Cidades

Crime de Ódio

Esfaqueada pelo ex-marido, Albynna Freitas é a 5ª vítima de feminicídio no Estado em 2023

Crime aconteceu no meio da rua; vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu

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No fim da manhã desta terça-feira (28) a servidora pública municipal Albynna Freitas, de 49 anos, foi esfaqueada pelo ex-marido, Jair Paulino da Silva, de 52 anos, enquanto caminhava em direção ao trabalho.

O crime aconteceu no bairro Nova Lima, em um local público. Segundo testemunhas, fazia poucos dias que o casal havia terminado, e Jair já estaria perseguindo a vítima há alguns dias, para tentar reatar o relacionamento.

“Ela estava andando até o trabalho e foi abordada por ele no meio da rua, com alegações, discussões. Um terceiro interveio, pediu para que ele saísse dali, porque ele estava alterado, e quando as pessoas dissiparam, ele a atacou novamente, já com a faca”, explicou Karen Viana de Queiroz, delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) responsável pelo caso.

Albynna Freitas foi socorrida em estado grave e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande. Segundo o hospital, a vítima veio a óbito por volta das 13h30, após uma parada cardiorrespiratória.

Durante o socorro, a servidora municipal chegou a conversar com um dos médicos sobre a perseguição do ex-marido.

"Hoje ela havia alegado também, enquanto ainda estava sendo atendida pelo médico, que ele já havia ido atrás dela, pedido satisfação, e a agredido", informou a delegada.

No início de fevereiro, Albynna havia realizado um pedido de medida protetiva contra o ex-marido, e a delegada confirmou a existência de um Boletim de Ocorrência anterior ao último pedido. 

À polícia, Jair assumiu a autoria do crime, mas negou que teria sido premeditado. No entanto, o autor do crime estava armado, e mensagens encontradas em seu celular apontam que o ex-marido já cogitava tomar medidas em relação à ex-mulher.

 

“Ele confessou, agora a pouco, que ele fez isso realmente. Embora ele tenha dito que não havia premeditação, por ele ter ido armado, pelas mensagens que a gente conseguiu verificar e levantar, realmente ele já foi com a intenção de ceifar a vida da vítima", ressaltou a delegada. "Ele conversava com pessoas próximas, colegas, amigos, sobre o quanto ele estava infeliz, o quanto ele estava triste, que ele não aguentava mais, que ele queria morrer”, acrescentou.

A arma utilizada foi apreendida, e Jair foi preso em flagrante. Segundo a delegada, será realizado pedido de prisão preventiva, e o autor deverá responder em regime fechado.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), em nota, manifestou sua solidariedade aos familiares e amigos da vítima, que trabalhava na Escola Municipal Nazira Anache.

Reprodução

Um triste histórico

O caso é o 5° de feminicídio em Mato Grosso do Sul no ano de 2023. O Estado registra, em média, um feminicídio a cada 11 dias.

O primeiro caso do ano foi registrado em Campo Grande, no dia 13 de janeiro. Claudineia Brito da Silva, de 49 anos, foi morta pelo seu marido, também a facadas.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, em 2022, Mato Grosso do Sul registrou o recorde de casos deste tipo de violência contra a mulher desde que a lei foi instituída, em 2015. Foram 49 vítimas. 

Em 2021, o Estado registrou 35 feminicídios. No ano de 2020, 40 mulheres foram mortas por serem mulheres. Em 2019, foram 30 vítimas desse tipo de crime. Em 2018, 36 mulheres foram vítimas de feminicídio..

Em 2017, o número de vítimas foi de 28 mulheres, apenas em MS. No ano de 2016, o Estado computou 35 feminicídios, 20 a mais que as 15 vítimas registradas em 2015

Os dados são da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Dança das cadeiras

Com mudança de última hora, Heitor Freire assume presidência da Santa Casa nesta quarta-feira

Imbróglio derruba a nomeação de Luiz Alberto Hiroki Kanamura, nome que seria oficializado como o novo presidente da instituição

22/09/2026 17h15

Foto: Divulgação

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Membro do Conselho de Administração da Santa Casa, Heitor Rodrigues Freire será nomeado o novo presidente da Santa Casa de Campo Grande nesta quarta-feira (23), imbróglio que em 24h derruba a nomeação de Luiz Alberto Hiroki Kanamura, nome que seria oficializado como o novo presidente da instituição.  

O novo mandatário retorna à presidência, cargo que deixou em janeiro de 2023 justamente para dar lugar à Alir Terra, presa no último dia 11, apontada como uma das líderes do esquema que apura desvios de quase R$ 5 milhões do hospital. 

Apesar da mudança interna, a cerimônia de oficialização dos novos gestores do hospital segue mantida. Conforme apurado pelo Correio do Estado, Luiz Kanamura seguirá como superintendente de Gestão Médico-Hospitalar, contudo será subordinado à Heitor Freire, que assumirá a presidência do hospital. 

