Cidades

Dívida de Jogo

Dívida de R$ 30 mil em jogo de sinuca pode estar por trás de execução em MS

Polícia investiga se aposta feita no Paraná tem relação com a morte de Willian Souza, de 22 anos; atirador entrou de capacete em bar, disparou contra a vítima e fugiu em uma motocicleta

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Uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil, que teria surgido após uma aposta em uma partida de sinuca no Paraná, é uma das linhas de investigação sobre a execução de Willian Souza, de 22 anos, morto a tiros dentro de um bar na região central de Mundo Novo, no sul de Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu na noite desta quarta-feira (5), e o autor continua sendo procurado.

Conforme informações repassadas pela policia, o criminoso chegou ao estabelecimento pilotando uma motocicleta, possivelmente de origem paraguaia, e estacionou em frente ao comércio, localizado na Avenida Brasil.

Ainda usando capacete, o homem entrou no bar e caminhou em direção a Willian. Sem iniciar qualquer discussão ou dizer algo à vítima, sacou uma arma e efetuou os disparos. Willian foi atingido na região da cabeça e do pescoço.

Na sequência, o atirador deixou o estabelecimento, retornou à motocicleta e fugiu. Equipes de segurança foram acionadas, mas, devido à gravidade dos ferimentos, o jovem morreu no local antes que pudesse receber atendimento médico.

Policiais militares e civis realizaram buscas pela região, porém, até o momento, o responsável pelo homicídio não havia sido localizado.

Imagens registradas por câmeras de segurança instaladas nas proximidades deverão ser analisadas pelos investigadores na tentativa de identificar o autor e reconstruir o trajeto utilizado durante a fuga.

Aposta de sinuca é investigada

Entre as hipóteses apuradas pela Polícia Civil está uma possível desavença relacionada a uma aposta em um jogo de sinuca realizado em Toledo, no Paraná, município localizado a cerca de 115 quilômetros de Mundo Novo.

As informações preliminares apontam que a aposta teria envolvido aproximadamente R$ 31 mil e resultado em uma dívida próxima de R$ 30 mil. A polícia busca esclarecer se a cobrança desse valor possui relação direta com a execução.

Um vídeo que circula pelas redes sociais também passou a integrar o contexto investigado. Nas imagens, aparece um homem que se identifica como “Catrina”, apontado nas informações que chegaram aos investigadores como uma das pessoas envolvidas na suposta disputa financeira.

A existência da dívida e, principalmente, sua eventual ligação com o assassinato ainda são investigadas. A Polícia Civil trabalha para estabelecer a dinâmica dos acontecimentos anteriores ao crime e identificar quem teria interesse na morte de Willian.

Disparos dois dias antes

Outra situação ocorrida poucos dias antes do homicídio também chamou a atenção dos investigadores.

De acordo com o delegado de Mundo Novo, dois dias antes de ser morto, Willian teria efetuado disparos de arma de fogo em frente a um estabelecimento comercial da cidade. A ação teria ocorrido como forma de ameaça contra uma pessoa.

A Polícia Civil agora apura se esse episódio possui alguma conexão com a execução ou se trata de um fato independente.

A maneira como o homicídio foi cometido também é considerada na investigação. O autor teria chegado diretamente ao local onde Willian estava, mantido o capacete durante toda a ação e realizado os disparos sem qualquer discussão aparente antes de fugir.

As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime, identificar o atirador e verificar se outras pessoas participaram do planejamento ou da execução do homicídio.

Nova Bahia

Ministério Público vai à Justiça por regularização em centro de saúde

Sentença obriga a Prefeitura de Campo Grande a corrigir as falhas estruturais, sanitárias e de atendimento da unidade

06/08/2026 17h20

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça Foto: Divulgação / MPMS

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Diante da persistência de irregularidades no Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Nova Bahia, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça o cumprimento da sentença que obriga a Prefeitura de Campo Grande a corrigir as falhas estruturais, sanitárias e de atendimento da unidade.

O órgão também requer a aplicação de multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 20 milhões, caso as determinações judiciais sigam descumpridas.

O pedido foi protocolado após o MPMS constatar que, mesmo com decisão judicial definitiva em vigor desde junho de 2022, diversos problemas permanecem sem solução.

A ação busca garantir o cumprimento integral das obrigações impostas ao município, o que inclui a adequação da estrutura física da unidade, disponibilização de equipamentos obrigatórios, a regularização das escalas médicas e a correção das irregularidades sanitárias.

A atuação do Ministério Público teve início após a instauração de procedimento para investigar deficiências no funcionamento do CRS. Em 2016, o órgão ajuizou uma Ação Civil Pública para exigir melhorias na unidade de saúde.

Após a produção de provas, a Justiça determinou que o município equipasse adequadamente o centro de saúde, mantivesse escalas regulares de profissionais e sanasse as falhas sanitárias identificadas durante as fiscalizações.

Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) ampliou as obrigações ao dar provimento ao recurso do MPMS e determinou a realização de manutenções preventivas e corretivas nos equipamentos e a regularização das escalas de médicos clínicos gerais e pediatras. A decisão transitou em julgado em junho de 2022.

Mesmo após o encerramento da fase de conhecimento do processo, o ministério público seguiu o caso por meio de inquérito civil, diligências, reuniões técnicas, notificações e inspeções realizadas por órgãos especializados.

