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Após vídeo de 'buracômetro' viralizar, Estado inicia obras em rodovias do Vale do Ivinhema

Pacote de R$ 100 milhões deve garantir estabilidade da MS-141 e outras seis vias até obras de recuperação que iniciam em 2027

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Em menos de um mês do vídeo que viralizou nas redes sociais expondo a buraqueira da MS-141, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) iniciou obras de manutenção na via, bem como de outras seis rodovias localizadas na região do Vale do Ivinhema.

As obras são parte do programa Pro Reveste, com um pacote de R$ 100 milhões destinados para as rodovias MS-141, MS-480, MS-473, MS-276, MS-395, MS-134 e MS-475. O pacote foi alocado para as obras em outubro, mês que o vídeo do 'buracômetro', de Alípio Pereira, circulou nas redes sociais com inúmeros buracos alagados e condições precárias críticas na rodovia que liga Naviraí a Ivinhema.

Conforme nota anterior da Agesul enviada ao Correio do Estado, os reparos nas vias dependiam da estabilidade climática, apontando a chuva como principal vilã das condições das vias.

A resposta se confirma de acordo com o monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em que o município de Ivinhema registrou durante o mês de outubro o maior volume de chuva do ano, com 309 milímetros.

Desde então, durante as últimas semanas, as rodovias contempladas no pacote passaram a receber reparos emergenciais para restaurar segurança na trafegabilidade, pois assim como noticiou o Correio do Estado anteriormente, os motoristas estariam invadindo a contra-mão para conseguir desviar dos buracos a fim de amenizar os danos nos veículos.

O governador Eduardo Riedel afirmou que a demanda é fundamental devido a região ser um corredor estratégico, uma vez que a rota alcança uma das maiores fábricas de celulose do mundo, além de ser um plano preventivo que pretende segurar a qualidade da via para as obras futuras que iniciarão em 2027.

MS 141 Ivinhema 8Obras para tampar buracos da MS-141 iniciaram como plano preventivo até obras definitivas de recuperação que iniciam em 2027 - Foto: Divulgação / Saul Schramm/Secom-MS

"Autorizei a Secretaria de Infraestrutura a alocar esses R$ 100 milhões para a gente poder fazer um trabalho emergencial, garantindo segurança e trafegabilidade naquela região. Essas ações dão uma sobrevida às rodovias, prolongam a vida útil do pavimento até o início das obras estruturantes do Crema, previstas para o primeiro semestre de 2027".

A estruturação de cerca de 730 quilômetros de rodovias no Vale do Ivinhema conta com apoio do Banco Mundial, operando dentro do modelo Crema, em que a empresa contratada será a responsável por realizar a manutenção e restauração da via por dez anos, com o objetivo de conservar a longo prazo o trabalho de apenas uma empresa.

Segundo informações do governo, enquanto as obras do Crema não iniciam, as equipes estão operando para devolver segurança no trajeto, redução do tempo de viagem, diminuição dos desgastes de veículos e funcionamento regular do escoamento da produção, além do acesso a serviços públicos na região.

MS 141 Ivinhema 5 768x512MS-141 recebe obras de pacote de R$ 100 milhões - Foto: Divulgação / Saul Schramm/Secom-MS

A previsão é que os serviços também façam a limpeza e recuperação da faixa de domínio (acostamentos, canteiros, sinalizações da via, etc) e manutenção de galerias, que deve evitar alagamentos, erosões e a destruição do pavimento.

As vias passaram por avaliação técnica, com priorização da MS-141, mas o cronograma deve seguir nas demais rodovias do Vale, com equipes atuando em diferentes pontos da malha viária da região.

INFRAESTRUTURA

Jardim Jerusalém recebe pacote de obras avaliado em R$ 5,2 milhões

Trabalhos incluem drenagem, construção de bacia de contenção e pavimentação de 1,2 quilômetro de vias

04/11/2026 09h30

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande irá fazer o investimento de R$ 5,2 milhões para obras de drenagem e pavimentação no bairro Jardim Jerusalém. Os trabalhos se iniciaram na Avenida João Garcia de Carvalho Filho, com a implantação da rede de drenagem para receber a pavimentação. 

As intervenções ocorrem em outros trechos e pistas, o projeto também contempla os ramos A e B, a Rua Bronzita, a Avenida Oceania e a Rua Aragonita.

Ao todo a rede de drenagem terá 1.963 metros e também contará com a construção de uma bacia de contenção. Já a nova pavimentação será de 1,2 quilômetros. 

A empresa responsável pelas obras, a Engeotec Construções terá o prazo contratual de 240 dias para realização dos serviços e a previsão de conclusão em junho de 2027. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), ficará responsável por realizar a fiscalização do trabalho. 

Para a prefeita Adriane Lopes os investimentos em pavimentação, atendem a reivindicações antigas dos moradores da região. 

“São investimentos aguardados há décadas e que agora estão chegando aos bairros, mudando a realidade das famílias. Nosso compromisso é proporcionar mais conforto, segurança e comodidade à população, com ruas pavimentadas, transitáveis e preparadas para os períodos de chuva”, afirmou a prefeita. 

Na região do Bandeira, os investimentos em obras de pavimentação e drenagem já se aproximam de R$ 14 milhões. As intervenções fazem parte do programa Vira CG Infraestrutura.

A iniciativa prevê mais de R$ 280 milhões em investimentos ao longo de 2026 para a execução de pavimentação asfáltica, drenagem, recapeamento e implantação de ciclovias. Ao todo, mais de 200 ruas de Campo Grande serão contempladas com obras de infraestrutura.
 

INVESTIGAÇÃO

Mulher desaparecida há 10 dias é encontrada morta em córrego de Terenos

Corpo de Isabel Cristina Freitas de Souza, de 28 anos estava em estado de decomposição

04/11/2026 08h50

As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas, mas a possibilidade de feminicídio é uma das linhas de investigação

As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas, mas a possibilidade de feminicídio é uma das linhas de investigação Reprodução

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O corpo de Isabel Cristina Freitas de Souza, de 38 anos, foi encontrado nesta terça-feira (3), em um córrego na região de Terenos, município localizado a 31 quilômetros de Campo Grande. A mulher estava desaparecida havia cerca de dez dias, após ser vista pela última vez acompanhada de um homem na Capital.

De acordo com informações da polícia, o corpo foi localizado por populares e já apresentava avançado estado de decomposição. As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas, mas a possibilidade de feminicídio é uma das linhas de investigação.

Isabel foi encontrada com as mesmas roupas que vestia no dia do desaparecimento. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela família, a mulher havia sido vista pela última vez deixando um pagode na Avenida Capibaribe, em Campo Grande, acompanhada de um homem. 

Após perderem contato com Isabel, familiares procuraram o homem na tentativa de obter informações sobre o paradeiro dela. Segundo os relatos, ele apresentou versões contraditórias sobre o que teria acontecido naquela ocasião e, posteriormente deixou de responder às tentativas de contato.

O homem ainda não foi localizado pela polícia e até o momento, não há confirmação sobre o seu envolvimento na morte da vítima.

Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da 1ª Delegacia Especializada de Atencimento à Mulher (1ª Deam) estiveram no local onde o corpo foi encontrado para acompanhar os procedimentos de investigação.

A causa da morte ainda não foi determinada e dependerá dos exames periciais. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e identificar possíveis responsáveis.

 

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