Cidades

QUASE LÁ

Em pleno funcionamento, "piscinão" que resolve assoreamento será entregue em março

Obra no Córrego Reveilleau é esperada há cerca de uma década e entrou em operação no início de dezembro de 2023

Continue lendo...

Prevista para ser entregue já em março deste ano, a bacia de amortecimento do Córrego Reveilleau - tida como a solução para alagamentos da Via Park e assoreamento do Parque das Nações - entrou em operação ainda no início de dezembro e já está em pleno funcionamento, restando apenas os retoques finais. 

Questionada sobre a resistência, sendo que fortes precipitações já colocaram o serviço à prova, a Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos afirmou que a obra da bacia de amortecimento "respondeu a contento nas últimas chuvas que tivemos".

Ainda, a Pasta esclarece que atualmente é executada a etapa de "urbanização" da obra, que corresponde ao plantio de grama e colocação de alambrados, para posteriormente ser feita a remoção dos dejetos no interior da bacia, que não são muitos. 

"E os acessos, entre eles por onde vão entrar as máquinas e caminhões que serão utilizados para a retirada de sedimentos dentro da bacia. A obra está prevista para ser concluída em março deste ano", complementa o Executivo em nota. 

Sanadora de problemas 

Localizada próximo às avenidas Mato Grosso e Hiroshima, vias de acesso ao Parque dos Poderes e bairros como Carandá Bosque, Mata do Jacinto, essa bacia de amortecimento é há tempos citada como resolvedora dos constantes alagamentos da Via Park, que eram causados por transbordamentos do, então assoreado, lago do Parque das Nações. 

Agora, com muros de até quatro metros, essa bacia tem capacidade de retenção de cerca de 40 mil metros cúbicas da água da chuva e deverá impedir que os transbordamentos do lago do Parque das Nações volte a acontecer. 

Ainda em 2023 enfrentou seu primeiro teste, quando suportou cerca de 233 milímetros em Campo Grande, até o fim de novembro. Conforme anotação do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec), só no dia 27 daquele mês choveram 233 milímetros na Capital.

Relembre

O lago do Parque das Nações, ainda em 2011, passou por revitalização completa, que se repetiu três anos depois. E cabe lembrar que esse piscinão estava prometido desde 2014, quando obras de pavimentação e drenagem da etapa D Mata do Jacinto começaram, com investimento de R$ 36,1 milhões, interrompidas em 2017, com quase 72% do projeto executado. 

Essas obras, que previam 16.597 metros de drenagem; 196.878,63 metros quadrados de asfalto e aproximadamente 28 quilômetros de pavimentação, foram retomadas em 2018, pelo investimento de R$ 11,4 milhões, sendo: 

  • R$ 10,264 milhões do PAC Pavimentação
  • R$ 1,142 milhão, parceria entre prefeitura e Estado. 

Em 2019, quando o lago do Parque das Nações voltou a assorear, a Prefeitura desistiu do "piscinão" para construção de canal que ligasse as redes de drenagem. Já em fevereiro de 2022 foi definida a contratação da Penascal, por R$ 5.570.481,40, para execução da bacia de amortecimento.  

Com o lago apresentando largas faixas de bancos de areia, em junho daquele ano, foram iniciadas obras para impedir que sedimentos continuem sendo carregados ao local e ações de desassoreamento nos dois lagos.  

A primeira obra realizada no Parque foi a retirada de 135 mil metros cúbicos de areia do lago maior. No lago menor, foram retirados 15.474 metros cúbicos de sedimentos.

Ainda em 2019, o lago maior foi esvaziado para a manutenção do local, como a construção de decks e a reforma dos gabiões, estrutura responsável pela drenagem da areia. 

 

Assine o Correio do Estado

IMPCG

Após temporal e sem energia, IMPCG suspende atendimento ao público

Unidade depende de reestabelecimento de energia e atendimentos serão reagendados

11/09/2026 12h30

IMPCG fica sem energia após temporal nesta quinta-feira (10)

IMPCG fica sem energia após temporal nesta quinta-feira (10) Arquivo pessoal

Continue Lendo...

O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) suspendeu o atendimento ao público e agendamentos nesta sexta-feira (11) devido a falta de energia na unidade. A rede elétrica do local foi danificada após o forte temporal e até o momento não foi restabelecida.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram registrados 24,4 milímetros em 28 minutos durante o fim da tarde e início da noite de ontem (10). Foram mais de 3 mil raios dentro de 36 minutos e ventos de até 87 km/h, afetando principalmente a rede elétrica devido a queda de árvores e postes.

Com mais de 40 mil beneficiários, entre servidores públicos municipais ativos, aposentados, pensionistas e dependentes, o IMPCG oferece serviços médicos e previdenciários, e recebe cerca de mil pessoas por dia com atendimentos médicos, odontológicos, previdenciários, para exames ou cirurgias.

