Cidades

PARALISAÇÃO

Prefeitura e Governo Estadual afirmam que repasses à Santa Casa estão em dia

Além da verba repassada pelo convênio entre Município, Estado e Governo Federal, o Executivo alega que aporta R$ 1 milhão extra, por mês, pagos desde o início do ano

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande emitiu nota, durante a tarde desta segunda-feira (22), para afirmar que os repasses financeiros estão em dia com o Hospital Santa Casa. Além disso, também relata que aporta, mensalmente, R$ 1 milhão extra à instituição.

Atualmente, a Santa Casa recebe R$ 392,4 milhões por ano (R$ 32,7 milhões por mês) do convênio entre Governo Federal, Prefeitura de Campo Grande e Governo do Estado para atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Confira a nota do Município:

"A Prefeitura de Campo Grande está rigorosamente em dia com todos os repasses financeiros de sua responsabilidade destinados à Santa Casa. Desde o início deste ano vem, inclusive, realizando aportes extras de R$ 1 milhão mensais.

Diante do cenário de greve, o Executivo tem adotado todas as medidas possíveis para colaborar com a instituição neste momento, mantendo diálogo permanente, buscando alternativas que contribuam para a regularidade dos atendimentos e a mitigação de impactos à população".

Além da Prefeitura, o Governo do Estado também se manisfestou sobre os recursos repassados ao hospital. Através da Secretaria Estadual de Saúde (SES) negou estar em débito com a Santa Casa e, por isso, não pode ser responsabilizado pelo pagamento do 13º salário aos servidores. 

Em nota, a Secretaria também afirmou que vem realizando um pagamento extra aos hospitais filantrópicos do Estado nos últimos anos, a fim de auxiliá-los nos custos e no cumprimento de suas obrigações. 

Além disso, a pasta afirmou que todos os pagamentos destinados à Santa Casa são feitos ao Município de Campo Grande, sempre no quinto dia útil. 

O balanço divulgado pela SES mostrou que, de janeiro a outubro de 2025, foram repassados R$ 90,7 milhões, distribuídos em R$ 9,07 milhões mensais. Na parcela referente aos mês de novembro, houve um acréscimo de R$ 516.515, o que elevou o repasse mensal ao hospital para R$ 9,59 milhões. 

“O Estado está integralmente em dia com suas obrigações. Cabe destacar que, além dos repasses obrigatórios, em 2025 o governo estadual já destinou mais R$ 25 milhões em recursos oriundos da bancada federal para atender a Santa Casa de Campo Grande”, ressaltou a nota da SES.

Greve

A paralisação das atividades dos profissionais de enfermagem, limpeza e copa da Santa Casa nesta segunda-feira (22) foi motivada pela falta de pagamento do 13º salário. 

O movimento afeta, até o momento, 30% dos serviços oferecidos no hospital, resultando em 1.200 funcionários “de braços cruzados”, entre profissionais do atendimento (consultas eletivas, cirurgias eletivas, enfermaria, pronto socorro, UTI, etc), limpeza (higienização de centros cirúrgicos, consultórios, banheiros, corredores, etc), lavanderia (acúmulo de roupas utilizadas em cirurgias ou exames) e cozinha (copa).

Na última sexta-feira (20), a Santa Casa alegou que não tinha dinheiro para o pagamento do benefício aos servidores, e propôs o parcelamento do 13º salário em três vezes, em janeiro, fevereiro e março. 

No entanto, a proposta não foi aceita pelos profissionais, que foram às ruas pedindo pelo pagamento integral do salário, em parcela única. 

De acordo com a Lei nº 4.090/1962, o 13º pode ser pago em duas parcelas: uma até o dia 30 de novembro e outra até o dia 20 de dezembro, sem atrasos.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Enfermagem, Lázaro Santana, explicou que a movimentação não se trata de uma greve, mas sim, de uma paralisação, e que os serviços estarão funcionando em períodos. 

“Nós não estamos de greve, estamos fazendo paralisações por período. A gente só vai voltar a hora que o dinheiro estiver na conta. Qualquer 30% que você tira da assistência, isso pode gerar uma morosidade, não uma desassistência, mas uma morosidade no atendimento”, explicou ao Correio do Estado. 

Segundo Santana, Estado e Município dizem que os pagamentos estão em dia.

“Ninguém sabe quem está certo, porque o governo fala que está fazendo tudo em dia, o município também, e a Santa Casa fala que não. Só que toda essa falta de comunicação, esse consenso que eles não chegam nunca gera esse tipo de problema, porque hoje nós estamos reivindicando ao pagamento do décimo, mas durante todo o ano paralisamos também cobrando o pagamento do salário do mês. Isso gera um transtorno muito grande. O que a Santa Casa alega é que ela depende de reajuste de melhorias no contrato para poder honrar o compromisso”.

