Cidades

Em Campo Grande

Dívidas de energia podem ter até 98% de desconto em mutirão

Atendimento começa nesta segunda-feira (5), no Jardim Los Angeles, e permite parcelamento dos débitos em até 36 vezes

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Moradores de Campo Grande com contas de energia em atraso poderão negociar as dívidas com descontos de até 98% a partir desta segunda-feira (5). O mutirão será realizado até sexta-feira (9), das 8h às 12h, no CRAS Los Angeles – Messias da Silva, na Rua Arthur Pires, 885, no Jardim Los Angeles.

Além do desconto, os débitos poderão ser parcelados em até 36 vezes, conforme a situação de cada consumidor. Durante o atendimento, será possível consultar os valores em aberto e verificar as condições disponíveis para regularização.

Segundo o gerente comercial da Energisa Mato Grosso do Sul, Guilherme Paraná, a realização do mutirão nos bairros busca aproximar o atendimento dos consumidores que precisam regularizar os débitos.

“Estamos levando essa oportunidade de negociação diretamente aos bairros, para facilitar o acesso da população ao atendimento. As condições de negociação variam conforme a situação do cliente e o tamanho da dívida, e nossa equipe está preparada para ouvir e buscar uma condição de pagamento que caiba no orçamento de cada família”, afirmou.

Paraná também orienta os moradores da região a procurarem a equipe durante o período do mutirão. “O nosso objetivo é ajudar as pessoas a regularizarem suas contas de forma tranquila, evitando que a dívida aumente e trazendo mais segurança e tranquilidade para o futuro”, disse.

As condições de negociação variam de acordo com o perfil da dívida e a situação de cada cliente. A ação é realizada pela Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul.

Quem não puder comparecer ao mutirão também poderá consultar as opções de negociação pelos canais digitais da empresa. O atendimento é realizado pelo WhatsApp da Energisa, por meio da assistente virtual Gisa, no número (67) 99980-0698.

ELEIÇÕES 2026

Detran-MS garante vida longa na política à ex-diretores

Dagoberto Nogueira e Gerson Claro comandaram a autarquia antes de chegar ao Legislativo; veterano conquistou o quinto mandato na Câmara, enquanto presidente da Alems chegou a ensaiar candidatura ao Senado

05/10/2026 11h45

Ex-diretores-presidentes do Detran-MS, Dagoberto Nogueira e Gerson Claro renovaram os mandatos nas eleições deste ano

Ex-diretores-presidentes do Detran-MS, Dagoberto Nogueira e Gerson Claro renovaram os mandatos nas eleições deste ano Divulgação

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Com pontos de atendimento espalhados pelos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) tem em sua história dois ex-diretores-presidentes que, depois de comandarem a autarquia, construíram carreiras longevas na política estadual. Dagoberto Nogueira (PP) e Gerson Claro (PP) passaram pelo órgão em épocas distintas e, nas eleições deste ano, renovaram seus mandatos no Legislativo.

O caso mais longevo é o de Dagoberto. Aos 71 anos, o parlamentar acaba de garantir mais quatro anos na Câmara dos Deputados. Ele foi reeleito no domingo (4), com 56.217 votos, e chegará, em 2027, ao quinto mandato como deputado federal por Mato Grosso do Sul.

A ligação de Dagoberto com o Detran-MS, porém, começou muito antes de sua chegada a Brasília. Servidor concursado, ele ingressou como procurador da autarquia e, durante o primeiro governo de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, assumiu a direção-presidência do departamento.

Dagoberto comandou o Detran-MS entre 1999 e 2002. Foi justamente ao deixar o posto que conquistou seu primeiro mandato eletivo, elegendo-se deputado estadual em 2002, com 22.017 votos.

A passagem pelo governo Zeca não ficou restrita ao Detran. Depois da eleição para a Assembleia Legislativa, Dagoberto foi chamado para comandar a Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Também ocupou a Secretaria de Produção e Turismo e, anteriormente, no governo de Marcelo Miranda, havia exercido funções na Casa Civil e na Secretaria de Justiça, Trabalho e Ação Social.

Em 2004, tentou chegar à Prefeitura de Campo Grande, mas não venceu a disputa. Dois anos depois, em 2006, conquistou pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados, com 97.803 votos.

Desde então, entre vitórias, derrotas eleitorais e mudanças partidárias, manteve-se como um dos nomes conhecidos da política sul-mato-grossense. Foi deputado federal de 2007 a 2011 e retornou à Câmara em 2015. Depois disso, conseguiu reeleições sucessivas em 2018, 2022 e agora em 2026.

A trajetória também foi marcada por mudanças de legenda. Durante boa parte da carreira, Dagoberto esteve no PDT. Em 2022, migrou para o PSDB e, neste ano, deixou os tucanos para ingressar no PP, partido pelo qual conquistou o novo mandato.

Gerson Claro

Mais recente na política eleitoral, Gerson Claro percorreu um caminho que também passa pela presidência do Detran-MS.

