Cidades

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Esperteza política

Esperteza política

Redação

19/05/2010 - 05h49
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“Prefeitura e Santa Casa formarão pediatras”, manchete de jornal do dia 15/05/10. Parece solução para a escassez de pediatras no município. No entanto, o secretário de Saúde de forma sensata se manifestou: “Não resolve de imediato, mas é um passo para aumentarmos gradativamente o número de especialistas nessa área”(sic).

As atividades clínicas, pediatria e clínica médica passam por uma crise sem precedentes. A ciência médica evoluiu e a disponibilidade tecnológica aumentou. A população e os recém-formados se encantam com os equipamentos e priorizam a abordagem tecnológica do paciente em termos diagnóstico e terapêutico, encarecendo sobremaneira a medicina, sem grandes ou melhores resultados, e elevando o ganho médico, o que atrai as novas gerações de médicos.

A falta de resolubilidade nos postos de saúde passa pela inexistência de um plano de cargos, carreira e salários, baixos salários e, lamentavelmente pela pletora paradoxal de médicos. Muitos recém-formados à disposição do sistema de saúde sem a necessária qualificação atuam como pediatras e clínicos sem o título de especialista.
Essa dificuldade há muito tempo bateu à porta da Santa Casa. O idealizador e executor da implantação da residência de pediatria na Santa Casa, Dr. José Mendes, há muito se debatia para conseguir médicos visitadores para a UTI neonatal, alojamento conjunto e enfermarias. Aguardava horas na sala de espera da administração, até que resolveu procurar o ministério público que determinou fosse montada a UTI neonatal que estava sucateada. Alguns pediatras abandonaram o barco. Fez um atalho para a secretaria de saúde e o secretário anterior orientou que se contratassem os especialistas solicitados. Esses pediatras são contratados pela Santa Casa e Prefeitura. Orientam os residentes e atendem a comunidade na proposta original. Todo o mérito dessa iniciativa e concretização da residência de pediatria é do Dr. José Mendes.

É importante registrar que no dia da assinatura do convênio, o prefeito, num ato de grandeza mandou que o Dr. José Mendes assinasse o convênio, pois o mentor dos acontecimentos havia sido esquecido pelos assessores municipais.
A falta de pediatras e clínicos não se resolve com a residência na Santa Casa. É condição necessária, mas não suficiente. É preciso acenar com melhores salários e exigência de dedicação. Não se pode contratar “especialistas” sem qualificação prévia.
Além da qualificação profissional que é o mais importante, e também a promessa de melhores salários, o município precisa acudir a Santa Casa quando tem os serviços médicos comprometidos por suspensão de exames que não são feitos por laboratórios terceirizados que não recebem e ou fornecedores que suspendem a entrega de material porque não foram pagos. Isso compromete a dinâmica e o funcionamento do hospital e a repercussão maior é sobre o cidadão.

Hoje, o Pronto-Socorro e a UTI geral estão muito melhores. O 5º andar  foi reformado e entregue a um corpo de médicos intensivistas que pratica medicina de alto nível e que também fez exigências para que pudesse funcionar dentro dos padrões técnico-científicos necessários  para uma boa prática médica.
Os recursos são limitados, a Santa Casa, como qualquer outra instituição, é limitada. A solução só virá pela qualificação e bons salários de médicos que resolvem na periferia (UBS) para não sobrecarregar os hospitais. Diante dos acontecimentos e realizações destacadas pela imprensa vale uma reflexão. A contratação dos visitadores após intervenção do ministério público mandando atualizar a UTI neonatal, o programa de residência em pediatria que só se concretizou porque o idealizador foi direto à secretaria de saúde, o esquecimento do mentor das realizações no dia da assinatura do convênio, acreditar que um programa de residência vai resolver o problema de saúde infantil em Campo Grande, a amaurose administrativa em ver que se faz necessário investir no atendimento primário com qualificação de clínicos e pediatras, evitar que a Santa Casa interrompa serviços prioritários por falta de material e se deixar iludir pelos holofotes, é no mínimo esperteza. É preciso trocar a esperteza política das manchetes da imprensa pela sabedoria política das decisões corretas e oportunas.

LUIZ OVANDO, Médico clínico da Santa Casa e professor de Medicina

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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