"O cargo de presidente não possui remuneração, como ele [Heitor Freire] é um associado, assumirá a presidência. Com isso Kanamura será mantido como o superintendente-geral e será subordinado à presidência", declarou uma pessoa de dentro do hospital. 

Vice-presidente da instituição, Heitor Miguel Scheibeler ocupava a linha de frente de administração após a deflagração da Operação Antidotum no último dia 11, ação para investigar supostas fraudes milionárias em contratos da entidade. 

Presidente da Santa Casa de Campo Grande desde janeiro de 2023, Alir Terra Lima e outra cinco pessoas foram presas durante a operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). 

Além dela, foram presos: Rinaldo Hakme Romano (Diretor financeiro do hospital); Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa (Diretor financeiro adjunto); Alessandro Dias Junqueira (Diretor administrativo); 
Monique Gregório de Oliveira (Supervisora do setor de prontuário) e Maurício Aparecido Benites (empresário investigado no esquema). 

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico, Duarte & Cruz.

Essas empresas, cujo proprietário, Paulo Duarte da Cruz, tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

Conforme o MPMS, somente no ano de 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.
 

Atualizado às 17h40 para acréscimo de informações 

 

Passagem Secreta

Geladeira escondia passagem secreta para desmanche de motos em Campo Grande

Polícia Civil encontrou centenas de peças e motores no imóvel ligado à residência do empresário; três pessoas foram presas durante operação da Defurv, que investiga esquema de receptação, desmanche e revenda de peças de motocicletas roubadas.

22/09/2026 16h58

Viatura da Defurv acompanha retirada de peças apreendidas durante operação contra desmanche de motocicletas em Campo Grande.

Viatura da Defurv acompanha retirada de peças apreendidas durante operação contra desmanche de motocicletas em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Uma estrutura improvisada para esconder a ligação entre dois imóveis chamou a atenção da Polícia Civil durante uma operação contra a receptação e o desmanche de motocicletas em Campo Grande. Atrás de uma geladeira, investigadores encontraram uma passagem que conectava a residência do empresário Phellipe Rodrigues a uma casa vizinha onde, segundo a investigação, funcionava um desmanche.

Além da residência onde foi descoberta a passagem escondida e do imóvel vizinho apontado como local de desmanche, os investigadores realizaram buscas na oficina de motocicletas Moto Forte 67, localizada na Avenida Gury Marques, em Campo Grande.

A descoberta ocorreu nesta terça-feira (22), durante uma ação da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv). O acesso permitia a circulação entre os imóveis sem a necessidade de utilizar as entradas voltadas para a rua.

Imagens registradas durante a operação mostram policiais afastando a geladeira e revelando a abertura na parede. Do outro lado ficava o imóvel onde os investigadores localizaram grande quantidade de componentes de motocicletas.

No espaço, foram encontradas centenas de peças e motores. De acordo com o delegado Francis Freire, dezenas desses itens já foram identificados como pertencentes a motocicletas furtadas ou roubadas.

Viatura da Defurv acompanha retirada de peças apreendidas durante operação contra desmanche de motocicletas em Campo Grande.Geladeira escondia passagem entre a residência do empresário e imóvel apontado pela polícia como local de desmanche. Foto: Reprodução/Policia Civil.

A análise, entretanto, ainda não foi concluída. A polícia trabalha agora para verificar a procedência do restante do material apreendido e identificar outros veículos que eventualmente tenham sido desmontados no local.

Além das peças e motores, os policiais apreenderam uma pistola de uso permitido. Conforme a investigação, a arma pertenceria ao empresário.

Três pessoas presas

Phellipe Rodrigues, a esposa dele e um funcionário foram presos em flagrante durante a operação. Segundo a Defurv, os três já eram investigados por suspeita de participação em um esquema envolvendo receptação, desmontagem de motocicletas e posterior revenda das peças.

Eles foram autuados por receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

O empresário e o funcionário já haviam sido presos anteriormente pela Defurv pelos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, mas estavam em liberdade.

Desde o início do ano, a delegacia investiga o destino de peças retiradas de motocicletas roubadas em Campo Grande.

Segundo a investigação, a oficina de Phellipe teria ligação com alguns dos principais pontos de comercialização desse tipo de material, que seria destinado tanto ao mercado interno quanto ao externo.

A polícia ainda apura para onde eram encaminhadas as peças encontradas durante a operação e se outras pessoas participavam do esquema.

A ação desta terça-feira envolveu o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao empresário.

A descoberta da passagem entre os dois imóveis passou a integrar os elementos reunidos pela investigação. A Polícia Civil também continua o trabalho de identificação das peças apreendidas para determinar a origem de todo o material encontrado e verificar a dimensão do esquema investigado.

 

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