Cidades

Ponta Porã

Encontro internacional de jornalistas será transmitido ao vivo

Encontro internacional de jornalistas será transmitido ao vivo

DA REDAÇÃO

19/05/2011 - 09h16
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O Encontro Internacional de Jornalistas, que será realizado nesta sexta-feira (20), a partir das 8h30min, no Centro de Convenções de Ponta Porã, pelo Sebrae/MS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso do Sul), com apoio do Clube de Imprensa de Ponta Porã (CIPP), terá cobertura ao vivo pela rádio comunitária Líder FM (104,9) de Ponta Porã, informou ontem o radialista Lile Corrêa.

O encontro visa mostrar a dinâmica do jornalismo nos territórios da fronteira, com debate sobre a prática diária dos profissionais e propostas para ampliar a rede de contatos dos jornalistas e acessar novos projetos para desenvolver a região. O credenciamento começa às 8h30min e a abertura oficial está marcada para 8h50min, com a presença de autoridades e profissionais da Imprensa.

Logo em seguida será proferida a palestra ‘Características do jornalismo de fronteira’, pelo renomado professor Marcelo Câncio, do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutor em Ciências da Comunicação ECA/USP (Universidade de São Paulo). Depois os participantes assistirão à palestra ‘Aspectos da comunicação de projetos binacionais em ambiente de fronteira’, com Mário Augusto Lesme, assessor de Comunicação do Governo do Departamento (Estado) de Amambay em Pedro Juan Caballero (Paraguai).

Na terceira atividade será apresentado o projeto ‘MS sem fronteiras’, por Maristela de Oliveira França, diretora de Operações do Sebrae/MS, mestranda em Desenvolvimento Local da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco.

Operação Ifrit

Operação da PF mira policiais de MS envolvidos com facções criminosas

O grupo é investigado por tráfico internacional de armas e drogas, lavagem de dinheiro, além de sequestros, torturas, atentados e homicídios

04/11/2026 07h30

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A Polícia Federal, junto com a Receita Federal do Brasil, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Ifrit, para combater uma organização criminosa associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC)  e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A operação cumpre medidas judiciais em Mato Grosso do Sul e outros seis estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. 

Após a Justiça Federal de Campo Grande autorizar as medidas judiciais, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos nas ruas São Félix, Ceará e na avenida Cônsul Assaf Trad, no condomínio de luxo Alphaville. Em um dos endereços, os policiais encontraram arma, munições, apreenderam celulares e dinheiro em espécie.

Policiais envolvidos

De acordo com a PF, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.

Segundo as investigações, a organização utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.

Onde atuavam?

A PF diz que a organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.

As investigações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

Saúde

Padilha defende proibição das bets e cita impacto no SUS

Ministro da Saúde participou de audiência pública no STF sobre o tema

03/11/2026 21h00

Walterson Rosa/MS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3) a manutenção da decisão do governo federal que proibiu o funcionamento das empresas que operam sites de apostas online, conhecidas como bets.

Durante audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a proibição, o ministro disse que está preocupado com o impacto das apostas no Sistema Único de Saúde (SUS) e com a situação de pessoas que podem tirar a própria vida por estarem endividadas ou se tornarem vítimas da ludopatia (vício em jogos).

"A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, violência familiar, é mantermos a proibição das bets", afirmou.

Na avaliação do ministro, todos os países que legalizaram as bets registraram piora nos indicadores de saúde ligados ao jogos online.

Padilha também disse que o Brasil foi "o primeiro a ter a coragem" de proibir as bets.

"Não tem nenhum país que, ao legalizar as bets, reduziu o número de pessoas que procuram o serviço de saúde por conta da ludopatia, reduziu o risco de saúde, reduziu a violência familiar", comentou.

Dados

Durante a audiência, o ministro apresentou dados que mostram aumento de 200% na procura de atendimento no SUS por causa dos malefícios provocados pelas bets.

Os dados também mostram que 28 milhões de pessoas fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição das bets. Desse total, cerca de 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático.

Padilha citou que o governo federal já registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPFs para bloquear a realização dos jogos.

"Não é dinheiro que se perde, perde o controle da vida. Quarenta por cento deles [do total de 1,2 milhão] falaram que não aguentam mais perder o controle", completou.

Audiência

A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos apresentados no Supremo pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As entidades pediram a derrubada da medida provisória que proibiu a exploração e publicidade dos jogos online. A MP foi editada em setembro deste ano.

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