliação dos valores, o que atrasa repasses

TAINÁ JARA

04/09/2018 - 07h00
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Os seis municípios de Mato Grosso do Sul beneficiados com recursos de compensação ambiental da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) ainda aguardam os valores  milionários previstos em acordo judicial assinado no início de julho deste ano. A demora é porque o Ministério Público Estadual (MPMS) não terminou o levantamento de valores e Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com as cidades.

São esperados R$ 583 milhões pagos a título de indenização ambiental pelos impactos causados pela construção e funcionamento da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, em Porto Primavera (SP), que faz divisa com cidades sul-mato-grossenses.

De acordo com o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e prefeito de Bataguassu – distante 330 quilômetros de Campo Grande –, Pedro Arlei Caravina, nenhuma das prefeituras recebeu os recursos, pois aguardam a conclusão de trâmites burocráticos no MPMS. “O MP está fazendo a atualização dos cálculos dos valores a serem repassados”, afirmou.

A entidade acompanhou o acordo com a Cesp e vai fiscalizar a aplicação dos recursos pelos municípios.

No acordo, que abrange ações judiciais iniciadas desde 1996, estão contemplados os seguintes municípios: R$ 130 milhões, para Anaurilândia; R$ 70 milhões, para Bataguassu; R$ 39 milhões, para Santa Rita do Pardo; R$ 15,8 milhões, para Três Lagoas e Brasilândia; além de R$ 7,9 milhões, para Batayporã.

Portanto, R$ 262,7 milhões. Outros cerca de R$ 300 milhões são destinados exclusivamente ao governo do Estado.

Os recursos estão depositados na conta única do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e precisam de autorização do juiz para serem repassados.

Prefeito de Anaurilândia – distante 372 quilômetros da Capital –, Edson Takazone (PMDB) desconhece o motivo para o depósito não ter sido efetuado. “Se o dinheiro já estivesse aplicado na nossa conta desde o dia que o acordo foi assinado, já teria rendido R$ 1 milhão em juros”, calcula. O acordo foi assinado no dia 5 de julho deste ano.

Em Santa Rita do Rio Pardo – distante 268 quilômetros da Capital –, a previsão, conforme o prefeito Cacildo Dagno Pereira (PSDB), é investir o recurso na infraestrutura da cidade. “A ideia é melhorar a qualidade de vida da população. Elencamos 38 obras para serem feitas no município com esses recursos”.

Em Batayporã – distante 313 quilômetros da Capital –, as expectativas são mais contidas, não somente pela menor quantidade de dinheiro, mas também pela cautela com que o recurso deve ser aplicado.

Conforme o prefeito Jorge Luiz Takahashi (PMDB), o MPMS, que acompanha o cumprimento do acordo, faz algumas exigências quanto à utilização do repasse, como realização de audiência pública e transparência.

O caso do município é um pouco diferente dos outros, já que não teve áreas alagadas, mas danos ambientais com o assoreamento da margem do Rio Paraná e da chamada Lagoa do Sapo, que devem ser recuperados. “Esse dinheiro já tem destinação praticamente certa”, afirma Takahashi.

BUROCRACIA
De acordo com o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), presidente da comissão criada na Assembleia Legislativa para encaminhar o acordo com a Cesp, o pagamento não ocorreu ainda em razão de entraves burocráticos. “[O pagamento] depende de homologações que precisam ser feitas pelo próprio Poder Judiciário”, sustentou.

Mesmo diante da demora, o deputado garante que não há possibilidade de mudar o que foi acordado, já que a empresa tem urgência em resolver os processos judiciais pendentes para vender a companhia para uma multinacional chinesa. “Para concretizar a venda, é preciso estar com esse passivo resolvido”, ressaltou.

SISTEMA PRISIONAL

Greve nacional pode afetar presídios federais e restringir visitas a partir de segunda

Com estado de greve aprovado, policiais penais federais ameaçam paralisar atividades e reduzir serviços essenciais em todo o país

02/04/2026 12h30

A medida é considerada um indicativo de paralisação iminente e pode resultar na interrupção de atividades em unidades prisionais de todo o país

A medida é considerada um indicativo de paralisação iminente e pode resultar na interrupção de atividades em unidades prisionais de todo o país Gerson Oliveira

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O sistema penitenciário federal pode sofrer impactos diretos já a partir da próxima segunda-feira (6), com a possibilidade de paralisação nacional dos policiais penais federais. A categoria aprovou, por unanimidade, o estado de greve durante assembleia geral realizada nesta semana, elevando o nível de pressão sobre o Governo Federal.

A medida é considerada um indicativo de paralisação iminente e pode resultar na interrupção de atividades em unidades prisionais de todo o país, especialmente diante da falta de avanços nas negociações com o Ministério da Justiça.

