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COMPRA DE ENERGIA

Diretor de Itaipu acredita que acordo com Paraguai sairá em breve

Diretor de Itaipu acredita que acordo com Paraguai sairá em breve

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Representantes do Brasil e do Paraguai estão em negociação para superar o impasse provocado pela falta de um contrato de compra de energia de Itaipu pela Administração Nacional de Eletricidade (Ande), empresa estatal do país vizinho, e pela Eletrobras. Em razão da inexistência de um contrato, a Itaipu Binacional está impedida de emitir faturas desde fevereiro deste ano, fato nunca ocorrido desde que a empresa começou a funcionar em 1984.

Nomeado há cerca de seis meses para o cargo de diretor-geral da Itaipu, no lado brasileiro, Joaquim Silva e Luna disse esperar que as duas partes cheguem logo a um acordo. “Quanto mais cedo for resolvido esse problema de contratação, a gente saneará a parte financeira”. As negociações estão sendo feitas em nível técnico pela Ande e pela Eletrobras e no âmbito político pelos ministérios de Relações Exteriores e das Minas e Energia dos dois países.

Apesar dos transtornos causados pela falta de contratação de energia, o diretor-geral da parte brasileira da Itaipu afirmou que até o momento a empresa não deixou de honrar nenhum compromisso em relação a royalties, contratos, convênios e financiamentos de projetos de desenvolvimento. Os compromissos estão sendo pagos por enquanto com recursos de outras operações financeiras e com ajustes de cronogramas de pagamentos.

“Claro que, se ficar assim até o final do ano, a empresa será afetada”, disse Silva e Luna. “Algum compromisso nosso deixaria de ser honrado”. No entanto, ele destacou que Brasil e Paraguai “são dois países soberanos, convivem em harmonia, querem fortalecer seus laços de confiança”, e devem resolver esse impasse em breve.

A solução, segundo o diretor-geral, não só garante os pagamento a curto prazo como também prepara o terreno para uma solução permanente em 2023, quando o Tratado de Itaipu completará 50 anos. Em 2023, o Anexo C do tratado, que trata da parte financeira do acordo, será revisado por brasileiros e paraguaios. A revisão prevê a atualização das bases para a comercialização de energia de Itaipu.

Gestão

Desde que assumiu o comando da parte brasileira de Itaipu, Silva e Luna afirmou que deu início a uma reestruturação da empresa a partir de uma política de austeridade e de respeito aos princípios da boa administração pública.

As principais mudanças ocorreram em relação ao uso dos recursos da empresa. Verbas relativas a patrocínios e convênios sem foco na finalidade da binacional foram realocadas para obras que priorizam a estrutura do empreendimento. Exemplo disso foi a construção da Ponte de Integração Brasil-Paraguai, obra já iniciada, e que exigirá o investimento de R$ 463 milhões. Esse projeto, de acordo com o presidente da Itaipu, pelo lado brasileiro, propiciará um “novo ciclo econômico” à região fronteiriça do Brasil e do Paraguai.

De acordo com o diretor-geral, os recursos anteriormente destinados a patrocínios e convênios considerados inadequados pela atual administração também serão redirecionados para o Hospital Ministro Costa Cavalcanti. Para essa unidade hospitalar, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), serão destinados cerca de R$ 64 milhões, que cobrirão obras de ampliação e modernização da unidade.

Silva e Luna também destacou convênio assinado com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), por meio do qual a Itaipu Binacional se comprometeu a aplicar R$ 15,5 milhões em duas melhorias. Uma delas é a duplicação dos 800 metros da via que liga o aeroporto à Rodovia das Cataratas (BR-469). Outra é a construção de um pátio de manobras de 19 mil metros quadrados, que permitirá a ampliação em 40% da pista do aeroporto.

Também estão previstas ações no aeroporto para atender a requisitos de sustentabilidade, como a geração de energia por painel fotovoltaico, a gestão dos resíduos sólidos, a captação da água e a implantação de um eletroposto, entre outras.

A Itaipu é líder mundial na geração de energia limpa e renovável. A usina tem 20 unidades geradoras e 14 mil megawatts de potência instalada. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

"Figura Carimbada"

PF prende dois policiais civis envolvidos em esquema de contrabando

Policial civil que atua na delegacia de Sidrolândia, preso em outras operações, agora vira alvo por supostamente facilitar a entrada de mercadorias contrabandeadas no país

18/03/2026 10h48

O policial civil Célio Rodrigues Monteiro, o

O policial civil Célio Rodrigues Monteiro, o "Manga Rosa", já foi alvo de outras investigações e voltou a aparecer em nova operação da PF Imagem Divulgação

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A Polícia Federal (PF) prendeu os policiais civis Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”, e Edivaldo Quevedo da Fonseca, durante operação contra um esquema de entrada de produtos contrabandeados do Paraguai no Estado.

Célio Rodrigues Monteiro atua na Delegacia de Sidrolândia, para onde os agentes da PF se deslocaram. Além disso, a casa dele, no bairro Pioneiros, foi alvo de busca e apreensão.

Célio Monteiro é figura conhecida e já apareceu em outras operações policiais que investigaram lavagem de dinheiro e associação com o tráfico de drogas, como as operações Omertà, em 2020, e Snow, em 2024.

Edivaldo Quevedo da Fonseca, em dezembro de 2024, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o carro cheio de mercadorias do Paraguai sem qualquer documentação.

Após a prisão, Edivaldo, vinculado à 5ª Delegacia de Polícia Civil, recebeu liberdade em 2025, mas assumiu o compromisso de comparecer à Justiça Federal, confirmar endereço fixo e informar o local de trabalho.

