Cidades

ELEIÇÕES 2026

Disputa por vaga na Assembleia de MS cai 35%

Estado terá 251 concorrentes às 24 cadeiras da Assembleia Legislativa neste ano, contra 389 registrados nas eleições de 2022

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Mato Grosso do Sul terá uma disputa menor pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. Encerrado o prazo para registro das candidaturas, 251 nomes foram apresentados para concorrer a deputado estadual, número 35,5% menor que o registrado no pleito de 2022, quando 389 candidatos entraram na corrida por uma vaga no Legislativo estadual. 

Na prática, são 138 candidatos a menos em quatro anos. Em 2022, havia cerca de 16 interessados para cada cadeira da Assembleia. Neste ano, a relação caiu para pouco mais de dez concorrentes por vaga. 

Ainda assim, o número ficou bem abaixo do observado na eleição anterior. A redução também ocorreu na corrida pelas oito cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados, embora em proporção menor. São 122 candidatos a deputado federal em 2026, ante 156 nas eleições de 2022. A diferença é de 34 nomes, equivalente a uma queda de quase 22%. A concorrência passou de aproximadamente 19 para 15 candidatos por vaga. 

Somadas, as duas eleições proporcionais têm 373 candidatos neste ano, sendo 251 para deputado estadual e 122 para deputado federal. 

NOMINATAS

PL e Avante apresentam os maiores números, com 25 candidatos a deputado estadual cada. Na sequência aparecem a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, a Federação PSDB-Cidadania e o Republicanos, todos com 24 nomes.

A Federação União Progressista, que reúne PP e União Brasil, registrou 23 candidatos; o Novo, 22; MDB, 19; Democracia Cristã (DC), 18; Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, 17; PDT, 16; Federação PSOL-Rede, dez; e PCO, quatro.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, os 122 candidatos estão distribuídos entre 19 partidos. Republicanos, PDT, MDB, PL, DC, Novo e PSDB estão entre as legendas que chegaram a nove candidatos na disputa federal.

Considerando todos os cargos em disputa em Mato Grosso do Sul, o DivulgaCand contabilizou 419 registros após o encerramento do prazo para apresentação das candidaturas.

São oito candidatos a governador, oito a vice-governador, dez ao Senado, dez primeiros suplentes e dez segundos suplentes, além dos 122 candidatos a deputado federal e 251 a deputado estadual.

O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem os pedidos de registro terminou no sábado (15). Como os pedidos ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral, os números podem sofrer alterações ao longo do processo de julgamento das candidaturas.

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Novo lar

TJMS oferece curso para adoção tardia

Iniciativa busca ampliar as possibilidades de adoção e oferece preparação para pessoas interessadas em acolher crianças e grupos de irmãos

09/09/2026 11h40

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Encontrar uma família para crianças maiores, adolescentes e grupos de irmãos é um dos desafios da adoção. Para ampliar essas possibilidades, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) mantém o Programa Aproximando Vidas, que apresenta, por meio de uma plataforma on-line, perfis de crianças e adolescentes aptos para adoção a pessoas interessadas em formar uma família.

A iniciativa também oferece preparação aos pretendentes. Entre 1º de outubro e 30 de novembro, será realizado o curso remoto “Preparação à Adoção: Nasce uma Família”, promovido pela Escola Judicial de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS), em parceria com a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJMS.

As inscrições estarão abertas de 16 a 27 de setembro. Com duração de 60 dias, o curso terá oito turmas e será dividido em sete módulos, com videoaulas, materiais de leitura, atividades interativas, fóruns de discussão e questionários avaliativos. Magistrados e servidores do Judiciário sul-mato-grossense atuarão como formadores e tutores.

A importância da preparação e da abertura para a adoção tardia aparece na história de Ana Beatriz, de 33 anos, e Marcos, de 30. Em abril de 2024, o casal passou a viver com duas irmãs de Paranaíba, então com 11 e 12 anos. Hoje, as meninas moram com eles no Pará.

Inicialmente, o casal havia indicado preferência por crianças de até sete anos, mas também demonstrou disposição para acolher uma criança maior. 

As irmãs estavam na chamada busca ativa, estratégia usada para encontrar famílias para crianças e adolescentes que enfrentam mais dificuldades de adoção, especialmente por causa da idade ou por pertencerem a um grupo de irmãos.

A aproximação começou por chamadas de vídeo e durou cerca de um mês, até o primeiro encontro presencial. Depois, veio a adaptação a uma nova casa, estado, escola, rotina e regras. As meninas também apresentavam dificuldades para dormir e acordavam várias 
vezes durante a madrugada.

“A gente teve que ir passinho por passinho, evoluindo junto com elas”, relata Ana Beatriz.

Para o casal, o vínculo foi construído gradualmente. “Quando a gente entende que a adoção não é sobre o que eu quero, mas sobre o que eles precisam, a visão muda”, afirma.

A família também descobriu que a adoção tardia não significa perder as primeiras experiências. As irmãs tiveram, ao lado dos pais, a primeira ida à praia, o primeiro passeio a um parque aquático, a primeira reunião escolar e o primeiro Dia das Mães e dos Pais na escola.

“Muitas pessoas têm medo porque não vivem as primeiras vezes, mas nós vivemos muitas primeiras vezes com elas”, diz Ana Beatriz.

A experiência ajudou a desconstruir o mito de que crianças maiores não conseguem criar vínculos. Para Ana Beatriz, elas desejam amar e ser amadas, mas precisam de tempo, segurança e adultos dispostos a permanecer.

“O amor na adoção nasce de fora para dentro. Você decide amar, depois você sente. Então você ama por decisão, depois você ama por sentimento”, explica.

A história das irmãs mostra que a adoção tardia não apaga o passado nem elimina os desafios, mas pode abrir espaço para uma nova trajetória, construída com cuidado, presença e afeto.

INTERRUPÇÃO

Ponte do Rio Paraguai volta a ficar interditada neste fim de semana

As obras de reestruturação estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego

09/09/2026 11h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas Divulgação: Agesul

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A ponte sobre o rio Paraguai, na BR-262, será novamente interditada no próximo fim de semana, entre às 17h de sábado (12) e às 12h de domingo (13), em razão das obras de recuperação da estrutura. A interdição será realizada somente nesse período, de acordo com o Governo do Estado. 

A recomendação é que os motoristas programem suas viagens com antecedência e considerem o período de interdição ao planejarem o deslocamento pela região.

As obras envolvem a recuperação estrutural da ponte, as quais são executadas pela Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com investimento superior a R$ 11,7 milhões. 

Os trabalhos estão na etapa de concretagem da laje, que exige interrupções temporárias do tráfego para garantir a segurança dos usuários e as condições necessárias para a execução dos serviços.

O tráfego na ponte opera em meia pista, em sistema de pare e siga, desde o início das intervenções na estrutura.

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