De acordo com a deliberação, a mobilização prevê a paralisação total dos setores considerados não essenciais e a suspensão de até 50% das atividades essenciais. Com isso, a rotina dentro dos presídios federais deve sofrer alterações significativas.

Segundo informações iniciais, entre as mudanças previstas está a redução pela metade do tempo de banho de sol dos internos. As visitas familiares e os atendimentos por advogados também devem ser limitados, com restrição a apenas um agendamento por horário. Já os serviços de saúde, como atendimentos médicos e odontológicos, serão mantidos apenas em casos de urgência e emergência.

O movimento ocorre em meio à insatisfação da categoria com a condução do Governo Federal em relação à criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC). Considerado estratégico pelos servidores, o fundo é visto como essencial para garantir investimentos em estrutura, capacitação e valorização profissional.

A crise se intensificou após a exclusão inicial da Polícia Penal Federal das discussões sobre o fundo, o que gerou forte reação interna. Mesmo após uma reunião realizada nesta quarta-feira (1º) no Ministério da Justiça, com participação de representantes da categoria e de outras forças de segurança, não houve avanço nas tratativas.

Segundo lideranças sindicais, o estado de greve funciona como um “alerta máximo” e pode evoluir para uma paralisação mais ampla caso o governo não apresente propostas concretas nos próximos dias.

“O governo só abriu diálogo após pressão intensa, mas segue sem solução. Não aceitaremos tratamento desigual. O estado de greve é um recado claro: ou há ação imediata, ou o sistema pode parar”, afirmou Renan Fonseca, presidente do SINPPF-MS.

A equipe do Correio do Estado entrou em contato com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para pronunciamento. 

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FERIADÃO

Semana Santa: 255 mil veículos vão trafegar pela BR-163/MS

Maior fluxo está previsto para esta quinta-feira (2), com estimativa de 65,6 mil veículos

02/04/2026 12h00

BR-163, em Campo Grande

BR-163, em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Movimento será intenso, nesta Semana Santa, nas estradas que cortam Mato Grosso do Sul.

Quem tem disponibilidade e oportunidade, não perde a chance de curtir o feriadão em outra cidade.

De acordo com a concessionária que administra a rodovia, Motiva Pantanal, a estimativa é que 255,2 mil veículos trafeguem, entre quinta-feira (2) e segunda-feira (6), pelos 845,4 quilômetros da BR-163/MS.

O maior fluxo está previsto para esta quinta-feira (2), com estimativa de 65,6 mil veículos.

Na sexta-feira (3), o horário de pico será entre 8h-10h, com média de 3,6 mil veículos por hora e 44 mil veículos ao longo do dia.

No sábado (4), 37,8 mil veículos são esperados ao longo do dia.

No domingo (5), 52,7 mil automóveis passarão pela rodovia.

Na segunda-feira (6), o horário de pico será entre 14h-17h, com estimativa de 4,2 mil veículos por hora e 54,4 mil veículos circulando pela rodovia ao longo do dia.

Durante os cinco dias de movimento intenso na BR-163, a Motiva Pantanal disponibiliza socorro médico, socorro mecânico, sanitários e água potável 24 horas.

"Mais de 80 viaturas estão à disposição dos usuários, entre elas, ambulâncias-resgate (05 delas unidades móveis de suporte avançado), guinchos pesados, guinchos leves, inspeções de tráfego, caminhões de combate a incêndio e viaturas para apreensão de animais à disposição dos clientes da rodovia", informou a concessionária por meio de nota.

A BR-163 é a rodovia que corta o sul-norte de Mato Grosso do Sul. Possui 845,4 quilômetros de extensão e cruza 21 cidades, sendo elas:

  • Mundo Novo
  • Eldorado
  • Itaquiraí
  • Naviraí
  • Juti
  • Caarapó
  • Dourados
  • Douradina
  • Rio Brilhante
  • Nova Alvorada do Sul
  • Campo Grande
  • Jaraguari
  • Bandeirantes
  • Camapuã
  • São Gabriel do Oeste
  • Rio Verde de Mato Grosso
  • Coxim
  • Sonora
  • Pedro Gomes

ORIENTAÇÕES

  • Se for pegar estrada neste feriado, fique atento as recomendações:
  • Não dirija caso consuma bebida alcoólica
  • Não dirija cansado ou com sono
  • Use cinto de segurança
  • Respeite a sinalização
  • Respeite o limite de velocidade da via
  • Porte documentos oficiais com fotos, como RG, CPF, documento do carro, etc
  • Realize revisão do carro: pneus, limpadores de para-brisa, freios, nível de óleo, bateria, lâmpadas, lanterna e extintor

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