Cidades

Raparação de danos morais

Papagaio é apreendido, morre no Cras e, agora, dona pede R$ 80 mil de indenização

Ela cuidava da ave há 22 anos e ficou doente depois que animal foi levado de sua casa

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A aposentada Maria de Lourdes Ferreira, 62, moradora de Campo Grande, moveu uma ação de reparação de danos morais no valor de R$ 80 mil contra o governo do Estado de Mato Grosso Sul motivada por situação incomum entre as questões que tramitam no judiciário estadual.

Ela sustenta na petição, que em julho de 2019, quase quatro anos atrás, teve um animal que tratava como de estimação, um papagaio chamado Guri que cuidava há duas décadas que foi apreendido e que morreu menos de um mês depois no Cras, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres.
A queixa produzida pelo advogado Gil Antônio Vieira corre na Vara da Fazenda Pública e Registros Públicos da Comarca de Campo Grande.

O papagaio, segundo a petição, foi apreendido por policiais militares ambientais na casa da aposentada, no Jardim Panorama. Os policiais disseram a aposentada que tinham recebido uma denúncia de que ali vivia um animal que estaria sendo maltratado e que teria sido posto à venda.

Dona do Guri teria se desesperado, tentado convencer os policiais que não era verdade que a ave ia ser vendida, tampouco não era bem cuidada.

Na ação, que diz que o papagaio vivia na casa da aposentada há 22 anos, é narrado também que Guri “é como seu filho, integrante da família há muitos anos, onde passa maior parte do tempo com este papagaio servindo de terapia para a mesma, uma vez, que é hipertensa, já sofreu parada cardiovascular e tem depressão, tomando para vários medicamentos, conforme farta documentação probatória (atestados, receitas, laudos médicos e fotos de remédio).”. 

Ou seja, depois de levado o papagaio, a aposentada teve a saúde abalada. Um papagaio pode viver até por volta de 60 anos de idade.

De acordo com o advogado, a ave foi apreendida no dia 28 de julho de 2019 e ela tentou retomá-la judicialmente no dia 1º de agosto daquele ano. Mas não conseguiu.

Detalhe curioso que consta na ação: o papagaio morreu no Cras 28 dias depois de apreendido. Ocorre que essa informação foi repassada à aposentada somente um ano e sete meses depois.

“O dano à autora revela-se na própria circunstância de ter que ver o animal que criara por mais de 22 anos vindo a óbito 28 dias depois de sua apreensão. A demora também em comunicar o Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Campo Grande por parte dos requeridos configura a sua negligência, uma vez, que a comunicação se deu 1 ano e 7 meses depois da apreensão do papagaio”, diz trecho da petição.

Também de acordo com ação que pede a indenização de R$ 80 mil pela apreensão e morte do papagaio, “com a condenação, deverá incidir a correção monetária e os juros a partir da data em que quantificado o prejuízo. Ainda, condenar os requeridos ao pagamento das custas processuais, honorários advocatícios sucumbenciais e eventuais custos que a demanda porventura ocasionar”.

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luto

Primeiro reitor da UFMS, João Pereira da Rosa morre aos 96 anos

Bisneto do fundador de Campo Grande, ele esteve a frente da gestão da universidade de 1970 a 1978

27/02/2025 18h16

João Pereira da Rosa foi o primeiro reitor da UFMS

João Pereira da Rosa foi o primeiro reitor da UFMS Foto: Divulgação / UFMS

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O primeiro reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o médico João Pereira da Rosa, morreu nesta quinta-feira (27), aos 96 anos. Ele era bisneto de José Antônio Pereira, fundador de Campo Grande, e esteve a frente da gestão da universidade de 1970 a 1978.

Em razão do falecimento, a atual reitora da UFMS, Camila Ítavo, decretou luto oficial de três dias.

“Estamos de luto e profundamente entristecidos pela partida do nosso querido João Pereira da Rosa. Ele participou de vários eventos aqui conosco e recebeu em vida nossa gratidão e homenagem. Também foi agraciado na Assembleia Legislativa do estado com a comenda Pedro Pedrossian e com o prêmio Dr. Ueze Zahran, indicados pela UFMS, entre tantos outros. Nós temos sempre de agradecer e honrar aqueles que vieram antes de nós e se dedicaram tanto pela educação em nosso Estado”, disse a reitora.

O velório será realizado a partir das 20h desta quinta-feira no Cemitério Parque das Primaveras e o sepultamento será na sexta-feira (28), às 10h.