As fiscalizações mais recentes apontaram que diversas irregularidades persistem na unidade. Relatórios do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), da Assessoria Técnico-Pericial do MPMS e do Conselho Municipal de Saúde registraram falta de medicamentos essenciais, insuficiência de equipamentos, déficit de profissionais, falhas na climatização dos ambientes, dificuldades para realização de exames e problemas estruturais que comprometem o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as principais falhas identificadas estão a existência de apenas um monitor multiparamétrico em funcionamento para atender três leitos de emergência, ausência de medicamentos básicos para suporte à vida, insuficiência de exames considerados essenciais, falta de comprovação da presença de pediatras em parte das escalas médicas, além de problemas em equipamentos e inadequações nas áreas de atendimento e de descanso dos profissionais.

Diante desse cenário, o Ministério Público concluiu que o município não cumpriu integralmente as determinações judiciais e ingressou com pedido de execução da sentença.

O órgão requer que a Prefeitura comprove a adoção de todas as medidas determinadas pela Justiça, o que  inclui a disponibilização dos equipamentos previstos nas normas do Ministério da Saúde, a regularização do quadro de profissionais e a adequação sanitária da unidade.

Além do cumprimento das obrigações, o MPMS pede a aplicação da multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 20 milhões, e a adoção de medidas coercitivas para assegurar a efetividade da decisão judicial.

Para o Ministério Público, a permanência das irregularidades após anos de fiscalização demonstra a necessidade de uma intervenção judicial mais rigorosa para garantir que as determinações sejam efetivamente cumpridas e que a população atendida pelo SUS tenha acesso a serviços de saúde dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.

Risco á Saúde Pública

Resíduos de saúde são encontrados a céu aberto e Prefeitura apura descarte em MS

Tubos usados para coleta, alguns com material avermelhado, foram encontrados às margens de acesso à região das Cascalheiras; município afirma que resíduos teriam sido retirados de local de descarte correto e abandonados irregularmente.

06/08/2026 17h17

Materiais utilizados em procedimentos de saúde foram encontrados descartados a céu aberto em área de Três Lagoas.

Materiais utilizados em procedimentos de saúde foram encontrados descartados a céu aberto em área de Três Lagoas. Foto: Divulgação

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Dezenas de materiais com características de resíduos de serviços de saúde foram encontrados descartados irregularmente em uma área aberta de Três Lagoas, nesta quarta-feira (5). Entre os objetos estavam tubos utilizados para coleta de sangue, alguns contendo vestígios de uma substância avermelhada, além de sacos e outros materiais espalhados diretamente sobre o solo.

A situação foi denunciada por um morador, que registrou imagens do material e as encaminhou aos meios de comunicação da cidade. O descarte ocorreu às margens de uma via que dá acesso à região conhecida como Cascalheiras, nas proximidades de áreas de rio e do setor industrial do município.

Nas imagens, é possível observar uma grande quantidade de tubos com tampas vermelhas e outros resíduos concentrados em meio à vegetação e ao lixo. Pela fotografia, no entanto, não é possível determinar a procedência dos materiais nem confirmar o conteúdo existente nos recipientes.

Diante da denúncia, o Correio do Estado procurou a Prefeitura de Três Lagoas para saber se o município tinha conhecimento do caso, quais providências haviam sido adotadas e se havia sido possível identificar a origem dos resíduos.

Prefeitura diz que material teria sido retirado de descarte regular

Em resposta, a Prefeitura informou que a secretaria responsável foi comunicada sobre o caso e que foram adotadas as providências consideradas necessárias.

Conforme explicação posteriormente repassada ao Correio do Estado, a administração municipal ainda não conseguiu identificar de onde vieram os objetos encontrados na área.

A informação recebida pelo município é de que o material teria sido inicialmente descartado de maneira adequada por alguma unidade de saúde e, posteriormente, retirado do local por terceiros e abandonado irregularmente na região.

“Não sabem porque esse material foi roubado do descarte correto. Algum postinho descartou corretamente e algum bandido passou lá, pegou esse material e fez esse descarte incorreto”, informou o gabinete, ao ser questionado pela reportagem sobre a procedência dos resíduos.

Apesar dessa informação, não foi apontada qual unidade de saúde teria realizado o descarte original nem quem teria retirado o material, de modo que a origem exata dos objetos permanece desconhecida.

A Prefeitura acrescentou que a equipe da Saúde recebeu orientações para providenciar novamente a destinação adequada dos resíduos encontrados.

Município alerta para risco à saúde e ao meio ambiente

Em nota encaminhada à reportagem, a Prefeitura ressaltou que o descarte irregular de resíduos provenientes de hospitais, laboratórios e outros serviços de saúde pode representar risco tanto à população quanto ao meio ambiente.

“A Prefeitura de Três Lagoas alerta que o descarte irregular de resíduos provenientes de hospitais, laboratórios e demais serviços de saúde representa risco à saúde pública e ao meio ambiente. Esses materiais devem receber destinação adequada, conforme a legislação vigente, por empresas especializadas.”

O município também orientou que situações semelhantes sejam denunciadas pelos canais oficiais da administração municipal para que os órgãos responsáveis possam adotar as medidas cabíveis.

“Sobre a matéria em questão, a secretaria foi informada e tomou as medidas corretas e cabíveis”, completou a Prefeitura.

Até o momento, não há informação sobre a identificação de quem retirou e abandonou os materiais na área, nem sobre eventual responsabilização pelo descarte irregular.

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