Cidades

Tragédia no Rio

Em quatro dias, escola de Realengo tem 20 pedidos de transferência

Em quatro dias, escola de Realengo tem 20 pedidos de transferência

r7

19/04/2011 - 00h00
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O diretor da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, Luis Marduk, disse nesta segunda-feira (18) que em quatro dias recebeu 20 pedidos de transferência de alunos para outras instituições. Segundo ele, alguns pais chegaram a desistir de tirar os filhos do colégio. O diretor espera que um número grande de alunos retorne na terça-feira (19), dia previsto para a volta de todas as turmas.

- Acredito que sejamos surpreendidos amanhã com este retorno. Diante de todas as manifestações que eu vi desde o dia 7 na escola a procura de recomeço é muito grande. Não vamos retardar este processo. Estaremos de braços abertos para quando qualquer aluno quiser voltar. O objetivo é avaliar a resposta psicológica de cada ator deste massacre antes das aulas recomeçarem.

Ainda de acordo com Marduk, ainda não há uma data definida para a volta às aulas.

A mãe de uma das vítimas do massacre, Renata dos Reis Rocha, 35 anos, voltou ao colégio nesta segunda-feira para buscar o histórico da filha Brenda Rocha Tavares, 13 anos, que sobreviveu ao ataque. Ela disse que a adolescente está traumatizada e não quer mais voltar para a escola.

- Minha filha está traumatizada e nervosa. Ela não quer mais nem pegar os cadernos.

Renata perdeu a filha Bianca Rocha Tavares, 13 anos. A gêmea Brenda foi baleada e permanece internada no Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia).

Nesta segunda-feira, quatro turmas de alunos do 9º ano retornarão ao colégio para atividades culturais e artísticas, como oficinas de poesia, de leitura e pintura. De acordo com o diretor, os estudantes selecionarão mensagens de esperança para fortalecer o retorno à escola.

- A partir de 13h, haverá atividades artísticas, de poesia e leitura. Os alunos selecionarão frases de livros com mensagens de paz e esperança para fortalecer nosso retorno.

A secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin, chegou à escola às 10h10 para uma reunião com a comissão de pais de alunos, estudantes e professores.

FEMINICÍDIO

Jovem é morta pelo companheiro três dias após mudança para novo apartamento

Suspeito procurou o batalhão da PM durante a madrugada, confessou o crime e foi autuado em flagrante por feminicídio

25/02/2026 09h15

Homem afirmou que, após uma discussão, esganou a jovem até que ela perdesse a consciência, o que resultou na morte

Homem afirmou que, após uma discussão, esganou a jovem até que ela perdesse a consciência, o que resultou na morte Reprodução

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Uma jovem de 18 anos foi morta na madrugada desta terça-feira (25), em Três Lagoas. O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, de 20 anos, que se apresentou espontaneamente à Polícia Militar e confessou o homicídio.

A vítima, Beatriz Benevides da Silva, era natural de Corumbá e havia se mudado recentemente para Três Lagoas. Inicialmente ficaram na residência do pai da jovem, onde ela já morava e, há três dias, haviam se mudado para o apartamento onde o crime ocorreu.

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 2h30, o autor compareceu ao 12º Batalhão da Polícia Militar e informou que havia acabado de matar a companheira. Após a comunicação, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Perícia Técnica se deslocaram até o apartamento do casal, localizado em um condomínio no bairro Novo Oeste 2.

O imóvel estava trancado, sendo necessário utilizar a chave que estava em posse do próprio suspeito para ingressar no local. No interior do apartamento, a jovem foi encontrada no quarto, sob o colchão, já sem sinais vitais e com indícios de esganadura no pescoço. O óbito foi confirmado por equipe médica acionada ao local.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito relatou em interrogatório que mantinha relacionamento com a vítima há cerca de um ano. Ele afirmou que, após uma discussão, esganou a jovem até que ela perdesse a consciência, o que resultou na morte.

Conforme consta, o homem procurou o quartel da PM conduzindo uma bicicleta e declarou que desejava se entregar. Ele foi contido no local e, posteriormente, encaminhado com a equipe policial até o apartamento, onde o crime foi confirmado.

Ainda segundo o registro policial, o autor alegou que a discussão teria começado após a vítima desferir um soco contra ele. Após o ocorrido, ele afirmou ter entrado em contato com o irmão antes de se dirigir ao batalhão.

O local foi isolado para os trabalhos da Perícia Científica, e o caso foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), que ficará responsável pela investigação.

O suspeito foi autuado em flagrante por feminicídio na Delegacia de Polícia Civil de Pronto Atendimento (DEPAC) e permanece à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia.

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operação Cyber Trap

Mulher é presa por divulgar nudes de procurador do MPMS

Conforme a investigação, a suspeita criou um perfil falso, ganhou a confiança da vítima e passou a fazer chantagens, até vazar as fotos íntimas nas redes sociais

25/02/2026 09h00

Crédito: Decom

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Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, foi presa nesta terça-feira (24) por publicar, nas redes sociais, fotos íntimas de um procurador de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Durante as investigações, foi levantado que a mulher criou um perfil falso nas redes sociais com o objetivo de ganhar a confiança da vítima, que acabou enviando nudes (fotos íntimas).

Ainda, conforme divulgou o MPMS, após conseguir as fotos, ela passou a constranger a vítima, exigindo vantagens e fazendo ameaças de divulgar o material, o que acabou acontecendo.

O Ministério Público, por meio da 13ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), teve apoio do Gaeco de Pernambuco durante a operação Cyber Trap que prendeu a suspeita.

A localização da investigada contou com a utilização de recursos e técnicas de inteligência voltados à repressão de práticas criminosas no ambiente virtual, com foco na responsabilização dos autores.

Atuaram no processo membros e servidores do Ministério Público, além de policiais civis e militares.

No local, foram apreendidos celulares e um computador, que serão periciados no Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI) e analisados pela equipe da UICC.

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