Biografia

João Pereira da Rosa nasceu em 27 de outubro de 1928.

Ele cursou os primeiros anos de estudo no Colégio Dom Bosco, em Campo Grande e, com ajuda de uma tia, foi cursar o científico no Instituto Lafayette do Rio de Janeiro.

Em seguida, ingressou no curso de Medicina na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Após o retorno à Campo Grande, atuou como médico anestesista na Santa Casa durante 25 anos, além de ter sido presidente da Associação Médica de Campo Grande.

Ele foi o responsável pela implantação do curso de Medicina da Cidade Universitária, por meio da Lei 2.629, publicada no dia 26 de julho de 1966.

A normativa criava o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) de Campo Grande, com os cursos de Medicina, Farmácia e Odontologia. João Pereira da Rosa foi diretor do ICB por quatro anos e precursor da UFMS.

Ao lado de Edgar Raupp Sperb e de Salomão Baruki, foi um dos responsáveis pela articulação com o governador Pedro Pedrossian para criação da Universidade Estadual de Mato Grosso, integrando os Institutos de Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas, em março de 1969.

Ao longo de sua gestão, foram criados os Centros Pedagógicos de Aquidauana e Dourados, além de terem sido construídos espaços importantes para a UFMS, como:

  • Monumento Símbolo, projetado pelo escultor italiano Caetano Fracarolli;
  • Estádio Universitário Pedro Pedrossian, popularmente conhecido como Morenão;
  • Teatro Glauce Rocha;
  • Restaurante Universitário da Cidade Universitária, projetado pelo arquiteto Armênio Arakelian;
  • Complexo Aquático, projetado por Avedis Balabanian;
  • Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian;
  • Ginásio de Esportes Eric Tinoco Marques, conhecido como Moreninho.

Em nota, a universidade relembra uma entrevista concedida pelo ex-reitor em 2021 à TV UFMS, onde destacou a alegria de ter contrubuído para a história do local e do Estado e citou uma frase de Abraham Lincoln.

“Todos nós somos responsáveis pela Universidade. Aliás, diga-se, tem que repetir: quem não se doa não pode ser médico. E ‘a pessoa que não faz mais trabalho do que aquele para o qual é pago, com certeza não vale o que está ganhando’ (Abraham Lincoln)”, disse, na entrevista.

Aumento de casos

MS registra duas novas mortes e 323 casos de dengue em 6 dias

Números foram divulgados nesta quinta-feira (27) em boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde; terceira vítima é de Três Lagoas

27/02/2025 17h15

Número representa um aumento de 40,1%, se comparado com a última semana

Número representa um aumento de 40,1%, se comparado com a última semana Reprodução, Fiocruz

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Em apenas 6 dias, Mato Grosso do Sul registrou duas novas mortes e 323 novos casos de dengue em 2025, conforme o boletim da 8ª semana epidemiológica, divulgado nesta quinta-feira (27) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Com os novos registros, o estado soma um total de 1.127 casos confirmados e 3.128 casos prováveis da doença no ano.

O índice de casos confirmados de dengue em Mato Grosso do Sul, apenas nos últimos seis dias, representa um aumento de 40,1%, se comparado com o último levantamento da SES, que indicou 804 casos confirmados na última sexta-feira (21).

Óbitos

Ainda conforme o documento, mais dois óbitos foram confirmados em decorrência da doença neste período, somando três em 2025.

A primeira vítima fatal de dengue foi uma idosa, entre 70 e 79 anos de idade, do município de Inocência, a 335 quilômetros da capital Campo Grande.

A segunda foi uma outra idosa, de 88 anos, confirmada pelo Ministério da Saúde nessa quarta-feira (26) no município de Nova Andradina. Já o terceiro óbito foi registrado no município de Três Lagoas. Outras duas outras mortes estão sob investigação.

Nos últimos 14 dias, Japorã e Paraíso das Águas foram os municípios com alta incidência de casos confirmados da doença. Na sequência, Aparecida do Taboado foi o destaque negativo com incidência média de casos.

Vacinação

Ainda conforme o levantamento, 126.409 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas para o público-alvo.

No total, Mato Grosso do Sul recebeu 207.796 doses do imunizante pelo Ministério da Saúde. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

A faixa etária concentra o maior número de hospitalizações por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Chikungunya

Já em relação à Chikungunya, Mato Grosso do Sul já registrou 1.863 casos prováveis, sendo 233 confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Apesar dos registros, não há óbitos registrados.

A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.

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