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Deserta

Empresas não demonstram interesse em Hospital Municipal

Licitação fracassa pela segunda vez em três meses e projeto deve completar três anos sem sair do papel; prefeitura deve lançar novo certame em breve

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Anunciado em setembro de 2023 sob promessa de que ficaria pronto até o fim de 2024, o Hospital Municipal de Campo Grande acumulou mais uma licitação fracassada, sem nenhuma empresa demonstrar interesse. Esta é a segunda vez que o certame termina deserto desde que o projeto foi divulgado pela prefeitura há quase três anos.

Em meados de 2023, a prefeita Adriane Lopes (PP) e o então titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) Sandro Benites convocaram uma coletiva de imprensa para anunciar a construção de um hospital municipal.

O planejamento era de que as obras teriam início ainda naquele ano e seriam concluídas antes do fim de 2024.

Porém, a licitação foi somente anunciada em julho de 2024, além de ter ficado parada por mais de um ano. Uma das explicações foram os questionamentos na Justiça. 

Representantes de moradores da região do Bairro Chácara Cachoeira exigiam a realização de estudos de impactos na vizinhança antes do início de uma possível obra.

O certame prevê a contratação de empresa para implantação do complexo hospitalar no modelo built to suit (locação sob demanda), que inclui a construção da estrutura, fornecimento de equipamentos e mobiliário, além da manutenção e operação das instalações hospitalares (facilities), garantindo o pleno funcionamento de todas as áreas da unidade.

Pelo aluguel dessa estrutura a prefeitura está disposta a pagar até R$ 5.142.403,37 por mês. E, quem oferecesse o maior desconto seria o vencedor do certame. 

No ano passado duas empresas, a Health Brasil Inteligência em Saúde e a F. C. Brito Neres Engenharia & Serviços, chegaram a demonstrar interesse pela obra, mas o certame não chegou a evoluir para a fase das propostas financeiras.

A primeira tentativa para licitar o projeto ocorreu em março deste ano, quando o certame restou deserto. Segundo relatório da concorrência, feito pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc), o primeiro fracasso foi “em virtude do não atendimento às condições de participação do certame pelas empresas participantes”.

Na época, a prefeita Adriane Lopes chegou a anunciar que o fracasso ocorreu por problemas técnicos no edital e por isso a licitação foi reagendada para esta sexta-feira.

Contudo, pela segunda vez desde quando o projeto foi anunciado, o certame restou deserto, ainda sem motivo oficial divulgado.

De acordo com o portal de transparência da prefeitura, a empresa Endeal Engenharia e Construções Ltda., de Curitiba (PR), chegou a solicitar um esclarecimento do Executivo municipal acerca de uma falha no edital. 
Porém, na justificativa apresentada pelo Município, o questionamento não procede.

E novamente nenhuma proposta foi entregue oficialmente.

RESPOSTA

Contatada pela reportagem, a prefeitura informou que, mesmo com duas licitações fracassadas, deve continuar o processo licitatório até finalmente encontrar uma empresa disposta a entrar no projeto.

“A sessão de licitação realizada nesta sexta-feira (19) para a construção do Hospital Municipal de Campo Grande foi encerrada sem a apresentação de propostas. A Administração Municipal dará continuidade aos trâmites administrativos para definição das próximas etapas do processo”, pontua.

Vale ressaltar que a construção do Hospital Municipal é a principal propaganda da prefeitura quando o assunto é ampliação dos leitos, tanto que tramita uma ação civil pública que pede que o Município aumente o número de leitos nos hospitais contratualizados.

Até por causa disso, a administração anunciou que, nos próximos dias, serão entregues 24 novos leitos pediátricos no Hospital de Câncer Alfredo Abrão. Ainda, a prefeitura disse que “está em fase de renovação dos contratos com a rede hospitalar, em articulação com o Governo do Estado e o Ministério da Saúde, buscando viabilizar a ampliação de cerca de 90 novos leitos”.

PROJETO

O projeto prevê que o hospital seja construído em terreno localizado entre a Rua Raul Pires Barbosa e a Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira. Se sair do papel, terá 259 leitos, sendo 49 para pronto atendimento, 20 leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) – 10 pediátricos e 10 adultos – e 190 leitos de enfermaria (60 pediátricos, 60 adultos para homens e 70 adultos para mulheres).

O espaço terá Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e pediátrica, 10 salas de cirurgia, 53 consultórios e 19 salas de exame, incluindo audiometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergometria, hemodinâmica, mamografia, radiografia, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

Tudo isso será distribuído em quatro pavimentos – um subsolo, térreo, primeiro e segundo andares –, além de um centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. No total, o hospital ocupará uma área de 14.914 metros quadrados.

No edital, a previsão orçamentária para construção é de R$ 211.360.415,80. O mobiliário, incluindo móveis, equipamentos médicos e hospitalares, teria um custo aproximado de R$ 80 milhões.

E, diferentemente da previsão inicial, que previa a conclusão das obras em menos de um ano, agora o edital prevê que as obras possam se estender por 24 meses.

* Saiba 

Desde o anúncio da construção do Hospital Municipal, há três anos, a Sesau já mudou de comando quatro vezes. Sandro Benites comandou a secretaria até fevereiro de 2024, quando foi substituído por Rosana Leite de Melo.

Nos últimos três meses do ano passado, quem comandou a Sesau foi um comitê gestor, liderado por Ivone Kanaan Nabhan Pelegrinelli. No dia 31 de dezembro de 2025, o urologista Marcelo Vilela assumiu o cargo.

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três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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