Conforme apurado pelo Correio do Estado, os agendamentos para esta sexta-feira serão remarcados quando for restabelecida a energia no local.

Em nota oficial à imprensa, o IMPCG informou a suspensão dos atendimentos e atividades até a situação ser normalizada, mas sem data ou período previsto.

A estrutura do local não teve prejuízos, mas está totalmente sem energia. Com atendimentos regulares de segunda a sexta-feira, em caso de reestabelecimento da eletricidade apenas durante o final de semana, os serviços devem retornar na próxima segunda-feira (14).

TEMPORAL

O temporal registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande registrou segundo o meteorologista Natálio Abrahão, 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

Já o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) registrou chuva de 19,6 milímetros e rajadas de vento de 87 km/h.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, 26 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande

  • Interdição de avenidas/vias obstruídas

  • Queda de árvores em cima de carros

  • Queda de postes de energia

  • Alagamento de ruas

  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)

  • Queda de energia em dezenas de bairros

  • Abertura de buracos e crateras nas ruas

  • Semáforos desligados

  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel

  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário

  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras

  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário

  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais.

AÇÃO CIVIL

Advogado entra com pedido de intervenção na Santa Casa

A tutela de urgência pede a nomeação de um administrador provisório ou junta interventiva por 180 dias

11/09/2026 12h15

Santa Casa foi alvo de operação do GAECO na manhã desta sexta-feira (11)

Santa Casa foi alvo de operação do GAECO na manhã desta sexta-feira (11) Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Instituto Artigo Quinto (IA5°), através do seu presidente, o advogado Oswaldo Meza, propôs uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência, ajuizada contra a Associação Beneficente de Campo Grande (Santa Casa) e a Operadora de Planos Privados de Saúde Santa Casa Saúde Ltda.

A tutela de urgência principal de Oswaldo Meza pede a intervenção judicial temporária na Santa Casa, com nomeação de administrador provisório ou junta interventiva por 180 dias.

Além disso, solicita o afastamento temporário da presidente Alir Terra Lima e da diretoria financeira do hospital.

Já em relação à Operadora de Planos Privados de Saúde, Meza pede que seja instaurada uma auditoria independente, vedação temporário de novos contratos e acionamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para avaliar a instauração de direção fiscal ou técnica.

O processo busca garantir que os repasses de verbas públicas continuem sendo feitos para manter o funcionamento do hospital, porém quer que estes recursos sejam direcionados a uma conta sob supervisão do administrador judicial.

O documento destaca que a Santa Casa de Campo Grande depende fortemente de verbas do Sistema Único de Saúde, cerca de 86% de suas receitas operacionais. De acordo com a prestação de contas divulgada em novembro de 2025, as entradas operacionais foram de R$ 32.834.799,36, das quais R$ 28.301.056,96 vieram do SUS.

Outro ponto que o documento aborda é a crise assistencial do hospital. Ele relata a interrupção e paralisação de serviços médicos essenciais, como anestesiologia e cirurgia cardíaca pediátrica, por falta de pagamento e escassez de insumos, com casos de médicos que ficaram mais de 7 meses sem receber salário.

Por fim, aponta que a instituição vinha se recusando a apresentar integralmente relatórios e documentos financeiros ordenados anteriormente pela Justiça em ação de produção antecipada de provas.

Intervenção

O documento protocolado pelo advogado traz também um desenho da intervenção requerida. Nele, a ação alcança exclusivamente a gestão administrativa, financeira e contratual da Santa Casa, preservando os serviços assistenciais, os vínculos de trabalho e os contratos regulares.

Requer a nomeação judicial de um profissional de administração hospitalar ou junta com contador auditor, sem vínculo com a presidente e a diretoria de finanças do hospital, com o Município ou com o Estado.

Entre os poderes e deveres do administrador estão:

a) representar a Associação, movimentar contas bancárias, contratar e rescindir, com afastamento cautelar da Presidente e da Diretoria Financeira dos poderes de gestão e movimentação financeira;

b) elaborar, em até 10 dias, plano emergencial de desembolso que priorize a continuidade assistencial, a remuneração dos profissionais indispensáveis e a aquisição de medicamentos e insumos essenciais, respeitadas as preferências legais;

c) suspender novos contratos, aditivos, antecipações e pagamentos não vencidos ou desacompanhados de comprovação integral da contraprestação em favor das empresas nominadas na produção antecipada e das alcançadas pela Operação Antidotum, preservados os serviços comprovadamente essenciais, submetendo os pagamentos vencidos a conciliação documental;

d) apresentar prestação de contas mensal e relatório final ao término da intervenção;

e) contratar auditoria independente das contas de 2023 em diante.

O administrador teria prazo inicial de 180 dias, prorrogável, com remuneração fixada e suportada pelo hospital. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).