Professor, historiador e advogado, Claro atuou ainda na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), onde teve contato direto com as administrações municipais. Em 2015, no primeiro governo de Reinaldo Azambuja, foi nomeado diretor-presidente do Detran-MS.

Permaneceu à frente da autarquia até entrar definitivamente na disputa eleitoral. Em 2018, foi eleito deputado estadual pela primeira vez, com 16.374 votos. Quatro anos depois, em 2022, ampliou sua votação para 25.839 votos e conquistou o segundo mandato.

O crescimento político foi acompanhado pela ascensão dentro da própria Assembleia Legislativa. Em 2023, Gerson foi eleito presidente da Casa com 23 dos 24 votos possíveis, tornando-se um dos principais integrantes da base política que sustenta o governo estadual.

A projeção fez com que seu nome ultrapassasse, inclusive, os limites da disputa por uma cadeira na Assembleia. Ao longo de 2025, Gerson passou a ser apontado como possível candidato ao Senado em 2026 e reuniu apoio de deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

A candidatura, porém, esbarrou nas composições partidárias para a eleição deste ano. Em fevereiro, o próprio Gerson anunciou que abriria mão da tentativa de chegar ao Senado para acompanhar a decisão de seu grupo político e disputar novamente uma cadeira de deputado estadual. Posteriormente, o PP definiu que não lançaria candidato próprio ao Senado e apoiaria Reinaldo Azambuja.

Gerson voltou, então, à disputa pela Assembleia Legislativa e garantiu novo mandato nas urnas neste domingo. Com isso, chegará em 2027 à terceira legislatura consecutiva.

Apesar das diferenças de geração e de trajetória, Dagoberto e Gerson têm em comum um posto estratégico ocupado antes da consolidação eleitoral: o comando do Detran-MS.

Criado em 1979 e transformado em autarquia em 1985, o departamento é responsável pelos serviços relacionados a veículos e condutores e possui pontos de atendimento nas 79 cidades sul-mato-grossenses. A presença em todo o território estadual dá à instituição uma capilaridade incomum na estrutura pública de Mato Grosso do Sul.

Décadas separam as duas gestões, Dagoberto comandou o órgão de 1999 a 2002 e Gerson assumiu em 2015, mas ambos deixaram o Detran para, pouco depois, conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Agora, mais de duas décadas depois de sua primeira eleição, Dagoberto inicia o caminho para o quinto mandato na Câmara dos Deputados. Gerson, por sua vez, chega ao terceiro mandato estadual depois de ter seu nome colocado na mesa para uma disputa ao Senado.

Decisão Judicial

Acusado de matar jovem em emboscada é condenado a 17 anos de prisão

Segundo o MPMS, crime foi motivado por ciúmes e ocorreu após o fim do relacionamento do réu com uma amiga da vítima

05/10/2026 11h40

Divulgação: MPMS

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O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou a 17 anos de prisão, um homem acusado de feminicídio contra uma jovem baleada nas costas em 2024. A pena deve ser cumprida de forma imediata, e o condenado terá de pagar R$ 10 mil de reparação mínima à família da vítima, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS teve sua tese acolhida pelo Conselho de Sentença e e reconheceu as três qualificadoras da denúncia, motivo torpe, emboscada que impediu a defesa da vítima e crime cometido em razão da condição de gênero.

O réu também respondia por porte ilegal de arma de fogo. No plenário, a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro, da 21ª Promotoria de Justiça da Capital.

Como foi o crime?

A vítima morava com uma amiga que namorava o réu. Segundo a Polícia Civil e as provas periciais, ele criava conflitos constantes na casa, movido por ciúmes da amizade entre as duas mulheres. A convivência ficou insustentável, o namoro terminou e ele saiu do imóvel.

Cerca de duas semanas depois, a jovem esperava um carro de aplicativo na calçada quando foi surpreendida pelo agressor armado. Ela levou dois tiros no pescoço, pelas costas, sem chance de defesa. O homem fugiu e a vítima ficou quatro meses internada, onde veio a falecer, deixando um filho pequeno.

Contra o acusado havia mandado de prisão preventiva, mas ele permaneceu foragido por quase um ano, até ser localizado e preso. Com a prisão, o processo foi retomado.

O acusado negou o homicídio e afirmou ter viajado para Presidente Prudente (SP) antes do crime. De acordo com o MPMS, ele não apresentou dados nem testemunhas que comprovem a viagem. A promotoria sustentou que a versão era contraditória e incompatível com as provas do processo.

A defesa recorreu pedindo a anulação do julgamento, mas o MPMS contestou o recurso, e a sessão do Tribunal do Júri foi realizada.

Ainda internada, a vítima prestou depoimento à Polícia Civil, reconheceu o agressor por fotografia e relatou as ameaças de morte que já havia recebido. Testemunhas confirmaram na Justiça a rotina de conflitos na casa.
 

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