Investigações

Após a terceira fase da Operação Omertà, ligada ao jogo do bicho, e outros desdobramentos,  a investigação caminhou por um esquema de propina para ocultar provas de um homicídio. 

O que levou ao afastamento de Célio Rodrigues Monteiro, o Manga Rosa, em 23 de julho de 2020, conforme publicação no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

Na época, Célio era investigado por possível atuação na ocultação de provas da morte do policial militar aposentado Ilson Figueiredo.

Segundo levantamento feito pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados seriam chefiados por Jamil Name e Jamil Name Filho.

O esquema incluía propina de R$ 100 mil para o delegado da Polícia Civil Márcio Shiro Obara, que também chegou a ser afastado de suas funções e terminou posteriormente inocentado das acusações.

Em 2023, a Justiça absolveu Márcio Rios e Célio Rodrigues Monteiro no âmbito do crime de lavagem de dinheiro.

Apontados no esquema de milícia armada como “lideranças”, Fahd Jamil, conhecido como “Rei da Fronteira”, Flávio Correia Jamil Georges e Jamil Name Filho, que respondiam por obstrução de Justiça, também foram absolvidos.

Na decisão proferida pelo juiz Roberto Ferreira Filho, em 16 de fevereiro de 2023, todas as medidas cautelares contra o policial civil Célio Rodrigues Monteiro foram retiradas.

Figura conhecida

Em 2024, durante a Operação Snow, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Célio foi alvo de busca e apreensão em investigação que apurava um esquema de tráfico de cocaína com participação de agentes de segurança pública. Entretanto, em nenhuma dessas operações o policial foi condenado.

Com a operação deflagrada nesta quarta-feira (18), esta é a terceira vez que o policial civil se torna alvo de investigação.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que informou, por meio de nota, que acompanha a investigação e adiantou que não compactua com desvios de conduta por parte de servidores.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) informa que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Iscariotes, por meio das corregedorias das instituições estaduais de segurança pública.

A Sejusp ressalta que não compactua com quaisquer desvios de conduta por parte de seus servidores, adotando postura de rigor e transparência na apuração dos fatos.

Destaca, ainda, que serão instaurados os competentes Processos Administrativos Disciplinares para a apuração individual de eventuais responsabilidades, e tomará medidas cabíveis necessárias ao longo de toda apuração.

A Secretaria reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a integridade no serviço público”.

Entenda

Operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (18), que interditou o entorno do Camelódromo de Campo Grande, revelou a participação de agentes de segurança pública que facilitavam a entrada de mercadorias contrabandeadas no Estado.

A Operação Iscariotes é um desdobramento que ocorre simultaneamente em outras capitais e investiga crimes de descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.

A ação ocorre após investigação que indicou a atuação estruturada de um grupo criminoso especializado em facilitar a entrada de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado por meio de um esquema de importação fraudulenta.

Ainda conforme o levantamento, o grupo trazia as mercadorias sem qualquer documentação ou regularização necessária para o controle aduaneiro.

Após a entrada irregular no país, os produtos eram distribuídos em Campo Grande e o restante seguia para outras unidades da federação, tendo como principal destino Minas Gerais (MG), em entregas fracionadas misturadas a outras cargas ilícitas.

O trabalho de inteligência revelou que o grupo utilizava veículos modificados com compartimentos ocultos para ludibriar fiscalizações e facilitar o transporte e a distribuição das mercadorias ilícitas.

Também foram identificadas diversas condutas voltadas à ocultação e à dissimulação da origem criminosa dos valores obtidos com a atividade ilegal.

Participam da ação a Polícia Federal e a Receita Federal, por intermédio da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul (Delefaz/MS), com apoio da Receita Federal do Brasil.

 

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Oportunidades

Pelo terceiro dia consecutivo, Funsat oferece mais 1.200 vagas de emprego

São ofertadas vagas para 116 funções, incluindo vagas para pessoas com deficiência e que não necessitam de experiência prévia

18/03/2026 10h30

Funsat oferece 1.229 vagas de empregos nesta quarta-feira, em Campo Grande

Funsat oferece 1.229 vagas de empregos nesta quarta-feira, em Campo Grande Divulgação

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Campo Grande amanheceu nesta quarta-feira (18), com mais oportunidades de empregos oferecidas pela Funsat (Fundação Social do Trabalho). Com 1.229 vagas de empregos abertas, dispostas em 116 funções distintas, a Agência de Empregos realiza atendimento presencial, nas suas unidades. 

As vagas de “perfil aberto” reservadas para quem não possui uma experiência prévia, conta com 61 funções disponíveis e incluem oportunidades nas áreas de produção, atendimento, comércio e construção civil, podendo realizar o treinamento no próprio ambiente de trabalho. 

Para quem já possui alguma experiência nas áreas como comércio, serviços e logística, foram destinadas 430 vagas e o cadastro atualizado no Sistema Nacional de Emprego (Sine) é pré-requisito nesse caso. 

Já pessoas com deficiência (PCD) que estão à procura de emprego, a semana reserva uma programação especial. Na sexta-feira (20) a Funsat realizará mais uma edição do Emprega CG, com foco em recrutar para a função de auxiliar administrativo. 

O atendimento acontecerá no período matutino, das 8h às 11h, na sede da Fundação. O único requisito informado para concorrer a vaga é o Ensino Médio Completo. 

Aos interessados nas vagas, podem buscar por atendimento presencial nas unidades da Funsat, na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, ou na Rua Anacá, 699, nas Moreninhas, das 7h às 13h.
 

          

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