 

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Campo Grande

Publicação do Diogrande revela confusão na assinatura de contrato multimilionário

Pregão foi vencido por R$ 5,7 milhões, mas contrato saiu por R$ 28,8 milhões

09/09/2026 14h00

Ponto de acolhimento

Ponto de acolhimento Divulgação

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Uma diferença de mais de R$ 23 milhões aparece entre dois documentos oficiais da Prefeitura de Campo Grande referentes à mesma contratação da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS). O Contrato nº 220/2026, publicado no Diogrande nº 8.456, de 9 de setembro de 2026, registra valor de R$ 28.859.999,40 para a contratação da empresa Siqueira & Calado Ltda.

O documento informa que o contrato, com vigência de 12 meses, é decorrente do Pregão Eletrônico nº 110/2026, realizado no âmbito do Processo Administrativo nº 013336/2026-80, homologado pela Prefeitura em 11 de agosto de 2026.

O problema é que o resultado da própria licitação aponta outro valor. No Termo de Adjudicação e Homologação do Pregão Eletrônico nº 110/2026, a Siqueira & Calado aparece como vencedora com proposta de R$ 5.771.999,88.

A diferença entre o valor registrado no pregão e o que consta no contrato publicado no Diário Oficial chega a R$ 23.087.999,52 desta quarta-feira (09).

A reportagem também identificou que o valor de mais de R$ 28 milhões  registrado no contrato corresponde exatamente à projeção de cinco anos sobre o valor anual de R$ 5.771.999,88 indicado no resultado do pregão. Ou seja, o montante equivale à manutenção do contrato por cinco anos, sem considerar reajustes no período, o que poderia explicar a diferença elevada entre os valores dos dois documentos.

Além disso, o contrato atual chama atenção quando colocado ao lado da contratação anterior da empresa para o serviço, cujo valor foi de R$ 2.639.480,80, publicada em março do ano passado. 

O extrato publicado no Diogrande traz no registro a assinatura por Camilla Nascimento de Oliveira, secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, e Rosangela Aparecida Alves Calado, representante da empresa.

O Contrato 

O contrato prevê o acolhimento institucional de pessoas idosas, a partir de 60 anos, em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas com transtornos mentais e outros problemas de saúde que comprometem a autonomia e exigem acompanhamento contínuo e auxílio para atividades básicas. O Termo de Referência aponta que o serviço será prestado 24 horas por dia e contempla diferentes graus de dependência.

Entre os serviços previstos estão alimentação, vestuário, materiais de higiene, medicamentos, acompanhamento médico, transporte para consultas, fraldas quando necessárias e atividades socioeducativas. Conforme o grau de dependência, a estrutura também deve contar com cuidadores, fisioterapia, fonoaudiologia, técnicos de enfermagem e enfermeiro para supervisão. Nos casos de maior complexidade, estão previstos ainda cuidados com dispositivos como traqueostomia, gastrostomia, sondas e uso de oxigênio.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e apresentou as inconsistências entre os documentos, questionando qual é o valor efetivo da contratação e se houve erro na elaboração, assinatura ou publicação do contrato, mas até o fechameto da matéria não houve retorno.

 

Previsão

Inmet alerta para risco de tornado no sul de MS

Condições atmosféricas favorecem a ocorrência de chuva intensa, trovoadas e rajadas de vento

09/09/2026 13h45

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para o risco de tempestades e tornados em Mato Grosso do Sul, especialmente nas regiões sul e centro-sul do Estado, nesta quarta-feira (9) e quinta-feira (10).

As condições atmosféricas favorecem a ocorrência de chuva intensa, trovoadas, rajadas de vento de até 60 km/h e queda de granizo. 

O aviso do Inmet, publicado nesta quarta-feira prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia. O instituto classifica o risco como baixo para cortes de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.

A previsão indica que a instabilidade deve continuar durante a quinta-feira (10), com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Para o começo da manhã, há possibilidade de ocorrência de granizo, principalmente nas áreas mais sujeitas à formação de tempestades.

O cenário é provocado pela atuação de áreas de baixa pressão no interior da América do Sul e de um cavado sobre a Região Sul, que deixam a atmosfera instável. Paraná, Santa Catarina, e São Paulo também estão entre os Estados com maior potencial para tempestades.

Além disso, a chegada de uma massa de ar frio de origem polar deve aumentar o contraste entre o ar quente e úmido e o ar mais frio. Esse encontro favorece a formação de nuvens de tempestade mais organizadas e pode aumentar o potencial para fenômenos meteorológicos severos.

Risco de tornado

Cabe destacar que embora as condições sejam favoráveis à formação de tempestades capazes de produzir ventos muito fortes, o alerta não significa que um tornado necessariamente será registrado no Estado.

O tornado depende de uma combinação específica de fatores atmosféricos e da presença de uma tempestade organizada. Outros fenômenos, como as microexplosões, causadas por correntes de ar, também podem provocar rajadas extremamente fortes e causar danos semelhantes, sem que haja formação de tornado.

Por isso, uma rajada intensa registrada durante uma tempestade não deve ser automaticamente classificada como tornado.

Durante o período de instabilidade, a recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos de meteorologia e evitar áreas abertas ou locais próximos a árvores e estruturas que possam oferecer risco durante tempestades.

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